sexta-feira, 3 de março de 2017

NOTA LITERÁRIA - Ricardo Guilherme Publica Livro de Contos


 RICARDO GUILHERME
PUBLICA LIVRO DE CONTOS


Ricardo Guilherme é membro fundador da ACLJ – e uma academia cearense de literatura e jornalismo, instalada em 2011, teria que contar com ele no seu grupo inaugural, pela sua grande importância na imprensa e nas letras coetâneas no Estado.


Ele tomou posse mas permaneceu distante (excentricidade dos gênios?), comunicou o extravio da própria pelerine ritual (displicência dos líricos?), requereu se lhe concedesse a sublimação acadêmica (idiossincrasia dos doutos?), transitando para o título de Honorário.   


Trata-se de um dos maiores intelectuais contemporâneos no Ceará, com intensa militância na poesia, no teatro, no jornalismo, na pesquisa, no rádio, na televisão, no cinema, na literatura, no magistério superior.

No teatro, Ricardo Guilherme escreve, atua, dirige, ensina  premiado em 1987 pela UNESCO; na literatura ele produz crônicas, contos e poemas, e foi premiado pelo Ministério da Cultura, em 1970, por pesquisa e publicação sobre a história do teatro cearense.

Vate inspirado, Ricardo integrou o Clube dos Poetas Cearenses, nos anos 60; jornalista, ele teve reportagens nacional e internacionalmente premiadas, tendo funcionado longamente na Rádio Universitária e na TV Ceará (emissoras de que foi fundador), apresentando programas culturais e de entrevistas.

Agora tira do prelo e nos envia, ainda quente, exemplar de um ótimo livro de contos que em breve lançará – OUTROS TANTOS DE TANTA ESTRADA – todo vazado em linguagem Guimarães-roseana, com as ousadias neológicas do estilo.

A obra traz 27 prosas curtas cheias de espírito, de sensualidade e de lirismo, tudo acondicionado em 170 páginas, trabalho primorosamente produzido pela Editora Substânsia.

Quando tudo principiou, um dia desimaculei seu corpo, e nos imantamos como antes a nós nunca houvera sucedido.

Ela se deu e me teve e, então, nos percorremos devassando os ermos. Foi bonito. Daí em diante, ficamos impreteríveis um ao outro.

Seu impudor contradizia a imaturidade numa aptidão quase sem fim para o incêndio. Eu me delongava que era para a afoita mais se espraiar.

A solidão de nós dois se queria cada vez mais sozinha. A gente se ilhava num um-pro-outro infinito” (Excerto do conto O Caminho da Volta – p.49).

Consulta-nos o editor Talles Azigon se esta ACLJ poderia organizar e promover a noite de autógrafos do livro, no Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras e de suas tantas afiliadas, e nós anuímos, obviamente. Elegeremos uma data na agenda da ACL e comunicaremos ao leitorado deste Blog.
    

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