VITÓRIAS MARCANTES
DO NOSSO SILOGEU
Vianney Mesquita – Cátedra número 22*
Não vos preocupeis com os que vos não conhecem, porém, vos
esforceis por serdes digno e conhecido.
(Kong Qiu – Confúcio – pensador chino. Qufu. Jining, 551 a.C.; Lu,
479 a.C.).
O enredo cronológico
curto e suntuoso e esplêndido e animador da Academia Cearense de Literatura e
Jornalismo – ACLJ (15 anos) deixa qualquer um de seus componentes diretos
referto de bom orgulho, alegria e regozijo; evidentemente, salvante os
instantes de tristeza e saudade, quando, exempli gratia, acontecem incontáveis
imprevistos – naturais, porém, inesperados – segundo ocorreu com a recente
transportação, para o patamar celeste (10.07.2026), do Senador, intelectual e
polímata cearense Cid Saboia de Carvalho, Presidente de Honra deste Sodalício,
de quem fui aluno (Faculdade de Direito da UFC) e colega, no Departamento de
Comunicação Social e Ciência da Informação (UFC), homenageado na sua seção
especial do dia 11 transato, no auditório da Academia Cearense de Letras.

Sou um entusiasta,
realmente exaltado em virtude do êxito inconteste da comentada arcádia –
científica, cultural, jornalística, humanitária et reliqua – cuja oportunidade
de a esta me relacionar foi ensejada pelo ilustrado e atual Presidente,
precípuo, até agora, e a quem me remeto à continuação. Ele deu-me, pois, a
ensancha de crescer na qualidade de escritor despresumido, pois minha produção,
grande no tamanho – 25 livros – e mediana ou decerto exígua sob o prisma da
profundez temática, foi grandemente encorpada, em razão dos escritos arrimados
no desenvolvimento da Arcádia, que, desde a fundação, em 2011, edito neste
periódico, reunindo-os para configurar as ditas publicações.
Em adição, a sinopse
da triunfante ACLJ, inserta nos anais históricos do Ceará e do Brasil, ainda
manifesta – aos acompanhantes de sua síntese vinculada a ocorrências e datações
vitoriosas, por intermédio de pessoas a ela conchegadas e pela via dos meios de
propagação coletiva – a sensação veraz de que constitui um instituto
magnificamente desenvolvido, onde a inteligência e a cultura afloram e cursam,
reiteradamente, à proporção temporal. Efetivamente, não se registam hiatos,
quebras nem transições suspensivas, em razão das corretas, oportunas e animosas
intenções, primorosamente levadas a efeito, mediante constantes promoções
vinculadas aos propósitos acadêmicos, sob a longa
manus academicista do Presidente, a quem neste lance me reporto.
Tais circunstâncias,
positivas e verdadeiras – é justo, real e obrigatório exprimir – remansam na
atuação apaixonada, atilada e urbanita do seu fundador, o advogado e jornalista
Reginaldo Airton Pequeno de Vasconcelos, escritor a mancheias e cidadão de
predicados inexcedíveis, que não se cansa de propugnar pela ascensão da ACLJ
como um dos mais operosos ateneus do Brasil, jamais havendo deixado que a
organização continuasse a cursar sem intervenção, controlo e severidade.
Causídico, periodista e escritor primoroso de várias obras, sob matérias
engenhosas e de caráter genial, RV é reverenciado por todos os acadêmicos,
consoante se reportou o professor Cid Carvalho, numa entrevista gravada
transmitida na reunião mencionada há pouco.
Na sessão há
instantes referida, também, foi a vez de receber como imortal perpétuo, na
Cátedra número um (que era do Dr. Cid Carvalho) o Professor Doutor Lúcio
Gonçalo de Alcântara, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do
Ceará, ao transitar de Membro Benemérito para a dita circunstância academicial –
a dignidade de efetivo titular. O ex-Governador, médico,
intelectual-escritor, sucessivamente Prefeito de Fortaleza, Senador do Brasil,
ex-Presidente da ACL e do Instituto do Ceará, em sua alocução, expressou que
não vai substituir o insubstituível CSC, mas somente o suceder, quando
patenteou seu recato de cidadão simples, o que muito agradou a todos os
espectadores da aludida assentada presencial.

Realmente
satisfatório é conhecer e provar da simpleza pessoal do Acadêmico Lúcio
Alcântara, que, também em seu discurso ligeiro, improvisado e sem papel,
demonstrou exímia capacidade de proferir ideações racionais, sem em qualquer
momento escorregar em palavras e dicções, empregando vocábulos em senso exato,
porém não descendendo à vulgaridade da dita “vala comum”, tampouco subindo ao
firmamento vocabular desnecessário, como sói acontecer, reiteradamente, com
oradores inábeis, do que, em matéria de elocução, o neo imortal da ACLJ é a
estrema positiva exemplar.

Aprouve-me bastante,
também, deparar a personalidade do Dr. Carlos Rubens Alencar, também imortal da
ACLJ, pois o não conhecia in persona. Com ele conversei rapidamente, máxime
acerca de pedido de desculpas em decorrência de um comentário por mim postado
em relação a um texto de sua autoria editado na nossa folha virtual, tentando
corrigi-lo, numa sem-razão e em escorrego crasso. Dele recebi, com expressões
leves e pedagógicas, os ensinamentos reparadores – oportunidade em que
comprovei sua fina educação e seu caráter de ser urbano por excelência,
transparente e delicado. Immense joie!
De efeito, então,
expresso o que não tive condição de fazer durante a Reunião da Arcádia Cearense
(núcleo de excelência e conselho consultivo da ACLJ), realizada no dia 10
imediato antecedente, em razão de uma inflamação na garganta.
Ser partícipe da
Academia Cearense de Literatura e Jornalismo conforma um
contentamento pouco experimentado, pois, além dos fatos de alteado valor
cultural, amistoso, científico et alii,
repetidamente praticados, topam-se seres humanos de excepcional qualidade,
como, entre outros e tirante os já citados, Rui Martinho Rodrigues, Cândido
Albuquerque, Beto Studart, os Dias Brancos, Adriano Vasconcelos, Antonino
Carvalho, Aluísio Gurgel, Amaro Pena, Vicente Alencar, Sávio Queiroz, Pedro B.
Araújo...
Constitui ingente glória!