HABILIDADE NATURAL-HN
Declaração
Vianney Mesquita*
Porque entendo
absolutamente necessário, acho oportuno declarar que, nas escritas por mim
produzidas e publicizadas, onde quer que o sejam, somente recorro à HABILIDADE
NATURAL – HN, com suporte em estudos efetivados em estabelecimentos escolares amparados
pela legislação nacional, por intermédio de pessoas afeitas a matérias
diversas, em universidades e ambientes de prova (laboratórios, e.g.), bem como
em informações obtidas com amparo na autodidaxia praticada à extensão da
experiência.
Em adição, atesto
que, ao fazer menção a obras e ideações doutros produtores desses bens, como
instituições e órgãos semelhados, procedo às notações bibliográficas das quais
me vali, consoante as ordenações legais do País, em particular, do direito autoral, inclusas as
preceituações da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
Entendo que, à
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – IA, conquanto seja magnificamente aditada no tempo
fluente, porém com estremas de emprego, só é factível de a ela se socorrer em situação
de dúvidas as mais diversas – por exemplo, de natureza histórica – conforme se
procede com as consultas a dicionários, volumes gramaticais e correlatos.
Assim, toda escrita
e qualquer produto editorial assente na IA e não na HN, embora, como divisado
hodiernamente, em textos “magnificamente” escritos (às vezes com 90 por cento
de “auxílio” da IA e não pelos autores), deixa de retratar intenção e SABER NOVO,
no entanto, somente repetição do que já se encontra expresso em achados
naturais e descobertas de investigadores, quer em tempos recentes ou em
períodos mais transatos.
Fortaleza, 20 de
agosto de 2026.
* João VIANNEY Campos
de MESQUITA.
Comentário:
Nesta manhã de 21 de agosto, telefonou-me o confrade Stênio
Pimentel, demonstrando-se ainda assente na disciplina rígida da sua formação de
“homem do mar”, que militou na Armada do Brasil, na fase áurea da sua juventude.
E que ainda está afeito à formalidade de quem, na maturidade, foi
longamente enquadrado nos rigores funcionais da administração bancária,
exercida por ele em várias instituições financeiras, nacionais e estrangeiras.
Ligou, então, para, em posição de sentido e em continência, comunicar
a este Presidente haver aplicado um neologismo autoral em mensagem que postou
no nosso Grupo de Whatsapp.
Explicou que a palavra que aplicou, dirigindo-se carinhosamente a um
coirmão da entidade, não repousa nos dicionários do idioma português, e que, portanto,
ainda não está abonada pela lexicografia nacional.
Esse telefonema e o
seu teor, por uma coincidência magnífica, tangenciam o texto do dia anterior,
remetido ao Blog pelo Professor Vianney Mesquita, um terceiro confrade, o maior
experto em linguística românica da nossa Academia.
No seu artigo “Habilidade Natural” o Mestre Vianney inaugura essa expressão
(HN), fazendo um contraponto à novel “Inteligência Artificial” (IA), e frisando
que não a aplica na sua lavra literária, porque segue o seu próprio cabedal intelectual,
citando as fontes dos estudos que empreende.
Os dois abordam aspectos semelhantes, mas distintos, quando Vianney
propugna pelo uso clássico da língua, ainda que de forma original e criativa,
enquanto o Stênio revela que os dicionários são fontes relativas de consulta,
já que apenas reúnem termos encontradiços em obras gráficas que os lexicógrafos
coligiram.
Assim, as edições dicionárias, analogicamente, são como papagaios
que aprenderam e registram um grande número de verbetes, que se
atualizam em novas edições – como novos papagaios que aprendam a falar. Porém,
se os vocábulos elencados estão corretamente escritos e aplicados, só os
filólogos o dirão.
Criar neologismos, enfim, é perfeitamente permitido aos redatores
cultos que precisem suprir lacunas semânticas no idioma que dominam, a bem da
clareza, da sintonia fina da retórica e do discurso, desde que aplicando
radicais condizentes com o latim, com o grego, com o árabe, com a gramática
primordial do idioma.
Vianney Mesquita, por seu turno, expressa nas entrelinhas que a IA
tem sabença de textos alheios de que vai sendo informada e de que se vai apropriando,
para aplicar combinações mais ou menos coerentes, porém não possui sapiência
própria para criar fórmulas novas de dizer de forma bela e correta, inovando
artisticamente ao comunicar a humana cerebração, que é insuperável.
Reginaldo Vasconcelos