quarta-feira, 13 de maio de 2026

DUAS NOTAS ACADÊMICAS

 ACADEMIA CEARENSE
DE
LITERATURA E JORNALISMO
 
INAUGURA A SALA
IRMÃOS XIMENES
DA SUA
 
ARCÁDIA ALENCARINA 

No dia 03 deste mês de maio, um dia antes da sua data aniversária, a ACLJ inaugurou a sede social da Arcádia Alencarina, estamento que representa o seu “núcleo duro”, “estado maior” ou, ainda analogicamente, o seu “sínodo episcopal”. Mais literalmente, na sua nomenclatura interna, a sua Decúria Diretiva.

 

A Arcádia Alencarina (para os íntimos, coetus quindecim) é composta pelos cinco diretores e mais dez, dentre os quarenta membros titulares da ACLJ (a dita quadraginta numerati), que se dispuseram a subsidiar financeiramente a entidade como um todo, e atuar como conselho consultivo e administrativo a um só tempo.

 

Os 15 árcades acelejanos instituíram um fardão para uso em suas reuniões bimensais, à semelhança daquele adotado pela Academia Francesa em 1635 (que a Brasileira quis homenagear em 1897, e que envergonha atualmente) – conservadas as suas becas rituais (as pelerines), para as grandes Assembleias Gerais da Academia.


 

A sede social da Arcádia Alencarina, denominada “Sala Irmãos Ximenes”, recentemente inaugurada, suprimiu a rotina itinerante dos “fardonados”, que até a sua 8ª Reunião instalavam-se em espaços cedidos por condomínios edilícios, por jardins, inclusive pela Escola de Aprendizes Marinheiros. 


O nome da sala é um preito post-mortem ao poeta Paulo Ximenes, o primeiro membro do grupo inaugural da Arcádia Alencarina a falecer, também o último a desencarnar de uma prole de seis, do qual era o primogênito.

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A
ACADEMIA CEARENSE
DE
LITERATURA E JORNALISMO
PROMOVE A SUA
15ª ASSEMBELIA ANIVERSÁRIA
 
DÁ POSSE AO
DR. NONATO DE CASTRO
E
OUTORGA O TÍTULO DE
CERENSE DO ANO 2026
AO
DR. NEURI FREITAS
PRESIDENTE DA CAGECE 

No dia 05 deste mês de maio, um dia após a sua data aniversária, a ACLJ promoveu uma Assembleia Geral em comemoração à efeméride natalícia, no auditório principal do Palácio da Luz, evento que atraiu um público suficiente para superar os cento e cinquenta assentos do plenário, supridos por dezenas de cadeiras extras do estoque do Palácio.

 

Durante a solenidade tomou posse na Cadeira de nº 23, patroneada pelo saudoso jornalista e deputado Dorian Sampaio, tendo sido proposto o nome de Nonato de Castro pela Prof. Dra. Luciara de Aragão e Frota, e pelo gráfico e editor Dorian Sampaio Filho.

A Cadeira de nº 23 era sede vacante desde o passamento do jornalista João Bosco Serra e Gurgel, falecido em 2024.

 

Cumprindo o Item Especial da cerimônia, a ACLJ outorgou ao Presidente da Companhia de Água e Esgoto do Ceará, a Cagece, Neuri Freitas, o título de Cearense do Ano 2026.

 

A láurea faz o reconhecimento público do mérito de ter superado o desafio de vencer a seca de 7 anos e a pandemia da Covid-19, ao longo do seu mandato de 10 anos.

E fê-lo sem solução de continuidade na prestação do serviço essencial de fornecer água potável à Capital e a mais 152 municípios do Estado – recolhendo os seus efluentes para descartá-los tratados, portanto, sem prejuízo à Natureza.

 

domingo, 3 de maio de 2026

FILOSOFIA - "Perdido Numa Esquina de Kensington" (CRA)

 “Perdido numa esquina
de Kensington”
Carlos Rubens Alencar*



Levei tempo para compreender que não há “eu” separado. Os cortes epistemológicos falham porque pretendem dividir o que é indivisível: Deus, ou seja, a Natureza.

Qual é o prazer da conquista? Compreender que a luta não é minha. É a substância pulsante neste modo finito que sou. A caverna não é prisão. É proposição. Platão quis transcender o fenômeno. Spinoza demonstrou a necessidade da sombra como consequência da lei. A negação é um afeto. A exigência de resposta é inadequação do entendimento. 

E compreendo: não há silêncio de Deus. Há conhecimento inadequado. Deus não fala porque é. A totalidade não se dirige à parte. A lei não se comunica com o caso particular. As coisas têm sentido íntimo? As coisas têm causa. Têm necessidade. Isso basta. É absoluto. É Deus. 

A imaginação sonha mil horas sem fim. Mas o limite do pensamento, e da beatitude, é conceber adequadamente: o melhor é o presente. Porque só no presente a eternidade se concebe sob o aspecto da compreensão do tempo. Convém que nos esforcemos por livrar-nos das paixões tristes. 

Que compreendamos nossa potência de agir. Temos um compromisso, não com a humildade que nasce da impotência, mas com a liberdade que nasce do terceiro gênero de conhecimento. E diante da substância, o intelecto indaga: vida minha, vida, olha o que é vida? Responde-se: sabe-se. Porque conhecer as causas é o mesmo que agir.


sábado, 2 de maio de 2026

CRÔNICA - Espiriteira (GT)

ESPIRITEIRA
O FOGÃO À MÃO DAS MÃES PUÉRPERAS
George Tabatinga* 


Desde que o mundo é mundo, as mães desempenham um papel fundamental na continuidade da espécie, seja ela humana ou animal, tanto na gestação quanto na criação. A fase inicial da vida do bebê é a mais sensível e exige atenção especial. Todo cuidado é pouco com o recém-nascido indefeso.

Não faz muito tempo, minha família, que havia acabado de chegar do Piauí, morava em uma casa entre as ruas Monsenhor Bruno e Rui Barbosa, na esquina da Travessa Jaguaruana, ao lado do majestoso Castelo do Plácido — derrubado em 1992 para a construção da Central de Artesanato do Ceará.

Era o ano de 1969. Dias antes do lançamento do foguete Apollo 11 e dos primeiros passos do homem na Lua, nascia minha terceira irmã, o sexto filho do casal. Foi um parto difícil, com sequelas da temida anestesia “raqui”, que inibe a dor da cintura para baixo e é muito utilizada em cesarianas e outras cirurgias. 

Como eu era o filho mais velho e nosso pai estava no Rio de Janeiro fazendo um curso na Fundação Getúlio Vargas, coube a mim diversas tarefas caseiras – até porque não tínhamos uma empregada. 

Começaram as férias escolares do meio do ano e eu, com 14 anos, estava cuidando da casa, de minha mãe, que estava prostrada na cama, e de meus irmãos e, é claro, da minha irmãzinha recém-nascida. Foram dias difíceis e inesquecíveis. 

Felizmente, minha querida prima Rita de Cássia, que estudava em Fortaleza na época, mas morava com nossa prima Elizabete, ajudava durante o dia. À noite, eu me virava para cuidar de minha mãe e de sua caçula. 

Eu cochilava ao lado da minha mãe, mas levantava o tempo todo para trocar a fralda e balançar a bebê no colo até ela parar de chorar. Minha mãe estava sempre atenta, principalmente na hora de trocar a fralda por causa daquele broche grande espetado no tecido de algodão grosso. Ela exigia que eu colocasse minha irmãzinha ao seu lado na cama, para prestar atenção enquanto eu furava a fralda com todo cuidado, para não espetar sua barriguinha. 

Na hora do leite, eu acendia o fogo na espiriteira de álcool na cozinha e voltava várias vezes ao quarto para checar se estava tudo bem. A água era filtrada, mas precisava ser fervida antes de colocar o leite em pó naquele papeiro de ágata. Para deixar o alimento morno, eu alçava colheradas de leite quente ao ar repetidamente. De vez em quando, eu verificava a temperatura com a dobra do dedo mindinho, pois não podia tocar o leite com a ponta dos dedos. Tudo isso porque nossa mãe ainda não tinha condições de amamentar.

Não há mais espiriteira nem fraldas de algodão, e acho que nem a malvada anestesia. Mas nada dói mais do que a falta da nossa querida mãe! 


sexta-feira, 17 de abril de 2026

NOTA SOCIAL - Homenagem a Vicente Alencar

 A “VOZ DA PALAVRA” ENTREVISTA
O COMUNICADOR
VICENTE ALENCAR,
REI DA PALAVRA E DA VOZ.


A revista Voz da Palavra, editada por Gilson Pónthes e Pedro Blum, em sua edição de Abril de 2026, traz matéria de capa sobre o jornalista e radialista Vicente Alencar, Membro Titular e Secretário-Geral da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo e da Arcádia Alencarina, além de compor outras entidades literárias do Estado. 

Vicente, cuja história de vida se coaduna com o nome da revista – ele rei da palavra e da voz – dá uma interessante entrevista sobre a sua longa experiência de comunicador, desde muito cedo no rádio, mas também nas editorias de jornais da Capital, notadamente no trato do futebol cearense, criador do epíteto de “Leão do Pici” do Fortaleza Esporte Clube, o seu time preferido. 

Vicente Alencar também se notabiliza como grande biógrafo do clã dos Alencares cearenses, nobilíssima família a que pertence e cuja história conhece, sobre a qual discorre brilhantemente em palestras que profere. Também  brilha como fino trovador e se tem consagrado como o melhor Mestre de Cerimonia do Estado, mercê do belo timbre vocal e da pronúncia escorreita.           



NOTA CULTURAL - Poetas da Serra Azul

A POESIA DA SERRA AZUL,
DO SEU MUSEU,
E OS SEUS MENTORES. 


O jornalista e documentarista Roberto Bomfim, que integra a ACLJ em sua Arcádia Alencarina, e também o Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), é o atual Presidente do Museu Arqueológico Tertuliano de Melo, localizado na Fazenda Coité, no Distrito de Serra Azul, no Município Cearense de Ibaretama. 

O acervo do museu começou a ser reunido por Tertuliano de Melo Neto, proprietário da fazenda, em cuja região ocorrem muitos achados arqueológicos legados por autóctones antigos, e os foi catalogando e colecionando em espaço próprio do seu imóvel pré-serrano.


Acolitado por Roberto Bomfim, Tertuliano, de epíteto carinhoso Neto Melo, fundou a instituição, mas infelizmente faleceu um ano atrás, deixado ao seu parceiro a direção da entidade museológica que instalaram.

Agora Bomfim tem a gentil iniciativa de lançar um primoroso libreto que traz toda a poesia do ambiente telúrico e cultural da Serra Azul, colhendo inspirados poemas de jovens envolvidos no projeto do museu.

Naturalmente dedica esse trabalho a Neto Melo in memoriam, e encerra a galeria lírica e beletrista do libreto com uma peça poética primorosa do acadêmico cearense imortal Virgílio Maia, que enfeita e enobrece a contracapa.         



CRÔNICA - Não Tenho Nada a Ver com Isso (RV)

NÃO TENHO NADA
A VER COM ISSO
Reginaldo Vasconcelos*

 

Não tenho nada a ver com isso. Nada “disso que está aí” me diz respeito. Autorreferente, ninguém me representa. Nasci, me criei e envelheci nessa mixórdia, em que se pretende fazer crer, em que se deseja acreditar em conspícua gravidade moral e nobreza de intenções, quando as únicas coisas sérias realmente neste país são o carnaval e o futebol. O resto é baderna, é mentira, enganação, concupiscência (algo tão feio e disforme como este seu designativo idiomático, que nenhuma outra língua do Planeta pode traduzir corretamente).

 

Bem, mesmo o futebol e o carnaval têm sido conspurcados e vilipendiados pela anarquia institucional que grassa e reina neste mundo de meu Deus, em que o Brasil é uma piada de mau gosto, onde só se costuma ser levado a sério quando Momo está reinando, quando as fantasias de palhaço e as bundas nuas nos remetem à realidade anárquica nacional. Montesquieu há muito tempo se revira no túmulo e se pudesse rasgaria seus tratados sobre a tripartição de poderes que engendrou, enquanto os gregos e romanos que repousam nos mausoléus da História pasmam com o que se tem feito de suas puras concepções de democracia e de república. 

Em menino eu pensava erradamente que a molecagem dos garotos de então, os quais (fossem criados na rua ou nos mais conceituados educandários clericais) saltavam muros para fugir das aulas, para penetrar nas festas, para furtar pomares, e por qualquer nonada espancavam-se nas calçadas e nos pátios de colégios, e se sodomizavam uns aos outros em mutualidade combinada, ou em troca por alguma prenda – pensava eu incorrendo em crasso equívoco que essas condutas fossem privativas da infância masculina da minha época. 

Qual nada, desde sempre, e inclusive atualmente, o mundo adulto pratica iniquidades semelhantes, sob os seus ternos vistosos e em seus discursos empolados – enganando, traindo, furtando, espancando, condenando e até matando pessoas inocentes, com o agravante de que atraíram para o seu covil imundo de negociata, politicagem e bandidagem as mulheres, que nos seus belos penteados e “taieres” elegantes pensam ter conquistado a liberdade pessoal e o paraíso terrestre, quando apenas somaram às suas nobres funções naturais e biológicas a estiva cruenta das obrigações funcionais – horários, expedientes, metas, chefias, patrões... 

Aliás, a ética dos meninos que fomos só execrava a covardia, gravíssimo atentado à hombridade pessoal, de tal sorte que, quando insultado por um pirralho menor, para evitar a pecha de covarde, se lhe mandava chamar o irmão mais velho para a briga. Pela mesma razão, em mulher não se batia “nem com uma flor”, conforme o jargão daquele tempo, assim como a maior ofensa possível era malferir a moral da mãe do outro com impropérios. Hoje, enquanto a legislação se esforça para proteger o universo feminino da sanha dos homens, cada vez mais são elas estupradas, violentadas, agredidas e mortas por amantes e maridos. 

O que o mundo infantil não percebia e não percebe é a gravidade das dores, das tragédias físicas, das doenças e das mortes; é a infelicidade de ter filhos com deficiências incuráveis; é a seriedade, a importância e a pungência das salas de cirurgia, das amputações e das camas de hospitais; são as angústias dos tribunais e a tortura do cárcere, seja merecido, seja injusto; é a abordagem tenebrosa dos facinorosos armados que empestam e predam a sociedade impunemente – razões pelas quais a minha avó aconselhava os netos chorosos a guardarem suas lágrimas para os sofrimentos do futuro. 

Os delinquentes adultos de todos os tipos e matizes – de pichadores de muros a banqueiros desonestos, a falsos magistrados, a políticos mistificadores e corruptos, a bandidos sanguinários – decidem estes viver à margem da grandeza dos artistas inspirados, que colorem o mundo, embelezam a vida e enlevam as almas; à margem do mérito dos doutores que fazem ciência para que se produzam remédios, aviões, automóveis, computadores e aparelhos celulares; à margem da existência de grandes e pequenos empresários que se associam para dar empregos e produzir riquezas em geral; à margem da importância dos que enfrentam realmente chão de fábrica ou solo rude de plantar e criar, e assim alimentar a humanidade. 

Eu apenas vejo, acompanho, sofro, lamento, denuncio. Mas, pessoalmente, de fato, não tenho, nunca tive e jamais terei nada a ver com isso. 

               

quinta-feira, 16 de abril de 2026

LIVRO - Totvs Tvvs (VM)

 Lançamento de  Totvs Tvvs
25º livro de Vianney Mesquita

 

Oh! Bendito seja o que semeia livros / livros a mancheias/ E manda o povo pensar! (CASTRO ALVES)

 

Em reunião ordinária realizada na cidade de Palmácia-CE, no dia 11 deste mês, tomou posse o Presidente eleito para o período de 2026 a 2027, o imortal palmaciano Dr. José Damasceno Sampaio (árcade novo Adamastor Urano), escritor e advogado atuante, em substituição ao Prof. Fernão de La Roche d’Andrade Sampaio, o qual desenvolveu por dez anos elevada administração, desde a Fundação daquele Sodalício (Palmam qui meruit ferat), em 2016.

A Assembleia dos árcades novos, na Sede citadina de nascimento dos celebrados professores e autores cearenses Vicente de Paulo Sampaio Rocha e José Rebouças Macambira, foi assinalado por intensa e excelsa programação, quando, também, foram investidos em cátedras do Silogeu serrano acadêmicos eleitos em seção anterior. 

Um dos pontos de destaque do Encontro coincidiu com a participação da cantora e intelectual cearense Carol Damasceno, acompanhada do seu consorte-chefe da orquestra, a qual premiou os árcades novos e demais assistentes com excepcionais peças musicais, de insuperável essência, aplaudida de pé a cada manifestação de sua estesia artística. 

No âmbito da mencionada conferência da Arcádia Nova Palmaciana, experimentou ressalto o lançamento do 25º livro do árcade novo Jovem Chronos (Vianney Mesquita) – um dos quatro fundadores do Ateneu palmaciano (com Francisco Antônio Guimarães, Iolanda Andrade e Risoleta Muniz), também componente de destaque desta Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, bem como da Academia Cearense da Língua Portuguesa. 

Antes, porém, da ocorrência-parte da assentada de 11.04.2026, ocorrida na Escola Professora Giselda Coelho Teixeira, no Basílio, o Presidente José Damasceno Sampaio transferiu às mãos do Autor o diploma de Presidente de Honra ad vitam, “pelos relevantes serviços prestados nos atos de fundação e consolidação desta Arcádia”. 

Sequencialmente, reproduzem-se a alocução do Dr. Damasceno, após a qual está expresso o discurso do imortal da ACLJ, ANP e ACLP, em agradecimento pela ideia. 

 

TOTVS TVVS – 25º LIVRO DO PORTFOLIO DO ÁRCADE NOVO VIANNEY MESQUITA

                                          José Damasceno Sampaio

Palmácia, 11 de abril de 2026

Saudações (...)

       

Constitui satisfação muito especial, para mim e todos os palmacianos, proceder ao lançamento de mais uma obra do imortal desta Entidade Acadêmica, o Professor João VIANNEY Campos de MESQUITA, árcade novo Jovem Chrónos, Cadeira número dois, um dos fundadores da nossa tão estimada Arcádia Nova Palmaciana, no decurso dos seus dez anos de funcionamento, pois instituída em 2016.       

Totus Tuus – Temas do Catolicismo Pós-Tridentino, sob editoração da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo  – por intercessão, seja expresso, do Senhor Presidente, advogado e escritor Reginaldo Vasconcelos  é o vigésimo quinto livro do escritor compatrício, aqui nascido em 17 de agosto de 1946, Vianney Mesquita, membro-titular e fundador na Arcádia Nova Palmaciana. Seu patrono na ACLJ, onde ocupa cátedra, é o também intelectual palmaciano José Rebouças Macambira, escritor e professor internacionalmente apreciado.       

Neste bem alentado quantitativo, 25 bens literários e científicos somente em livro, impende exprimir, não está contabilizada a produção de centenas de artigos e motes de ambas as mencionadas grandes áreas do saber, editados em periódicos cearenses e nacionais, na maioria vinculados à sua alma mater – e minha, também, tenho o orgulho de expressar – a Universidade Federal do Ceará, e outros organismos de ensino, pesquisa e extensão literárias e de pesquisa no Brasil.       

A produção multímoda do nosso Autor cobre matérias do trato científico e literário, como, entre muitas outras motivações, Escrituração de Textos do Saber Parcialmente Unificado, Filosofia, Sociologia, Poesia, Literatura e Crítica Literária. E, neste passo, conforme é o bem de que cuido agora, a temática descansa na Religião Cristã Católica, cujo assunto é objeto de publicação de dois outros volumes seus, intitulados ...E o Verbo se Fez Carne e Franciscos Moradores do Céu – este com o selo da Arcádia Nova Palmaciana – Solar dos Sampaios, editado aqui em Palmácia em 2018.       

O produtor de bens editoriais sob comento, e que nos enleia e enobrece neste momento, sempre foi muito bem recepcionado pela crítica, cuja reunião de conceitos, se procedida, resultaria num imenso infólio, parte do qual alguns pequenos juízos de terceiros a Editora achou de expender como fecho do livro ora sob escólio.       

Para ser breve e agradável, conforme recomenda o brocardo latino Esto brevis et placebis, arremato esta alocução, oportunidade em que, no meu nome e acolitado pelo nosso Silogeu, Arcádia Nova Palmaciana, dirigimos parabéns mais uma vez ao preclaro concidadão Vianney Mesquita.  Isto se dá em razão da sua colheita escritural de elevada qualidade, que afidalga por demais a nossa Terra e enriquece o relicário da inteligência e da cultura locais, com obra religiosa de acrisolado valor, representativa do modo de pensar no Alto comum ao povo condutor das palmas da nossa Paróquia, agora sob direção espiritual da nova Diocese de Baturité.

 

 

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“AGRADECIMENTO – LEMBRANÇA DO CORAÇÃO”

Vianney Mesquita

 

Constitui prazer renovado estar aqui, numa reunião de posses diversas da nossa Arcádia Nova Palmaciana, ora procedendo ao lançamento do meu livro Totvs Tvvs – Temas do Catolicismo Pós-Tridentino.       

Acerca dele, o árcade novo Adamastor Urano, o palmaciano Dr. José Damasceno Sampaio, discorreu com palavras bondosas, alevantando, consequentemente, o valor literário e religioso de tão singela produção.  

Nosso novo Presidente, empós dez anos do subido comando do árcade novo Eládio Dionísio – o Professor Fernão de la Roche d’Andrade Sampaio  exprimiu rápidas considerações a respeito do meu trabalho editorial, configurado em 25 produtos em livros, sendo este o derradeiro, inclusive havendo já outro sendo trabalhado para lançamento ligeiro. 

Conforme disse Lao-Tsé, Gratia et memoria cordis  o agradecimento é a memória do coração  de tal sorte que o íntimo da minha pessoa remansa reconhecido pelas benignas observações do Presidente, no mesmo passo em que manifesto reconhecimento às membras e membros do nosso Silogeu, por haverem por sustentado, com os aprovos dos habitantes do Solar dos Sampaios, os interesses desta Academia, a qual terá, decerto, existência extensa, prazerosa e historicamente registada. 

Sou reconhecido aos conterrâneos pelo apoio concedido aos imortais deste Sodalício, na certeza de que, por eles, a palma citada na nossa divisa será magnificamente conduzida. 

Obrigado. Vianney Mesquita, árcade novo Jovem Chrónos.