sábado, 8 de julho de 2017

LITERATURA - Acerca de "Encontro de Contas" (VM)


Rápida Notícia acerca
de
Encontro de Contas
Assis Martins *


Está sob processamento pré-editorial mais uma obra da múltipla produção do Prof. Vianney Mesquita, esta intitulada Encontro de Contas – Balanço de Crônicas e Juízos Literários, a qual comentamos na sequência. É a vigésima primeira do seu ativo fixo, inaugurado em 1984, com Sobre Livros – Aspectos da Editoração Acadêmica (F O T O).

A derradeira, editada em 2016, foi Esboços e Arquétipos – Língua, Ciência e Literatura (F O T O), que veio ao lume com o selo da Expressão Gráfica e Editora. Ele tem os originais prontos, também, do décimo nono e do vigésimo volumes de sua lavra, os quais, em razão de entraves burocráticos no patrocínio das edições, ainda não foram publicados, mas o serão neste ano, 2017. 

Seus títulos são Reservas de Minha Étagére e Franciscos Moradores do Céu, este a respeito da vida de treze dos mais de cem santos Franciscos canonizados pela Igreja Católica Romana (exceto São Francisco de Assis), em coautoria com seu colega de magistério na UFC e academia, Prof. Geraldo Jesuino da Costa.

Sua “Contabilidade” é cheia, como sempre, dos créditos de abalizados comentários sobre assuntos pertinentes, todos trazendo o timbre inconfundível do seu estilo eclético, com escrita vazada no melhor Português. Difere das alocuções de muitos pseudoliteratos, que buscam apenas os spotlights da fama, constantemente trazendo à luz obras risíveis, o que ocasiona estragos, às vezes, irreparáveis, ao nosso léxico.

A intimidade de V.M. com o vernáculo permite-lhe transitar com desenvoltura pelos meandros morfossintáticos da língua, para entregar de bandeja ao leitor uma mensagem clarividente nos textos os mais intrincados.

Os assuntos enfeixados do primeiro ao último capítulo prendem o feliz consulente, tanto pela pertinência do contexto, quanto pela elegância, fidelidade ao tema, concisão e gramática escorreita, ponto fundamental da sua escrita.

Prezado leitor, façamos um passeio rápido por este “Plano de Contas” e, nesse sobrevoo, observemos e curtamos o talento deste escritor polimorfo.

A primeira parte – CRÔNICAS – é uma gama de textos com a predominância de um tom hilário, sem desvios da norma culta, com destaque, no primeiro, para a justa homenagem ao cratense, eterno rotariano, Anselmo de Albuquerque Frazão (F O T O), figura ímpar com lugar garantido na história gráfica cearense, haja vista que militou durante muitos anos à frente da Imprensa Universitária da UFC, com muita honestidade e competência.

Nessa nossa olhada en passant sobre as demais crônicas, observamos a leveza com que são abordados os assuntos, desde o primeiro – Traquinadas a bordo – até Redundâncias e Outras Nódoas Escuras de um Texto: há sempre a sintonia irreparável entre a maneira erudita de escrever e o estilo leve, impregnado de um humor sutil.

A segunda parte  JUÍZOS CRÍTICOS (Artigos e Alocuções) – direciona-se com um tom mais “sério” sem perder o diapasão do correto modo característico de escrever, oferecendo um desfile de nomes de escol da cultura nacional. Entre estes, estão:

 Carlos Neves d’Alge – Referência aos brilhantes ensaios do escritor luso-brasileiro que tem trânsito garantido em todos os caminhos da literatura portuguesa;

 Ítalo Gurgel – Comentários sobre esse competente jornalista, linguista, ensaísta e escritor, principalmente sobre a sua conferência acerca dos estrangeirismos (“importação de termos e expressões alienígenas na nossa língua”) proferida na Academia Cearense de Língua Portuguesa;

Lúcia Fernandes Martins – Breve notícia sobre essa carioca radicada no Ceará desde 1941 (autora de vários romances, entre eles Nada de Novo sob o Sol) a única mulher participante do Grupo Clã e esposa do consagrado romancista e jurista Fran Martins;

– Comentários sobre a comemoração dos 130 anos de nascimento do poeta MANUEL Carneiro de Sousa BANDEIRA, autor de Vou-me embora para Pasárgada, poeta da “simplicidade, na vida e na poesia”, autor muito estudado no Brasil e no Exterior;

José Batista de Lima, professor, escritor profícuo, um dos maiores historiógrafos literários do Ceará, autor de muitos ensaios famosos, como, por exemplo, entre muitos outros, Vazios Repletos, em inteligente título oximórone;

Hélio de Sousa Melo – Grande produtor ensaístico, com ênfase para o ensaio de enorme valor estético e histórico sobre o poeta Cruz Filho;

Santiago Vasques Filho – Notas sobre esse piauiense de múltipla produção nas áreas da pintura e da poesia. Autor de Bronzes e Cristais, Cantigas de Três Patetas, Folhas Mortas, além de várias obras no terreno da ficção. Famoso ele é pela admirável escolaridade métrica; e

Luiz Antônio Bento – Interessante a leitura a respeito de Bioética, desafios éticos no debate contemporâneo, obra do teólogo, filósofo e sacerdote paranaense, que cuida da problemática do suicídio e suas implicações, este composto em parceria com sua mulher, Socorro Mesquita, autora de São Francisco de Assis – Alegria e Santidade na Pobreza (2016) (F O T O).

São inseridos, ainda, temas atualíssimos como o Ativismo Judicial – instrumento da garantia dos direitos sociais, reflexões sobre o Cristianismo, na seção Jesus Cristo e a Igreja atual, considerações sobre o exame vestibular no âmbito das universidades federais e a Educação e a Filosofia no mundo de hoje.


Ter-se-á, pois, à disposição uma simbiose perfeita entre assuntos amenos e temas científicos, reunidos e tratados com o toque característico encontrado em todas as obras do árcade Jovem Chronos, da Arcádia Nova Palmaciana (Palmam qui Meruit Ferat), por ele próprio instituída, juntamente com os Professores Francisco Antônio Guimarães (UFC), Iolanda Andrade e Ryso Muniz, seus conterrâneos de Palmácia.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

HIDROLOGIA - Um Erro Bendito (CB)


UM ERRO BENDITO
Cássio Borges*


O Açude Castanhão sempre foi inviável, desde o momento em que foi concebido, no ano de 1985. Repito, no ano de 1985. Antes, não havia registro dessa obra nos anais e publicações do DNOCS (grande instituição, odiada por carteis locais, com jogos de interesses pessoais envolvidos) e da SUDENE (com esta, praticamente, conseguiram acabar).

Tudo era mentira, no final da década de 80 e início da década de 90, para atender a interesses subalternos dos seus idealizadores, promotores e seguidores. Era  avassaladora a propaganda e o marketing que se faziam em torno desta obra. Não vou citar nomes, mas registrei, a bem da História, todos estes fatos, e os documentei em livro, com argumentos técnicos convincentes para a posteridade. A sociedade os julgará.

Se fizermos uma análise hidrológica insuspeita, com dados reais e não fabricados, chegaríamos à conclusão de que o referido reservatório já deveria estar seco desde o início do ano de 2015. Ele só continua com água até os dias atuais por causa de um erro inconcebível de gestão. Bendito erro! Mas, que erro foi este?

Já escrevi três artigos no Jornal “O Povo” a este respeito. A capacidade hidrológica desse reservatório (que depende das chuvas em sua bacia hidrográfica) é, na realidade, de 2,4 bilhões de m³ de água e não 6,7 bilhões de m³. Ou seja, para efeito de “regularização de vazões”, a sua capacidade de acumulação é de 4,4 bilhões de m³ e não 6,7 bilhões de m³.

Esses 2,3 bilhões de m³ foram concebidos, adicionalmente, pelo extinto DNOS, para controlar as enchentes no Baixo Jaguaribe ou, melhor dizendo, para “amortecer” as enchentes no Baixo Jaguaribe. É o chamado “volume de espera”, para “amortecer”, ou reduzir o “pico das enchentes” no Baixo Jaguaribe. Esse “volume de espera”, obviamente, deve, sempre que possível, estar seco, pois se vier uma onda de cheia (hidrógrafa) maior do que 2,3 bilhões de m³, os diques de proteção à barragem, que são de terra,  correm o risco de romper, causando uma tragédia no Baixo Jaguaribe. Portanto, do ponto de vista hidrológico, o Açude Castanhão tem duas funções: a de “regularizar vazões” e a de “controlar enchentes”. É como se fossem dois açudes em um só, no mesmo local.

Esta acumulação adicional de 2,3 bilhões de m³ de água do volume de espera, no bom inverno de 2009, temerária e propositadamente foi cheio pelos gestores desse açude, quando tudo deveria ter sido feito para deixa-lo seco, sempre que possível. Esta é a filosofia do “volume de espera” para controlar enchentes.
Ganharam com isto mais 2,3 bilhões de m³ para seu volume de regularização de vazões, mas correram o risco dos diques (de terra) de proteção à barragem transbordarem e romperem, caso tivesse havido, naquela ocasião, uma chuva de 100 ou 120 milímetros, como as que ocorreram, nesta ordem de grandeza, em Granja e outras regiões do Ceará, no último dia 30 de junho.

É com este volume de 2,3 bilhões de m³, como disse acima, temerariamente acrescidos aos 4,4 bilhões de m³, que chegamos com água naquele reservatório até os dias atuais. Também tivemos uma ajuda de São Pedro com o inverno deste ano de 2017, pois os demais açudes da Região Metropolitana de Fortaleza “pegaram”, relativamente, bastante água, apesar das chuvas terem sido em torno da média e nos dando, assim, mais tranquilidade na gestão da água na R.M.F. até o final deste ano. 

Em face do exposto, pergunto: Será que podemos dizer que estamos no sexto ano de seca, apesar do aporte de mais de 2,5 bilhões de m³ de água em todo o Estado?



quarta-feira, 5 de julho de 2017

ARTIGO - Os Partidos e sua Representatividade (AS)


OS PARTIDOS E SUA REPRESENTATIVIDADE
Arnaldo Santos *


No artigo anterior examinamos as ações fora da curva do Congresso Nacional e do poder judiciário, diante da crise de (des)governo do Presidente Temer, em razão da corruPTopatia, que atinge o chefe do Executivo e parte dos seus Ministros, na perspectiva da democracia no século XXI.

Iniciamos perguntando aos deputados e senadores, por que teimam em manter uma legislação eleitoral e partidária que já se provou falha do ponto de vista ético-político, corrupta sob o aspecto eleitoral, e antidemocrática na perspectiva da participação popular, já que, embora não proíba, tira do cidadão comum à possibilidade de êxito eleitoral nas disputas.

Desde a redemocratização nos anos 90 ficou demonstrado que os partidos já não mais representam a sociedade brasileira. A eleição do então Presidente Collor pelo inexpressivo PRN evidenciou essa falta de representatividade, pois tanto o candidato quanto o partido não tinham qualquer relação e representatividade com a sociedade.

Com os avanços científicos e tecnológicos dos últimos 30 anos, o fenômeno da comunicação online, alterando substancialmente as relações sociais e as novas formas de organização da sociedade, tornaram os partidos dissociados dos novos interesses, valores e paradigmas da Nação, em razão de uma ação política antiética e corrupta, quando em sua essência a política deve ter um sentido oposto a tudo isso.

As transformações pelas quais a sociedade brasileira passou desde a Constituição de 1988 vão da permissão para utilização de células tronco para fins científicos, a interrupção da gravidez de bebês anencéfalos, passando pela legalização de união homoafetiva, com direito a herança após o falecimento de um dos membros da união.

Por que insistir em uma forma de organização político-partidária, que além de não mais representar a sociedade com seus novos paradigmas socioculturais, impede a renovação da representação legislativa, perpetuando no poder verdadeiras castas de fariseus hipócritas, corrompendo todas as estruturas éticas e morais do poder, e ainda subtrai bilhões e bilhões do povo brasileiro pela corrupção?

Para não ficarmos apenas na reflexão crítica sobre a falência da forma atual em vigor, sugerimos com urgência um debate sobre a formulação de um novo modelo de representação política, consoante com a sociedade civil e suas organizações, já que o Congresso Nacional provou não ter interesse em alterar o status quo.

O momento é oportuno para que, com a mesma ênfase e entusiasmo que parte da sociedade tem ido às ruas protestar contra o Governo e pedir o impeachment do Presidente Temer, se inclua nessa pauta uma reforma político-partidária e eleitoral que contemple um novo modelo de representação.

Uma legislação que permita que os estudantes secundaristas e universitários, pelas suas várias organizações, como a UNE e os DCEs, possam apresentar candidatos para o Legislativo e o Executivo. Assim teríamos a renovação da representação política da sociedade, e novas lideranças surgiriam com esse novo modelo.

Outra mudança que entendemos igualmente importante, para o aprimoramento do processo político eleitoral brasileiro, pode ser a adoção da eleição do Presidente da República, dissociada da eleição de Deputado Federal e Senador, para que assim com o Congresso já eleito a sociedade possa conhecer qual a posição da maioria dos congressistas, em relação ao programa de governo do Presidente eleito. As eleições coincidentes, como são atualmente, já se comprovou que só servem para que o presidente se torne refém dos deputados e senadores, e o Congresso se torne um balcão de negócios.

O mesmo valeria para as associações comunitárias, sindicatos dos trabalhadores e empregadores, associações e comunidades religiosas. Afinal os parlamentos estão cheios de representantes desses seguimentos, via partidos, em geral de aluguel. A recém-eleição do Presidente da França, Emanuel Macron, é um exemplo de que experimentar novas formas de organização partidária, fora do modelo tradicional, pode ser um bom começo. Esse debate é urgente.



NOTA ACADÊMICA - A Lei do Livro


A LEI DO LIVRO CEARENSE


Roberto Victor Ribeiro, da Academia Cearense de Direito, entregou ao jovem Deputado e Advogado Bruno Pedrosa minuta de Projeto de Lei que assegura 30% das vitrines e prateleiras das livrarias e assemelhados para exposição de autores cearenses.

Trata-se de um pleito cultural da classe literária alencarina, desta feita uma conquista da Academia Cearense de Direito, da qual Roberto Victor é o Presidente e fundador.

As livrarias costumam justificar a sua rejeição à venda de livros de escritores independentes com o óbice contábil de que estes têm dificuldade de emitir Notas Fiscais ao negociar as suas edições, porque são autores autônomos, sem as formalidades oferecidas pelos que publicam sob contrato com editoras.

Uma desculpa anêmica, porque certamente os melhores escritórios de contabilidade podem engendrar uma solução prática para esse impasse, no campo das regras que favoreçam a elisão tributária lícita e as isenções culturais. A partir da vigência da nova lei esse prosaico obstáculo deverá ser superado.

MEMÓRIA - Discurso na Posse do Chanceler Airton Queiroz (RV)


DISCURSO DE 
REGINALDO VASCONCELOS

NA 
POSSE DO
CHANCELER AIRTON QUEIROZ

NA
ACADEMIA CEARENSE
DE LITERATURA E JORNALISMO

Associação Cearense de Imprensa
04 de maio de 2013

Ilustre Mesa Diretiva, que cumprimento na pessoa do nosso Presidente de Honra, o Senador Cid Carvalho. Particularmente, saúdo e exalto ainda o Chanceler Airton Queiroz, grande homenageado desta noite; Dona Yolanda, Primeira Dama do meio empresarial no Ceará; a Dra. Fátima Veras, Magnífica Reitora da Unifor, que tanto contribuiu para viabilizar esta homenagem. Senhores acadêmicos, meus confrades. Demais autoridades, seleta plateia de familiares e convidados, meu pai e minha mãe aqui presentes, minhas senhoras e meus senhores.

Quando comunicamos a Dona Yolanda Queiroz, há cerca dois anos, que seu ilustre e saudoso marido, o empresário Edson Queiroz, fora eleito Patrono Perpétuo da Cadeira acadêmica de nº 3, fundada pelo jornalista Edilmar Norões, que é o seu titular vitalício, frisamos que a homenagem não recaía sobre o grande capitão de empresas e empreendedor incansável. Seria obvio demais homenagear esse gigante do empresariado cearense. 


Naquela oportunidade, esclarecemos à Dona Yolanda que a Academia pretendia com aquele gesto abraçar a imensa figura humana de Edson Queiroz, o cidadão honrado, o parceiro leal nos negócios, o amigo solidário, a pessoa magnânima, nas palavras testemunhais de Guilherme Neto, confirmadas por meu pai, que conheceu de perto o primeiro chanceler. Foi essencialmente isso que esta Academia Cearense de Literatura e Jornalismo quis fazer enxergar em Edson Queiroz, através do bronze insondável das estátuas. 

Agora que elegemos o seu primogênito para a mais elevada dignidade desta arcádia literária, o Chanceler Airton Queiroz, distinguindo-o com o título de Membro Benemérito, nós dizemos o contrário: ao homenagear quem está brilhando entre nós não há uma pessoa física a resgatar, nem uma biografia a descrever. Portanto, para justificar a indicação de seu nome para compor esta Academia, não vos cansarei com o longo desfile de seus muitos títulos e diplomas, que são óbvios.

Todas as honras são do mito, o magnífico continuador da obra paterna; todos os aplausos para a legenda, o jovem que sobre o legado do pai soube construir a obra própria, com o mesmo brilhantismo. 

Todos os encômios são do príncipe, o maior ícone do ensino superior no Ceará, mantenedor de um dos mais belos campi universitários do Brasil, quiçá do mundo, em que me graduei anos atrás, e em que se graduará uma das minhas filhas. Todos os vivas ao mecenas, o colecionador de obras de arte, o incentivador da cultura clássica entre nós. 

Salve! Chanceler Airton Queiroz! Seja bem-vindo a mais esse panteão dos imortais. Tenho dito! 



COMENTÁRIO:

O discurso de Reginaldo Vasconcelos, na noite de sábado, no posse do Chanceler Airton Queiroz na Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, foi uma pequena joia.

Cid Carvalho – Antenas e Rotativas  Rádio Cidade  06 de maio de 2013

segunda-feira, 3 de julho de 2017

FORA TEMER! - Para os Petistas Lerem


PARA OS PETISTAS
LEREM ANTES DE DORMIR...

“Fora Temer!. Quem mais os petistas odeiam? Todo mundo que participa do seu governo (ilegítimo, inconstitucional, fisiológico, entreguista, feio, bobo, golpista etc).

Compactuo do horror que os petistas têm ao Temer, ao seu governo, aos seus ministros. Com a ressalva de que eu não votei no Temer. Eles, sim. O Temer me caiu de paraquedas, me foi enfiado goela abaixo. Os petistas, ao contrário, escolheram-no. E não uma vez só, mas duas.

Aceito o Temer como quem aceita uma injeção de Benzetacil.  Não quero, não gosto, é horrível – mas ou é isso ou a infecção generalizada. Respiro fundo, prendo o choro, xingo a mãe do moço da farmácia e toco o barco.

Como os petistas, não suporto olhar para a cara do Edison Lobão, nobre presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Mas, ao contrário dos petistas, eu também não o suportava quando ele era Ministro de Minas e Energia de Lula e de Dilma.

Compartilho com os petistas uma profunda antipatia pelo Presidente do Senado, Eunício Oliveira. Só que eles o achavam simpaticíssimo quando era Ministro das Comunicações de Lula.

Eliseu Padilha, braço direito do golpista, quem consegue confiar nesse sujeito? Os petistas, certamente – pelo menos enquanto foi Ministro da Aviação Civil da finada Presidenta.

Como não me solidarizar com os petistas no asco pelo Geddel Viera Lima, o do apartamento com vista para o mar em Salvador?

Mas o asco deles é recente, só desabrochou depois que ele deixou de ser Ministro da Integração Nacional do viúvo de D. Marisa. Ah, Romero Jucá, o sorumbático Romero Jucá... Impossível não ser tomado de ojeriza ao vê-lo, ouvi-lo, imaginá-lo. Exceto os petistas, que surubaram com ele sem pudor algum enquanto era Ministro da Previdência Social do Lula.

E Silas Rondeau, encalacrado na Lava Jato, indiciado por tráfico de influência? Abominável, diriam os petistas - e eu concordo. Mas os petistas só acham isso depois que ele deixou de ser Ministro de Minas e Energia. De quem?

Ganha um sítio em Atibaia quem adivinhar. E tem ainda Moreira Franco, estrategicamente nomeado pelo nefasto Temer apenas para adquirir foro privilegiado. Se bem me lembro, ele teve o mesmo foro como Ministro de Assuntos Estratégicos de Dilma, e ninguém falou nada.

Eu não gosto do Temer, mas desde sempre. Os petistas, esses só começaram a desgostar quando ele se cansou de ser um vice decorativo e resolveu partir para novos desafios e se reposicionar no mercado. Por isso entendo quando entram em transe (e em loop) com seu mantra “Fora, Temer”.

É que levaram  cinco anos para perceber que ele existia (e que existiam Moreira Franco, Jucá, Eunício, Rondeau, Padilha, Geddel), e só aí começar a ladainha. Sabe como é, ficha de petista demora um pouco a cair".

Estes petistas são uns tremendos cara de pau e estão longe da civilização, começaram um ataque pelas redes sociais sentando em cima do próprio rabo. Deviam se recolher ao silêncio e deixar o País em paz. É isto mesmo!


(Texto de autoria desconhecida). 

NOTA ACADÊMICA - Colégio de Presidentes


REUNIÃO DO COLÉGIO
DE PRESIDENTES


Ocorreu na manhã de hoje (03.07.17), no Palácio da Luz, a 3ª Reunião Mensal do Colégio de Presidentes de Academias Literárias Cearenses,  instituído na atual gestão do Presidente da ACL, o Ministro Ubiratan Aguiar. 

A coordenação dos trabalhos ficou a cargo da Vice-Presidente da Academia Cearense de Letras, Angela Gutiérrez, secundada pelo acadêmico Flávio Leitão, Secretário Adjunto da ACL.



Participaram da reunião os titulares da Sociedade Amigos do Livro (Selma Prata); da Academia Cearense de Direito (Roberto Victor e João Lemos); da Academia Metropolitana de Letras (Greicianny Cordeiro); da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB-Ce (Desembargadora Gisela Costa).



Estiveram presentes também os presidentes da Academia Cearense da Língua Portuguesa (Valdemir Mourão); da Academia Cearense de Artes Plásticas (Eduardo Oliveira); da Associação Brasileira de Bibliófilos (Alberto Farias); da União Brasileira de Trovadores, da Sociedade Cearense de Geografia e História e União Brasileira de Escritores (Vicente Alencar), e da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo (Reginaldo Vasconcelos).




Após a reunião foi feita uma exibição do sítio virtual da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, com tutorial sobre como cada agente e cada instituição cultural se pode inserir no Mapa Cultural do Ceará, no Portal do Governo do Estado na Internet.

Fotos: Cláudia Queiroz - Diretora Adjunta da Academia Cearense de Letras.
   

NOTA DE FALECIMENTO - Chanceler Airton Queiroz


FALECEU O CHANCELER
AIRTON QUEIROZ


7º BENEMÉRITOFaleceu na madrugada desta segunda-feira (03.07.17), no hospital Monte Klinicum, em Fortaleza, o Economista Airton José Vidal Queiroz, Presidente da Fundação Edson Queiroz e Chanceler da Universidade de Fortaleza – UNIFOR, além de Presidente do Conselho de Administração do Grupo Edson Queiroz.

O Chanceler Airton Queiroz, que era o 7º Membro Benemérito da ACLJ, tinha 70 anos de idade, lutava contra um câncer desde 2009, e estava hospitalizado havia cerca de três meses.

Seu corpo será cremado e suas cinzas serão espargidas por seus filhos, Edson Neto e Patrícia, nos jardins de sua casa e da Unifor.

Ele era o primogênito do Empresário Edson Queiroz, falecido em 1982, Patrono Perpétuo da Cadeira de nº 3 da ACLJ, e de Dona Yolanda Vidal Queiroz, nosso 6º Membro Benemérito, que nos deixou em 2016.

A ACLJ manifesta à família Queiroz o seu profundo pesar pelo passamento do seu patriarca, confiando em Deus que o espírito do Chanceler alcançará o reino celeste e se inserirá nas falanges angélicas dedicadas à proteção das artes plásticas, às quais em vida ele se dedicou com tanto empenho.

sábado, 1 de julho de 2017

CRÔNICA - Verdade e Verossimilhança (HE)


VERDADE E VEROSSIMILHANÇA
Humberto Ellery*



No início da TV aqui em Fortaleza, nos anos sessenta, havia uma série de terror que exibia casos sobrenaturais, denominada “A Quinta Dimensão”. Cada episódio começava com uma voz cavernosa afirmando: “Não existe nada mais poderoso que a verdade; e, às vezes, nada tão estranho”, ressalvando que, apesar de inverossímeis, aqueles eram fatos reais. 

Ora, nós sabemos que o ficcionista não tem compromisso com a verdade, mas com a verossimilhança. Ou, dito de forma mais popular: não tenho nada contra a mentira, desde que seja bem contada.

Essas lucubrações me vêm à cabeça por causa dessa denúncia de que o  Joesley Safadão destinou ao Presidente Temer trocentos milhões de reais em troca de abrir as portas do Governo, como nos tempos Lula/Dilma, quando, com o nosso dinheiro (principalmente no BNDES) multiplicou sua fortuna por quarenta, em apenas nove anos. 

Tal propina seria paga em parcelas semanais e sucessivas de R$ 500 mil. Isso mesmo, meio milhão de reais por semana durante vinte e cinco anos. É mole?

Uma tentativa semelhante de corrupção ocorreu em 1968, quando o Presidente era o Marechal Arthur da Costa e Silva, relatada pelo Coronel Hernani D’Aguiar, no seu livro Estórias de um Presidente. Alguns empresários, sem nenhum interesse menor, claro, e sabendo da paixão do Marechal pelo turf, resolveram presenteá-lo com um belíssimo cavalo puro-sangue, e insistiram para que aceitasse o mimo. O Marechal, muito atencioso, afirmou que aceitava o presente com muita alegria, mas impunha apenas uma condição: que viessem entregá-lo no dia 16 de março de 1971, um dia após ele passar a presidência ao seu sucessor. Pois é!

Agora querem nos fazer crer em um acordo de cavalheiros no qual o Presidente Temer receberia essa dinheirama toda, mesmo além do dia 31 de dezembro de 2018, quando já terá transferido a presidência ao seu sucessor (assim espero), continuando até o ano de 2042, quando completará a provecta idade de 102 anos. Marminino!

Outro aspecto estapafúrdio é a quantidade enorme de dinheiro a ser disponibilizada semanalmente. Haja lavanderia! Mas a dupla Fachin/Janot não deixa por menos. Já apresentaram a denúncia de corrupção passiva contra o Presidente Temer, sem nenhuma concretude de que a entrega da grana de fato ocorreu.

Eu também sou muito crédulo, acredito  na “loura do banheiro”, na “perna cabeluda”, no “Fofão assassino”. Acredito até nas boas intenções da dupla Fachin/Janot... Magina!! 



POEMA - Mar Tempestuoso (VM)


MAR TEMPESTUOSO
Vianney Mesquita*


       
Oh, Mar, solitário noivo da tormenta, inutilmente é que ergues as ondas para seguir teu amor! (Rabindranath Tagore).


Sou na essência um bote que navega
No embalo alucinante e aterrador;
Nada mais do que humilde pescador
Por vagas netunais embevecido.

Fitando qual um louco a espuma cega,
Pelejas d’água e areia vejo um ror;
Desencadeia um turbilhão de dor
E o rude escaler vira vencido.

Talvez mais tarde queira a calmaria
Eu seja a mansa linfa e que, um dia,
Beije e abrace as ondas virginais.

A vida, entanto, é mar tempestuoso,
Dançando acelerado e tenebroso,
Numa constante orquestração de ais.