quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Soneto Decassilábico Português – Cale-se! (VM)



CALE-SE !
Para o Sr. Riaj Saissem (DF)
Vianney Mesquita**


Quis loquitur nimis mali.*


Falar sobradamente é engano crasso,
Sucesso consabido na História,
Há, porém, no País, alguém ralasso,
Tagarela de palra compulsória.

Desmazeladamente e em descompasso,
Sem personalidade inibitória,
Ao prognosticar o seu fracasso,
Terá sepulto toda a trajetória.


Faz do malogro, pois, a estalagem,
Por, com efeito, propalar bestagem,
Ao pressagiar o próprio e infausto fado.

Almejam ardentemente a reciclagem
Os nacionais, que anelam nova imagem:
Por polidez, então, bico calado!

 * Quem muito fala erra demais! (Provérbio latino)



POEMA - A Ordem do Caos (AA)


A Ordem do Caos
Alana Alencar*


Provocados pela insistência da noite calma…
excitam-se os demônios adestrados desordenando o caos.
Esgota-se, por segundos, o desvario, a rebelião de pensamentos, o tumulto da alma…
Os corredores se abrem aos dardos do medo e tudo é alvo.
Não há subversão de desejo… não há alforria de ideias…
não há delírio de sentimento.
O laço da lágrima presa prenuncia cicatrizes.

Instantes em que suplico o som… o choro ressoante, agudo!
E nesse implorar inquieto... te chamo.
...

O lamento se refaz… as ventanias retornam impetuosas.
Eterniza-se a babel dos meus versos!
Os diabos, outra vez, despertam…
E a noite passa...
deixando os escombros de sua trágica calmaria.




terça-feira, 13 de agosto de 2019

NOTAS ACADÊMICAS - Lúcio Brasileiro - Betoven Oliveira - Luciara - Geraldo Amâncio



LÚCIO BRASILEIRO
COMPLETA
64 ANOS DE IMPRENSA

O jornalista Lúcio Brasileiro, nascido Francisco Newton Quezado Cavalcante, recebeu a Comenda Governador Parsifal Barroso, outorgada pela ACLJ, em 05 de dezembro de 2014.

A homenagem antecipou o seu Jubileu de Diamante na atividade jornalística, ao completar, em 2015, 60 anos de colunismo, contínuo e ininterrupto, em jornal, rádio e TV – hoje também na Internet.

Lúcio Brasileiro iniciou sua militância jornalística no dia 13 de agosto, 64 anos atrás, convidado por Luiz de Queiroz Campos, então diretor do jornal Gazeta de Notícias. E de lá para cá nunca parou.  

A marca que Lúcio Brasileiro atinge, exatamente na data de hoje, aos 80 anos de idade, é recorde mundial, que só não está registrado no Guiness World Records (antigo Guiness Book) porque ele não colecionou provas de sua longa militância, que assim não tem o registro documental exigido pelo Guiness.  A nota tem como fonte o acadêmico Vicente Alencar.  


BETOVEN OLIVEIRA
É HOMENAGEADO

O advogado Betoven Rodrigues de Oliveira foi homenageado, na noite de ontem (12.08.19), na Câmara Municipal de Fortaleza, pelo Dia do Advogado, que transcorreu domingo último, representando a classe dos causídicos cearenses.

Na mesma solenidade, foi entregue ao Dr. Betoven um diploma pelo aniversário de 31 anos da J. Reuben Clark Law Society no Brasil, uma operosa ONG de que ele participa e que ele representa.

J. Reuben Clark Law Society é uma organização de advogados e estudantes de Direito, composta por mais de 65 profissionais e 125 estudantes em todo o mundo. Seu nome presta homenagem a J. Reuben Clark, um ex-embaixador dos Estados Unidos para o México e subsecretário de Estado.

Betoven Oliveira, pessoa de formação evangélica, persona mui grata na ACLJ, é um dos mais prestigiados advogados que operam em Fortaleza, detentor de notável saber jurídico. É muito conceituado no meio jurídico, principalmente pelo elevado padrão ético com que exerce a profissão.


LUCIARA ARAGÃO E FROTA NA HOMENAGEM AO
GENERAL TIBÚRCIO, EM VIÇOSA DO CEARÁ


O General Antônio Tibúrcio Ferreira de Sousa, nascido em Viçosa do Ceará em 11 de agosto 1837, foi um oficial de Artilharia que se sagrou herói durante a Guerra do Paraguai (1864-1870).

No transcurso do seu aniversário de 180 anos de nascimento, no último domingo, a sua cidade natal homenageou o seu ilustre natural, tendo a confreira Luciara Aragão participado da cerimônia. Luciara é titular da Cadeira de nº 37, fundada pelo seu saudoso irmão Paulo Maria de Aragão. 


Na oportunidade, Tereza Mapurunga foi homenageada, pela sua profícua atuação em todas as causas da coletividade de Viçosa.

Tereza é seguidora de seu pai, o saudoso Alfredo Miranda, mestre de cultura e arte, renomado em todo o Estado, com atuação na música, no folclore, como também na culinária doceira e licoreira da região da Ibiapaba.

Alfredo Carneiro de Miranda é Patrono Perpétuo da Cadeira de nº 35, fundada por sua filha Inês Mapurunga, coautora da melodia do hino da ACLJ.


GERALDO AMÂNCIO LANÇA MAIS UM LIVRO

“Trovas de Amor à Vida”, de autoria do confrade Geraldo Amâncio, será lançado no dia 22 de agosto, às 19:20h, na Praça do Cordel, na XIII Bienal Internacional do Livro, no Centro de Eventos do Ceará.

Amâncio, titular da Cadeira de nº 28 da ACLJ, tendo como Patrono Perpétuo Patativa do Assaré, é um dos mais destacados poetas populares do Ceará – repentista, violeiro, cordelista, apresentador de rádio e TV, detentor do título de Mestre da Cultura outorgado pelo Governo do Estado.   




COMENTÁRIO

Prezado Amigo e notável Colega Reginaldo Vasconcelos,

Agradeço efusivamente pelas suas palavras gentis a mim endereçadas no blog da insigne Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, que você tão bem representa.

Certamente, homenagem como esta torna a minha carreira profissional mais estimulante e esmerada, na busca do Direito ético e escorreito, com o melhor ideal possível de Justiça.

Igualmente, posso aduzir que o nobre Acadêmico Reginaldo tem participação marcante nessa comenda, haja vista os seus fraternos incentivos na desejada melhoria da minha trilha profissional profícua e próspera.

Muito grato mesmo!

Forte abraço.

Betoven Oliveira


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

ARTIGO - A Concentração de Renda (RMR)


A CONCENTRAÇÃO DE RENDA
Rui Martinho Rodrigues*



A concentração de renda é muito lembrada. Estudos renomados ressaltam que os ricos estão ficando mais ricos e os pobres mais pobres. “O capital do Século XXI”, de Thomas Piketty (1971 – vivo), associa o fato ao problema da justiça social, e apresenta muitos dados, que descrevem a pobreza comparada.

Ele mostra uma grande porcentagem da riqueza nas mãos de uma pequena parcela da população, contrastando com uma pequena parte da riqueza nas mãos da maioria. Mas ninguém duvida hoje que todos vivem melhor do que no início da Revolução Industrial. É o “empobrecimento” que melhora a vida.

O autor não apresenta nenhum dado sobre pobreza objetiva. Expectativa de vida, mortalidade infantil, analfabetismo, escolaridade média ou acesso aos bens e serviços que representam conforto.

Deblatera contra a concentração de renda. Mas não analisa a tendência histórica da variação da pobreza objetiva. Olhar objetivamente para a melhoria das condições materiais de vida o incomoda. Prefere olhar para as diferenças de renda e patrimônio. Para ele a expressão “justiça social” é inseparável de injustiça. Uns poucos ricos têm mais do que muitos pobres. Isso é relatado como injusto.

A “injustiça” da situação marcada por melhores condições objetivas supõe que a riqueza existe em quantidade fixa, se uns ganham outros perdem, conforme a clássica imagem do jogo de soma zero (+1-1=0). Os indicadores representativos de melhores condições objetivas desmentem tal suposição.

Não havendo degradação das condições de vida, o argumento da injustiça precisaria se apoiar em alguma norma segundo a qual diferença é injustiça, configurando o equívoco entre desigualdade e diferença. A primeira indica um valor atribuído à pessoa, do ponto de vista social, político ou jurídico. A segunda descreve fatos materiais. Pessoas são materialmente diferentes. Isso não é desigualdade jurídica, política ou axiológica.

Vilfredo Frederico Damaso Pareto (1848 – 1923) tratou da diferença de renda. Elaborou o coeficiente de Gini, que descreve a concentração de renda, muito lembrado quando querem mostrar pobreza comparada. Formulou ainda a “lei da potência”, conhecida também como 80/20, leis dos poucos vitais, princípio da escassez do fator ou distribuição de Pareto.

Observou que 80% das ervilhas do seu jardim eram produzidas por 20% da plantação. A produção agrícola geral da Itália e de outros países apresentava a mesma distribuição. Também 80% das vendas se fazem aproximadamente entre 20% dos clientes. A Microsoft constatou que corrigindo 20% dos bugs mais relatados 80% dos erros de um sistema seriam sanados. A distribuição concentrada dos fenômenos é uma tendência empiricamente observável, mas isso nunca é lembrado.

Artigo de Max Borders, publicado em coletânea organizada por Lawrence W. Reed (1953 – vivo), lembra que a quinta parte mais rica da população dos EUA aumentou sua parcela na riqueza da nação, passando de 43% para 48% entre 1979 e 2010, em termos de riqueza e pobreza comparadas.

Mas, em termos objetivos, os outros quatro quintos ficaram mais ricos. A justiça social como virtude pode ser camuflagem para a inveja ou desinformação. Em artigo, Armínio Fraga Neto, Pedro Fernando Ney e Paulo Tofner apontaram equívocos de Piketty dizendo que beiram a condição de “constrangedores”.

A persistência do tema da concentração de renda é um poderoso apelo emocional. É politicamente rendoso. Mobiliza a inveja e incentiva o ódio. Tem o arrimo da falácia da riqueza como jogo de soma zero. E segue o conselho de Nicolau Maquiavel (1469-1527), para que não é preciso ser virtuoso, basta aparentar virtude. O distributivismo não é maquaiveliano. É maquiavélico.



COMENTÁRIO

Aos não iniciados nas ciências sociais e econômicas como eu, cumpre esclarecer que Rui demonstra e comprova tecnicamente em seu artigo que a tese socialista se revela como “ideologia da inveja” porque entende e propala que a causa da pobreza é a riqueza, e que a existência de ricos e pobres configura injustiça social – o que é uma gigante aleivosia.

Na verdade, Rui defende que riqueza gera riqueza, e que a realidade escancarada desde a chamada “revolução industrial”, passando pela atual “revolução tecnológica”, evidencia que onde os ricos ficam cada vez mais ricos os pobres ficam cada vez menos pobres. O padrão de vida melhora para todos, o nível sociocultural se eleva, o estado de bem-estar social ganha patamares. E é isso que interessa.

Enfim, o que o sábio confrade diz em seu artigo, em números e argumentos técnicos, é o seguinte: Não é possível generalizar a fortuna financeira a todo o povo, e socializar a pobreza para toda a gente não interessa.

Então, a solução é defender a iniciativa privada pujante, que promova crescimento econômico e evolução tecnológica, gere tributos e estabeleça pleno emprego, bem renumerado e de boa qualidade – abandonando a cultura da inveja, que gera o distorcido conceito de “injustiça social”.

Mas a humanidade não se emenda. Certamente, quando e onde todos fossem como ricos – mansões com piscina, limusines, jatinhos particulares – haveria sempre socialistas protestando contra os arquimilionários  embora sejam estes que empreendam e propiciem a boa vida mencionada – sim, porque gerar riqueza não é função de ideólogos, nem de políticos, nem de governos.

Reginaldo Vasconcelos 
       

CRÔNICA - Tantico (TL)


TANTICO
Totonho Laprovitera*


Tantico era um personagem popular de Sobral que, para todo canto que fosse, só andava carregando um cupido no ombro e um carneiro no laço. Conhecido vendedor de bichos, era especializado em passarinhos ensinados – segundo as más línguas, alcoolizados. Dizem que ele os vendia todo sábado de manhã no mercado, mas os bichinhos escapuliam e regressavam para sua casa à noite.


Pois bem, depois de um bom tempo sumido, Tantico foi encontrado. Havia virado atração de circo internacional, como afoito e destemido trapezista estrangeiro. Com todo destaque, anunciado como “El gran Tantyko, lo intrépido de los aires”, exibia-se com arrojadas piruetas, seguidas de múltiplos e arriscados mortais. Todas essas proezas, acreditem, sem rede de proteção!.

Aí, nos anos 70, em uma noite de apresentação em Brasília, Tantico foi reconhecido pelos conterrâneos Marcelo Mincharia e Zé Lírio que, do apinhado poleiro circense, assistiam ao grandioso espetáculo.

– Será que é ele?

– Acho que é...

– É a cara dele...

– Peraí...

– Tantico, macho véi, desce daí, bicho doido! – gritaram em dois tempos.

Do alto da plataforma, o artista espiou! Confirmado, era ele mesmo! Avistando a dupla com o rabo do olho, Tantico ajeitou o cós da apertadíssima e surrada calça de malha encarnada, espalmou as mãos cheias de breu e, com os punhos exageradamente amarrados de ataduras, em espetacular tainha se lançou ao ar, esgoelando-se com um autêntico uivo alencarino. Agarrado ao trapézio, já se balançando, estridentemente bradou: “¡Ahí adentro, Guarany!”.

“Aí dentro, Guarany!” é o grito de guerra da torcida da agremiação de futebol cearense Guarany Sporting Club, popularmente conhecida como Guarany de Sobral, o Cacique do Vale!.



POEMA - Podemos Começar? (AA)


Podemos Começar?
Alana Alencar*

Um silêncio…
posso ouvir.
Passos lunáticos… acuados… parecem famintos.
A Lua vem… vem num formato quase de gente
na “gente”… no “tu”, no “vós”.

Na minha voz… no meu som.
Vem devagar percorrendo minhas veias… sinuosa…
metade mulher. Sereia.
Seria… se não fossem meus dias de cão.
Percebes?


Um eclipse total…
agora, minha parte lua, se desnuda para ser toda sol…
Adeus silêncio… Adeus calmaria!
Quero melodia… pulsação.

Quero todos os raios indo na contramão dos acasos…
quem recita?
quem arrisca?
A noite lida. Astros Estrelas Poesia.
Por favor, podemos começar…



domingo, 11 de agosto de 2019

CRÔNICA - Meu Pai (RV)


MEU PAI
Reginaldo Vasconcelos*


Lembro bem o tempo em que meu pai não era um homem, mas um semideus. Não viria dele a mínima fraqueza. Sua figura catalisava toda a força, toda a pujança, toda a deidade do Olimpo.

Minha jovem mãe punha-se comigo à margem da grande estrada escarlate, até que nela o ônibus, e dele meu pai, numa sequente expectativa.

O ônibus soava a buzina ainda distante, um som crescente que rasgava o silêncio, como a locomotiva da anti-saudade. Parava diante de nós, quente e fumegante. Meu pai era tão alto que seus cabelos crespos e tingidos de poeira ruiva pareciam tocar o céu.

Morávamos numa casa de fazenda, fraldada nas manhãs e nas tardes frescas, no meio de um sertão onde grassavam pega-pintos e melões caetanos. Meu pai trazia na bagagem todos os ares da cidade, além de frutas maduras, revistas coloridas e histórias para muito contar.

Vestia sempre “calças de briga” em brim curinga, e de seus bolsos saiam papeis misteriosos, todos riscados com sua letra. Naqueles bolsos também morava àquela época – hoje sei disso – o sacrifício do dinheiro ralo.

Belo, anelados em um de seus dedos ouro e rubi, ao toque de sua mão, pensava eu, tudo sarava, tudo resolvia. Bravo, capitaneava a morte das vacas, a apanha das oiticicas, a doença dos filhos dos caboclos.

Cirilo era preto e grande, mãos e pés gigantes, de palmilhar caminhos a vender pães com uma cesta nas costas. Sua antítese era o Paroara, este mínimo e branco, vendendo ovos empoleirado num jumento.
     
Uma filha do Cirilo adoeceu; muito grave o estado da negrinha. Permaneceu em nossa casa dois ou três dias, gemendo sua dor diuturnamente. Meu pai conseguiu transporta-la de avião em busca da cidade grande e do tratamento, mas ela ainda morreu. Deram-se vários casos, e meu pai empenhou-se em todos, sem, porém, parecer comover-se com um só deles.

Eu às vezes dormia nos pelos de seu peito, onde não havia males nem medos, e havia paz. Ali o sono mais pesado e o sonho mais solvo, sem susto e sem sobressalto.

Um dia o ônibus voltou com a gente: Juremal, Peixe Gordo, São Bernardo das Éguas Russas, Montemor da América... 

Tribuna do Ceará - Maio de 1981 


sexta-feira, 9 de agosto de 2019

CRÔNICA - Medo de Pensar (ES)


MEDO DE PENSAR
Edmar Santos*



Uma fobia foi o motivo do despertar cedo, pela manhã. Não podia ter pensamentos; o medo de ser mal interpretado era enorme. O corpo expressa os pensamentos e alguém pode estar monitorando. Orwell tinha razão: sistemas espiões dos pensamentos estão por toda parte. Olhe as câmeras!

Mas movimentar-se é preciso; estar parado reflete ócio e isso pode ser perigoso porque o “ócio produtivo” acontece quando se para, e “quem pensa, pensa melhor parado”. Qual o seu nível mental? Cuidado, isso traz preço à sua cabeça!

Calar-se ao máximo. Não é prudente andar falando muito; a “boca fala do que o coração está cheio” e do que seu pensamento produz – pare de pensar: “penso logo existo”, “penso logo sou”; besteira, isso levará ao fim! Veja, monitores, o “IP” do celular já foi copiado sem ordem judicial – tanto faz. Isso é “normal!”.

Irmão, amigos, colegas de trabalho, que perguntas são essas que andam fazendo, e por que tais perguntas agora? “Um não sei sincero é melhor que uma mentira enganadora”, mas essa regra não serve para os que sondam os pensamentos. A mentira repetida é a verdade aceita; a “mentira vestida de verdade (pois roubara roupas desta última) é mais aceita do que a verdade nua e crua”. A falsa moral reina.

Perdeu! perdeu! Pensou, e foi apanhado por isso:

 – Por que foi dizer não.

 – Mas, o não não foi dito.

– Nem o sim.

– Porém, o não foi pensado com convicção.

Um lugar feito para os “não humanos” é o destino e, naquele lugar tanto faz se se matam ou se morrem. Lá é liberado pensar – como ficar vivo é o único pensamento que surge!

O medo dissipou-se. Um lugar em que se pode pensar é preferível a um em que não se pode, ainda que se pense um só pensamento.

– “Não tenho nada com a vida, mas ela tem tudo comigo!”

– Podem levar.




COMENTÁRIO

Meu irmão, tu que foste massacrado injustamente com uma maldade imensurável, pela segunda vez. Porém te digo, homem de muita fé: Deus sempre é contigo e te recompensará, te dando em dobro tudo o que te tiraram. Eu creio, sim, que o bem sempre prevalecerá.

Rosângela Santos