sexta-feira, 21 de agosto de 2026

ARTIGO - Habilidade Natural (VM)

 HABILIDADE NATURAL-HN
Declaração
 Vianney Mesquita*

 

Porque entendo absolutamente necessário, acho oportuno declarar que, nas escritas por mim produzidas e publicizadas, onde quer que o sejam, somente recorro à HABILIDADE NATURAL – HN, com suporte em estudos efetivados em estabelecimentos escolares amparados pela legislação nacional, por intermédio de pessoas afeitas a matérias diversas, em universidades e ambientes de prova (laboratórios, e.g.), bem como em informações obtidas com amparo na autodidaxia praticada à extensão da experiência. 

Em adição, atesto que, ao fazer menção a obras e ideações doutros produtores desses bens, como instituições e órgãos semelhados, procedo às notações bibliográficas das quais me vali, consoante as ordenações legais do País, em particular, do direito autoral, inclusas as preceituações da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. 

Entendo que, à INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – IA, conquanto seja magnificamente aditada no tempo fluente, porém com estremas de emprego, só é factível de a ela se socorrer em situação de dúvidas as mais diversas – por exemplo, de natureza histórica – conforme se procede com as consultas a dicionários, volumes gramaticais e correlatos. 

Assim, toda escrita e qualquer produto editorial assente na IA e não na HN, embora, como divisado hodiernamente, em textos “magnificamente” escritos (às vezes com 90 por cento de “auxílio” da IA e não pelos autores), deixa de retratar intenção e SABER NOVO, no entanto, somente repetição do que já se encontra expresso em achados naturais e descobertas de investigadores, quer em tempos recentes ou em períodos mais transatos. 

Fortaleza, 20 de agosto de 2026. 

* João VIANNEY Campos de MESQUITA. 

 

Comentário: 

Nesta manhã de 21 de agosto, telefonou-me o confrade Stênio Pimentel, demonstrando-se ainda assente na disciplina rígida da sua formação de “homem do mar”, que militou na Armada do Brasil, na fase áurea da sua juventude.

E que ainda está afeito à formalidade de quem, na maturidade, foi longamente enquadrado nos rigores funcionais da administração bancária, exercida por ele em várias instituições financeiras, nacionais e estrangeiras. 

Ligou, então, para, em posição de sentido e em continência, comunicar a este Presidente haver aplicado um neologismo autoral em mensagem que postou no nosso Grupo de Whatsapp.

Explicou que a palavra que aplicou, dirigindo-se carinhosamente a um coirmão da entidade, não repousa nos dicionários do idioma português, e que, portanto, ainda não está abonada pela lexicografia nacional. 

Esse telefonema e o seu teor, por uma coincidência magnífica, tangenciam o texto do dia anterior, remetido ao Blog pelo Professor Vianney Mesquita, um terceiro confrade, o maior experto em linguística românica da nossa Academia. 

No seu artigo “Habilidade Natural” o Mestre Vianney inaugura essa expressão (HN), fazendo um contraponto à novel “Inteligência Artificial” (IA), e frisando que não a aplica na sua lavra literária, porque segue o seu próprio cabedal intelectual, citando as fontes dos estudos que empreende. 

Os dois abordam aspectos semelhantes, mas distintos, quando Vianney propugna pelo uso clássico da língua, ainda que de forma original e criativa, enquanto o Stênio revela que os dicionários são fontes relativas de consulta, já que apenas reúnem termos encontradiços em obras gráficas que os lexicógrafos coligiram. 

Assim, as edições dicionárias, analogicamente, são como papagaios que aprenderam e registram um grande número de verbetes, que se atualizam em novas edições – como novos papagaios que aprendam a falar. Porém, se os vocábulos elencados estão corretamente escritos e aplicados, só os filólogos o dirão. 

Criar neologismos, enfim, é perfeitamente permitido aos redatores cultos que precisem suprir lacunas semânticas no idioma que dominam, a bem da clareza, da sintonia fina da retórica e do discurso, desde que aplicando radicais condizentes com o latim, com o grego, com o árabe, com a gramática primordial do idioma. 

Vianney Mesquita, por seu turno, expressa nas entrelinhas que a IA tem sabença de textos alheios de que vai sendo informada e de que se vai apropriando, para aplicar combinações mais ou menos coerentes, porém não possui sapiência própria para criar fórmulas novas de dizer de forma bela e correta, inovando artisticamente ao comunicar a humana cerebração, que é insuperável. 

Reginaldo Vasconcelos 

       

 

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