quinta-feira, 26 de outubro de 2017

NOTA CULTURAL - Trovas e Poemas





A acadêmica Inês Mapurunga convida os confrades para o lançamento do Livro de poesias de sua irmã Heloisa Helena Mapurunga de Miranda, “Trovas e Poemas Iluminados da Heloisa”. 

Artista talentosa, criativa e muito inspirada, Heloísa versa no seu encantador trabalho sobre reminiscências da família,  da cidade, das cores e dos matizes  percebidos  em seus sentimentos diversos.

Ela, que por tanto tempo acalentou a possibilidade de ver seu livro de poemas publicado, a maioria deles expostos nas paredes da Casa dos Licores, terá seu sonho realizado.

O lançamento será na Casa de Licores, na aprazível  cidade serrana de Viçosa, berço da família Mapurunga de Miranda, no dia 03 de novembro próximo, às 17:00h.

A “Casa de Licores – Artesanato Alimentar”, que fabrica e comercializa compotas e aperitivos de frutas tropicais, é um tradicional ponto turístico de Viçosa, fundado pelo Mestre da Cultura Alfredo de Miranda, fazedor e tocador de pífaros rústicos, patriarca da família da Inês, e patrono da sua cadeira acadêmica na ACLJ.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

SONETO DECASSILÁBICO PORTUGUÊS - Prudência (VM-MC)


PRUDÊNCIA
Vianney Mesquita (quartetos)*
Márcio Catunda (tercetos)**

Na inteireza da minha senescência,
Já terminei de armazenar enganos.
Guardo na mais esconsa advertência
A irrealização de certos planos.




Nesta quadra vital, tomo tenência
De, doravante, não me tornar lhano
Aos pruridos joviais da incontinência
Conducentes à nau dos desenganos.

Excessos não cometo, por prudência.
Pois é o corpo acusador libelo
A instalar seu processo na consciência.



Mas inda sei admirar o belo
E me não cansa demandar a ciência,
Se por estas virtudes me desvelo.









ARTIGO - Viva a Lei Rouanet (HE)


VIVA A LEI ROUANET
Humberto Ellery*


Ultimamente tenho visto algumas pessoas indignadas, defendendo a extinção pura e simples da Lei Rouanet, promulgada no Governo Collor de Mello, por iniciativa de seu Secretário de Cultura, o literato e diplomata Sérgio Paulo Rouanet. A indignação, legítima, se dá por conta de um noticiário apontando os desmandos que eram cometidos na era petista e que, aos poucos, estão sendo corrigidos.

Exemplo maior é a liberação de renúncias fiscais que foram encaminhadas aos amigos do rei (o Rei Lula e a Rainha Dilma). Vou citar abaixo apenas o caso mais emblemático, em meio a centenas de desvios e prejuízos nas costas do povo, que sempre paga a conta.

Chico Buarque, multimilionário, irmão da (à época) Ministra da Cultura, Ana Holanda, foi agraciado com R$ 10 milhões para fazer um filme sobre um livro seu; sua namorada, Thaís Gulim, com R$ 801 mil para custear um CD e uma Turnê;  um documentário “Chico: o Artista e o Tempo”, mais R$ 4,4 milhões; mais R$ 900 mil para traduzir seu livro “Leite Derramado” para o coreano (aí, quem tinha que reclamar eram os coreanos, se é que me entendem...) 

No entanto, melhor que reclamar é corrigir esses abusos, como começou a fazer o Ministro Roberto Freire, que, infelizmente, foi afastado do governo Temer por estupidez do seu partido – mas substituído hoje pelo excelente Sérgio Sá Leitão, escolha do Presidente Temer que não foi devidamente aplaudida como o Ministro Sérgio merece: de pé!

A Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, da qual tenho muito orgulho de fazer parte (com toda a humildade), resolveu que era hora de sairmos da torre de marfim, da zona de conforto que construímos para nós, em nossos saraus e tertúlias literárias, e levarmos ao povo ações que nós entendemos importantes para o despertar do interesse por ações culturais, principalmente dos jovens.

Assim é que nós elaboramos um Projeto chamado Exposição Itinerante Grandes Patronos Cearenses, visando estimular e valorizar as Artes Plásticas no Ceará, trazendo ao conhecimento do povo cinquenta quadros, que já estão sendo pintados a óleo por artistas cearenses.

As pinturas retratam grandes conterrâneos nossos, homenageando sua memória, bem como levando aos assistentes dados importantes de suas biografias, com palestras efetuadas durante as exposições em escolas, shoppings, espaços culturais, como forma de estimular os jovens pelo exemplo do que foram esses nossos patronos. Confúcio dizia: a palavra convence, o exemplo arrasta.

Nós já apresentamos o Projeto ao Ministério da Cultura, que o aprovou, e nos autorizou a captar R$ 400 mil das empresas que se dispuserem a investir nesse projeto de grande alcance cultural. Estamos no momento justamente buscando o apoio dos empresários cearenses. No nosso caso, todo o investimento, cem por cento do valor aplicado, será descontado no Imposto de Renda devido anualmente pela empresa.

Por oportuno, e em defesa da continuidade e até ampliação do alcance da Lei Rouanet, vou citar um fato, que reputo importantíssimo, em relação ao fomento das atividades culturais apoiadas basicamente por essa Lei.

Sem desfiar os números e dados oficiais, que podem ser compulsados no livro “A Lei Rouanet – Muito Além dos (F)Atos” (Edições Fons Sapientiae – São Paulo – 2016), do jornalista, produtor artístico e gestor cultural cearense Henilton Menezes, a verdade é que o setor cultural, em termos de geração de empregos e em arrecadação de impostos, movimenta a Economia Nacional em volumes mais expressivos que a telefonia celular! a Lei Rouanet custa aos cofres públicos, em renuncia fiscal, apenas 0,64% do PIB, e devolve, com sua atuação, quatro vezes mais: 2,60% do PIB.

Viva a Lei Rouanet!


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

NOTA JORNALÍSTICA - Observatório


PROGRAMA OBSERVATÓRIO

A edição deste domingo, 22 de outubro, do Programa Observatório, do jornalista Arnaldo Santos, recebeu os professores Francisco Moreira (Unifor), Hélio Parente (Tribunal de Contas dos Municípios) e Rômulo Leitão (Procurador do Município de Fortaleza).

O tema do debate foi exatamente os recentes embates entre os três Poderes da República, tendo de permeio os dois outros portentos da sociedade brasileira, que são o Ministério Público e a grande imprensa nacional.

Discutiu-se, entre outros assuntos momentosos, a atuação do Supremo Tribunal Federal em relação ao Senador Aécio Neves, contra quem decretara medidas cautelares, e depois decidiu que o Senado somente as cumpriria se quisesse.


Também foi abordado o esforço do Presidente Temer e de seus aliados no Congresso para negar seguimento à ação penal proposta contra ele pelo Ministério Público Federal.


O Programa Observatório vai ao ar pela TV Fortaleza aos domingos, canal 6 de Net, às 22 horas, sempre tratando das questões políticas da atualidade, nos âmbitos local, nacional e internacional. 

SONETO DECASSILÁBICO PORTUGUÊS - O Rio Arno (MC-VM)


O RIO ARNO
Márcio Catunda (quartetos)*
Vianney Mesquita (tercetos)**


O Arno antigo viu nascer as torres
Luminares, emblemas florentinos.
Vem da colina verde aos esplendores
Das igrejas para escutar os sinos.

Espelha nos reflexos cristalinos
Do remanso adornado de primores
O desenho dos pináculos finos
E a Ponte Vecchio de variadas cores.



Antes de regar Florença e Pisa,
Sob um donaire liquefeito irisa,
Ao prosperar em seu perfil sereno.

Dos Apeninos, Monte Falterona,
Em quietação, acarinha a Toscana
E, em arremate, oscula o Mar Tirreno.









ARTIGO - Caminhos da Radicalização (RMR)


CAMINHOS DA 
RADICALIZAÇÃO
Rui Martinho Rodrigues*



A Espanha está dividida e radicalizada. As eleições nos EUA resultaram em radicalização e não aceitação de resultados. A Argentina, Venezuela, Reino Unido, França, Itália, Bélgica, Brasil, vivem divisionismos, cada um a seu modo, com alguma radicalização. Flamengos e valões vivem um antagonismo cultural com tempero econômico.

Britânicos e europeus dividiram-se por motivos semelhantes, como os italianos do norte e os catalães. O Reino Unido está desunido. Não só separatismo radicaliza as sociedades. Brasil, Venezuela, EUA e Argentina vivem polarizações resultantes da ideia de uma cidadania agressiva, na defesa do supostamente justo, esclarecido ou politicamente correto.

O outro é sempre alienado, analfabeto político, preconceituoso ou padece de algum distúrbio psiquiátrico. Não se fala mais em moral conservadora, mas em preconceito ou fobia. A discussão da viabilidade de propostas “do bem” foi substituída pela discussão das suas intenções. Uns são “favoráveis ao bem”, atribuindo as piores intenções aos seus críticos.

A base disso é a convicção de superioridade moral e intelectual, flagrantemente falsa, fundada na adesão da maioria esmagadora dos intelectuais – estes que são os mais vulneráveis às ilusões. Vivem no mundo das ideias, não dos fatos.

Intelectuais não são os mais estudiosos físicos, biólogos ou matemáticos, dedicados à solução dos mais complexos problemas. Estes raciocinam com base nos fatos. 

Na verdadeira acepção, intelectuais são poetas ou estudiosos do campo humanístico, que elaboram ideias contrariando os fatos, sob o pretexto da repulsa ao conformismo, elaborando uma pretensa ciência normativa, mergulhando no mundo onírico, dizendo de como a sociedade deveria ser, sem compreender a sincronia e a diacronia histórica e social que a caracterizam.

A presunção de superioridade moral ignora que abundam intelectuais degenerados e com uma percepção seletiva dos fenômenos sobre os quais pontificam em suas elucubrações, que pretendem submeter a realidade às suas ideias.

A presunção dos novos gestores da moral – e o projeto de uma moral oficial para a vida privada, regulando a intimidade, a alimentação e a consciência – levam ao radicalismo, por ser uma imposição normativa tão democrática quanto o círculo é quadrado. É servidão mental. Incapacita para a crítica, invocando a criticidade. Usa o relativismo, para o qual tudo é mera perspectiva, mas tem certeza do “politicamente correto”. É irracionalidade. Os anos 30 do Século XX foram assim. Em boa coisa não deu.

Porto Alegre, 23 de outubro de 2017.


domingo, 22 de outubro de 2017

DEDICATÓRIA - A Força do Querer (KK)


DEDICATÓRIA
Karla Karenina*


Meu pai, hoje você completaria 87 anos. O tempo... Ah! O tempo, mestre e senhor de todas as respostas! Medido cronologicamente pelas nossas mentes e desafiado pelo nosso coração, morada de toda a razão da vida! É onde você vai estar para sempre, primeiro amor de minha criança! Na memória do meu coração.

A adulta ainda cuida do complexo de Édipo e cuidará também da cronologia da tua existência terrena honrando teu legado de integridade moral e afetuosidade! Dedico meu último trabalho que se finaliza "A Força do Querer" ao seu tempo dedicado à minha vida e a de meus filhos, com todo o meu amor, paizinho! Viva o seu bardo glorioso! Estarei aqui nesse espaço tempo Terra fazendo jus à sua confiança em mim!

(A José Alves Fernandes em 21.10.2017)


CONVITE - Palestra Karla Karenina





sexta-feira, 20 de outubro de 2017

NOTA ACADÊMICA - Homenagem a Pádua Lopes

PÁDUA LOPES
É
HOMENAGEADO
PELA
ACADEMIA
FORTALEZENSE DE LETRAS



A Academia Fortalezense de Letras (AFL), sob a Presidência de Fernanda Quinderé, concedeu ao jornalista e escritor Pádua Lopes, Superintendente do jornal Diário do Nordeste, a Medalha Martins Filho, láurea de que já são detentores o Professor Tales de Sá Cavalcante e o ex-governador Lúcio Alcântara.

A solenidade de outorga da Medalha Martins Filho a Pádua Lopes, que teve como Mestra de Cerimônia a acadêmica Regina Fiúza, Diretora da ACL, ocorreu na noite da última quarta-feira, dia 18 de outubro, no auditório do Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras (ACL).



A mesa de honra foi presidida pela Presidente da AFC, Fernanda Quinderé, foi composta pela Presidente da ACL em exercício, escritora Ângela Gutiérrez, pela Presidente da Sociedade Amigos do Livro, Celma Prata, pelo acadêmico da ACL Pedro Henrique Saraiva Leão, pelo bibliófilo José Augusto Bezerra, pelo Desembargador Fernando Ximenes e pelo homenageado, Pádua Lopes.  

Pádua Lopes foi saudado pelo médico e poeta Pedro Henrique Saraiva Leão, imortal da ACL e seu ex-presidente, e recebeu a Medalha Martins Filho das mãos de José Augusto Bezerra, Presidente Emérito da ACL, Presidente da Associação Brasileira de Bibliófilos e Membro Benemérito da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo (ACLJ).



Foi tão sucinto quanto erudito o discurso proferido pelo Dr. Saraiva Leão, muito mais denso que extenso, como somente os muitos ilustrados logram fazer, enquanto o homenageado fez uma fala de agradecimento marcada pelo bom humor e pela simpatia, conforme frisou em seu pronunciamento final a Presidente Fernanda Quinderé.

A ACLJ estava representada pelo seu Presidente, Reginaldo Vasconcelos, pelo seu Secretário-Geral Vicente Alencar, que também integra a AFL, e por Paulo César Norões, titular fundador da Cadeira de nº 3 da  nossa entidade, que posa ao lado do homenageado

Nas imagens que ilustram esta nota, colhidas pelo fotógrafo Rogério, da coluna virtual Balada In, do jornalista Pompeu Vasconcelos, destacam-se Pádua Lopes com a mulher e a filha, Jo e Tais; a mesa da solenidade; os dois oradores da noite, o que fez a saudação e o que foi saudado, e a entrega da medalha pelo bibliófilo José Augusto Bezerra. 

Acima, o Governador Gonzaga Mota e o acadêmico Saraiva Leão, ladeados por Reginaldo Vasconcelos e Vicente Alencar. Abaixo, as três senhoras que conduziram a solenidade, Regina Fiúza, Fernanda Quinderé e Ângela Gutiérrez.


   

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

SONETO DECASSILÁBICO PORTUGUÊS - Bérgamo (VM-MC)


BÉRGAMO
(Itália)

Márcio Catunda (quartetos)*
Vianney Mesquita (trísticos)**




Alçado ao pedestal da Natureza,
Ungido pelos montes verdejantes,
Vislumbro Bérgamo no vale acesa
Com cores de esmeraldas e diamantes.

Nas altaneiras torres de defesa
De San Vigilio em rútilos mirantes
O êxtase sublime da beleza
Canta o vento nos ramos murmurantes.

Distinta capital da Lombardia,
Terra de Donizetti (Gaetano),
Bérgamo é gema de alta jerarquia.

Perfaz-se esse périplo todo ano,
(Indo a Novara, Veneza e Murano)
Com vistas a (ad)ornar a poesia.








CRÔNICA - Correntes do Mal (JPG)


CORRENTES DO MAL
João Pedro Gurgel

Certa vez, assisti a um curioso filme de terror, cujo nome era “Corrente do Mal”. No filme, “a morte” seguia uma garota. A única forma que a garota tinha de se livrar de um destino fatal era tendo relações sexuais com alguém.

A pessoa tivesse relações com ela, também ficaria ameaçada e precisaria copular com outro alguém, para postergar seu fim, e assim sucessivamente. Cada personagem, em suma, só que queria se livrar de seu próprio destino cruel, mesmo sabendo que passaria o mal a outrem.

Por que estou lembrando disso? Porque assisti a “Betting On Zero”, documentário que fala sobre o esquema de pirâmide, o qual tem mantido uma conhecida empresa por décadas no mercado. Funciona mais ou menos assim: você compra os produtos para si. Contudo, alguém lhe convence a comprar mais, porque, em tese, todo mundo precisa.

Então você compra caixas e mais caixas de produtos naturais, até os últimos centavos que lhe restam, devendo encontrar mais seis pessoas que comprem seus produtos, de maneira voluptuosa também. Cada uma delas deverá encontrar mais seis pessoas, e por aí vai.

Toda essa engenhosidade financeira mantém, “no topo”, um seleto grupo que lucra somente com cada novo adepto que compra os produtos, quase no atacado. Vendem-se sonhos com frases do tipo: “Você vai ficar milionário”; “Esta é a chance da sua vida” etc.

Desalmados que sabem não há prosperidade para os que virão depois de si, já que o negócio não privilegia novos adeptos, mas, sim, os que os exploram.




Assistindo ao documentário, quase chorei ante o relato de uma comunidade hispânica. São imigrantes colombianos, porto-riquenhos, equatorianos, enfim, estrangeiros que investiram tudo que tinham, comprando produtos que não vendem, tornando milionário quem não conhecem.

Dizem que o capitalismo é ruim. Nesses casos, eu concordo. Com essa sórdida maneira de fazer negócios, essas empresas maléficas, apelidadas de maneira piegas de “Marketing Multinível”, fazem o que há de mais abominável neste mundo – Robin Hood às avessas. Tiram do pobre para dar ao rico.

Pirâmides são correntes do mal. Tal como naquele filme de terror referido, seria ótimo se a morte civil e penal  chegasse às organizações que as promovem, antes de passarem elas a sua maldição ao povo incauto.