sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

DISCURSO - Ivens Dias Branco Júnior

  

IVENS DIAS BRANCO JÚNIOR


DISCURSO PROFERIDO NA ACADEMIA CEARENSE DE LITERATURA E JORNALISMO NO DIA 04/DEZEMBRO/2024, POR OCASIÃO DA SOLENIDADE DE OUTORGA A SI DO TÍTULO DE "CEARENSE DO ANO 2024". 


Boa noite a todos!


É com imensa gratidão e humildade que recebo o título de “Cearense do Ano 2024” outorgado pela destacada Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, instituição que tanto contribui para a valorização da cultura, das artes e do pensamento crítico em nosso estado.

Permitam-me iniciar agradecendo ao Presidente da Academia, Sr. Reginaldo Vasconcelos, e aos demais membros que, com talento e dedicação, engradecem a riqueza cultural e intelectual do Ceará. 

A Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, além de valorizar a cultura e o conhecimento, reconhece aqueles que se dedicam a transformar a sociedade por meio do trabalho e da inovação. Esse reconhecimento é um estímulo para continuarmos apoiando o fortalecimento da cultura, do jornalismo e da literatura cearense.



Receber o título de “Cearense do Ano 2024” é uma honra que transcende o plano pessoal, refletindo uma trajetória construída em conjunto com os colaboradores, acionistas, diretores, familiares e conselheiros da M. Dias Branco.

 

A M. Dias Branco, empresa que tenho a honra de atualmente presidir, é fruto de um sonho que começou com meu avô, o imigrante português Manuel Dias Branco, homem visionário que, ao chegar ao Brasil, construiu os alicerces do que hoje é a nossa Companhia. Com coragem e trabalho incansável, ele transformou um negócio familiar em uma empresa amplamente reconhecida no Ceará.

 

Meu pai, Ivens Dias Branco, não apenas deu continuidade a esse legado, mas também o ampliou de maneira notável. Sob sua liderança, a M. Dias Branco abriu o capital na Bolsa de Valores, expandiu-se pelo Brasil, tornou-se um exemplo de inovação e crescimento, mas sempre com os olhos voltados para a valorização de seus colaboradores e para o desenvolvimento das comunidades onde atuamos.



Hoje, continuamos a trilhar esse caminho, movidos pelos valores da simplicidade, atitude, colaboração, respeito e excelência em tudo que fazemos. Reafirmamos, também, nosso compromisso com a responsabilidade socioambiental e com a governança corporativa.

 

Ao lembrar a história da M. Dias Branco, vejo refletida a essência do nosso Ceará: resiliência, criatividade e a capacidade de transformar desafios em oportunidades. Este título, portanto, é um tributo à força e ao talento do cearense.

 

Finalizo com uma citação inspiradora de nosso ilustre conterrâneo José de Alencar, reconhecido jornalista, escritor, político e advogado:

 

“O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis”. 


Que sigamos inspirados por este ideal, honrando nossas raízes e construindo um futuro digno da grandeza do nosso Ceará!

 

Muito obrigado!

sábado, 7 de dezembro de 2024

DISCURSO - Antenor Barros Leal

 ANTENOR BARROS LEAL

DISCURSO PROFERIDO NA ACADEMIA CEARENSE DE LITERATURA E JORNALISMO NO DIA 04/DEZEMBRO/2024, POR OCASIÃO DE SUA POSSE NA DIGNIDADE DE MEMBRO BENEMÉRITO.

 

IMENSA HONRA RECEBER MAIS UM TÍTULO NA MINHA TERRA NATAL. ESTOU HÁ CINQUENTA ANOS NO RIO DE JANEIRO. ENTRETANTO, NÃO PERDI, NESSES ANOS TODOS, NEM POR UM SÓ DIA, O CONTATO COM AS MINHAS ORIGENS, MEUS AMIGOS E MINHA FAMÍLIA. 

RECEBI, HÁ ALGUNS ANOS, A SEREIA DE OURO, HOMENAGEM DA MAIOR SIGNIFICAÇÃO PARA QUEM, EMBORA FORA DO CEARÁ, NÃO ESQUECEU O SEU ESTADO E, AO CONTRÁRIO, SEMPRE O ENALTECEU E POR ISSO, MERECEU O GRANDE RECONHECIMENTO. AGORA, RECEBO UMA HOMENAGEM DE UMA ACADEMIA, CUJA HISTÓRIA ENGRANDECE A NOSSA TERRA. 

HOMENAGEIO, NESTE MOMENTO, AQUELES QUE TOCAM ESTA ENTIDADE, COM DESTAQUE MAIOR AO SEU PRESIDENTE, REGINALDO VASCONCELOS, QUE A ELA ASSEGURA VIDA LONGA, PROFÍCUA, COM O RECONHECIMENTO DA SOCIEDADE. 

REVERENCIO TAMBÉM, AQUELES QUE MANTÉM TODAS INSTITUIÇÕES CULTURAIS, DE LETRAS, DE MÉDICOS, ADVOGADOS, ENGENHEIROS E TANTAS OUTRAS, POR NÃO DEIXAREM, UM DIA SEQUER, DE ENGRANDECER A CULTURA DE NOSSA TERRA. MISSÃO DO MAIOR SIGNIFICADO PARA CONHECER O PASSADO, VIVER O PRESENTE E GARANTIR O FUTURO. 

RECEBO ESTE GALARDÃO, JUNTO A MEU AMIGO IVENS DIAS BRANCO JÚNIOR, COM QUEM CONTINUO UMA AMIZADE QUE MANTIVE, DURANTE ANOS, COM SEU PAI, A QUEM CONSIDERO UM DOS MAIORES EMPRESÁRIOS DO BRASIL, E UMA DAS FIGURAS HUMANAS MAIS QUERIDAS E HONRADAS. TENHO IMENSO ORGULHO DE SER CEARENSE. FILHO DE UM FARMACÊUTICO QUE DEDICOU SUA VIDA A SALVAR PESSOAS, A EDUCAR OS FILHOS, E A LER. LER MUITO E ESCREVER VÁRIOS LIVROS. TENHO COMO CERTO DA IMENSA ALEGRIA QUE ESTE MOMENTO LHE CAUSA, ONDE QUER QUE ESTEJA. APROVEITO ESTA OPORTUNIDADE TÃO IMPORTANTE E GRATA A MEU CORAÇÃO PARA FAZER UMA ANOTAÇÃO SOBRE A ECONOMIA DO CEARÁ. 

COMPROVO, AO LONGO DE TANTOS ANOS, A DEMONSTRAÇÃO MAIS CLARA E MAIS INDISCUTÍVEL DA PRESENÇA FUNDAMENTAL DO SETOR PRIVADO NO

DESENVOLVIMENTO DO NOSSO ESTADO. O RESPEITO A CADA REAL INVESTIDO E O CUIDADO NA AVALIAÇÃO DE SEU RETORNO, CONTRASTAM, DRAMATICAMENTE, COM O QUE ACONTECE COM O SETOR PÚBLICO. 

VEJO, AQUI, FIGURAS QUE ENALTECEM A ATIVIDADE PRIVADA DA ECONOMIA CEARENSE: IVENS JÚNIOR, BETO STUDART, FERNANDO CIRINO E RICARDO CAVALCANTE. GRANDE ALEGRIA EM TESTEMUNHAR PRODUTOS CEARENSES POR TODO PAÍS, ORGULHO DE VER OS DESAFIANTES EDIFÍCIOS, OS IMPORTANTES INVESTIMENTOS TURÍSTICOS E A QUALIDADE EXCEPCIONAL DAS ESCOLAS E UNIVERSIDADES PRIVADAS. AO MESMO TEMPO, VI, TRISTE, OS MILHÕES DE REAIS SUBMERSOS NAS ESTRUTURAS ABANDONADAS DE UM AQUÁRIO. 

SOU MEMBRO DA ACADEMIA NACIONAL DE ECONOMIA E SEI O QUANTO UMA ENTIDADE COMO A ACADEMIA CEARENSE DE LITERATURA E JORNALISMO PODE FAZER PARA DISCUTIR O NOSSO ESTADO E CONTRIBUIR PARA SEU DESENVOLVIMENTO, DENTRO DO LEMA DE QUE “SÓ A EDUCAÇÃO NOS LEVA AO DEFINITIVO PROGRESSO PESSOAL”. 

A ÚNICA BOLSA QUE REALMENTE FUNCIONA É “A BOLSA DA EDUCAÇÃO”. 

SEI QUE VOCÊS, EDUCADAMENTE, VÃO ME APLAUDIR… MAS, QUERO DIRIGIR ESSES APLAUSOS A NOSSAS MÃES E PAIS QUE NOS TIRARAM DA CAMA, CEDINHO, PARA IRMOS À ESCOLA E NOS COLOCAR ENTRE OS MELHORES.

MUITO OBRIGADO!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

NOTA ACADÊMICA - 2ª Assembleia Geral Ordinária de 2024

 2ª ASSEMBLEIA
GERAL ORDINÁRIA
DA ACLJ
 
PLENO ÊXITO




A Assembleia Geral de fim de ano da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, que ocorreu na noite deste dia 04 de dezembro, no Palácio da Luz – cuja organização foi marcada por dificuldades colossais – atingiu sucesso estrondoso, pelo esforço da equipe de trabalho, mas principalmente pelas bênçãos de Deus, certamente em face dos bons propósitos que a inspiravam, e que se cumpriram plenamente.


A SOLENIDADE

A solenidade foi conduzida pelo Mestre de Cerimônia oficial da ACLJ, o Membro Titular e Secretário-Geral, Radialista Vicente Alencar, e teve os itens preliminares da clarinada triunfal, pelo arauto oficial da ACLJ, Jean Navarro, seguida do Hino Nacional e do Hino da ACLJ, pela Banda da 10ª Região Militar.




Os convidados foram recepcionados pelo primoroso violino da musicista Rejane Cortez, a qual realizou uma bela performance instrumental, juntamente com o trompetista Jean Navarro, logo que se confirmou o comparecimento de todo o publico esperado.

Disseram presente os acadêmicos titulares Adriano Vasconcelos, Altino Farias, Aluísio Gurgel, Barros Alves, Cândido Albuquerque, César Barreto, Edmar Ribeiro, George Tabatinga, Humberto Ellery, Geraldo Gadelha, João Pedro Gurgel, Luciara Aragão, Manoela Queriroz Bacelar, Pedro Bezerra de Araújo, Reginaldo Vasconcelos, Rui Martinho Rodrigues, Sávio Queiroz Costa, Totonho Laprovitera, Ulysses Gaspar, Vicente Alencar e Vianney Mesquita. 

A Mesa de Honra foi composta pelo Presidente Reginaldo Vasconcelos, o Presidente Emérito Rui Martinho Rodrigues, pelo Benemérito Lúcio Alcântara, representando o Presidente de Honra, Cid Carvalho, pelo Benemérito José Augusto Bezerra, e pelos Beneméritos Beto Studart, Ricardo Cavalcante e Graça Dias Branco. 



Na oportunidade foi empossada a nova Diretoria para o biênio 2025-2026, e foi declarada a “Palavra do Ano de 2024”, segundo os critérios da ACLJ (POLARIZAÇÃO).



Foi outorgado o merecido título de “Cearense do Ano de 2024” ao empresário Ivens Dias Branco Júnior, eleito por aclamação da Decúria Diretiva da Instituição, pelo seus méritos à frente do Grupo M. Dias Branco, fundado por seu avô Manuel Dias Branco, do qual foi continuador o seu pai e homônimo, Ivens Dias Branco. Sua irmã, Graça Dias Branco, lhe entregou o troféu, e  Antenor Barros Leal lhe passou às mãos o diploma correspondente.
 
 

Compareceu para cumprimentar Ivens Júnior o jornalista veterano Lúcio Brasileiro, seu dileto amigo, que para tanto venceu limitações de saúde recomendas pelo médico, 86 anos de idade e 70 de militância jornalística ininterrupta, um recorde mundial.     




Em seguida recebeu a Comenda Benemérito Chanceler Airton Queiroz o empresário José Alves Brasileiro, das mãos da advogada, empresária e literata Manoela Queiroz Bacelar, e do marchand Sávio Queiroz Costa, titulares da ACLJ, respectivamente sobrinha e primo do paraninfo da Comenda. Com José Brasileiro estavam a sua consorte Maria Aparecida, os filhos Cleber e Cibele, os netos Gabriela, Pedro Henrique e Carlos Victor, e a nora Fabiana.

  

Ao radialista Sebastião Belmino, falecido em 06 de julho deste ano, foi outorgada a Comenda Benemérito Ivens Dias Branco, in memoriam, representado por seu sobrinho, o Juiz de Direito Dr. César Belmino, presentes o seu irmão médico, Dr. Flávio Belmino, o filho Marcos César, a sua consorte, Josi Belmino, entre outros membros da família.



 

Também se deram as posses, como Membro Benemérito, do advogado, economista, administrador de empresas, empresário, líder de classe, jornalista e palestrante Antenor Barros Leal, e do empresário e intelectual Carlos Rubens Araújo Alencar, proposto pelo Benemérito Beto Studart, como Membro Titular da Cadeira de nº 11, patroneada por Gustavo Barroso. 

Da mesa, falaram o Presidente Emérito, Rui Martinho Rodrigues, que abriu a reunião, o Presidente Reginaldo Vasconcelos e o Presidente de Honra Lúcio Alcântara, que a encerrou.

Falaram da tribuna o empresário Ivens Júnior, os empossandos Antenor Barros Leal e Carlos Rubens, e o homenageado José Alves Brasileiro.   

A solenidade também foi ensejo para homenagens póstumas aos três confrades da ACLJ que faleceram neste ano – João Bosco Serra e Gurgel, Marcos Maia Gurgel e Paulo Roberto Coelho Ximenes.

Houve ainda distribuição de exemplares da autobiografia de José Brasileiro e do recente livro "Colecionando Afetos", do arquiteto e artista plástico Totonho Laprovitera, aos componentes da Mesa de Honra e aos homenageados.  


Após o Dr. Lúcio Alcântara declarar finalizados os trabalhos, houve o tradicional brinde com vinho do Porto e a foto oficial dos acadêmicos.


Desde a abertura do evento e durante a solenidade ficou disponível um barman para a preparação de coquetéis,  e um garçom itinerante com salgados quentes, e após a cerimonia foi oferecido o bufê para um jantar em serviço americano.

Deve-se o excepcional êxito do evento ao Grupo M. Dias Branco, à Federação das Industrias do Estado do Ceará, na pessoa de seu Presidente Ricardo Cavalcante, e ao Benemérito Antenor Barros Leal, que espontaneamente se associaram ao projeto.


Cobertura fotográfica: Cira Leona Produções, Balada In, Márcia Travessoni, Fiec On Line, Jeritza Gurgel, por LC Moreira – e Diário do Nordeste. 

Cobertura cinegráfica: Cira Leona Produções.     

 

A EPOPEIA  

Obra prefeitural desarrazoada impedia, na data do evento (e vai impedir definitivamente), o acesso de veículos ao prédio histórico que sedia a vetusta Academia Cearense de Letras e suas congêneres, dentre elas a ACLJ, o Palácio da Luz. 

Isso proíbe a chegada de autoridades junto à sua porta principal, na Rua do Rosário, nos dias de eventos, em seus carros oficiais, com o devido conforto e a necessária segurança.

Ademais, dificulta a acessibilidade de cadeirantes e de outras pessoas com dificuldades de locomoção, pois a porta pela Rua Sena Madureira leva, inexoravelmente, a dois lances de escada. 

Além dessa absurda intervenção urbanística não permitir que veículos de serviço e viaturas policiais, ou do Corpo de Bombeiros, se aproximem, quando eventualmente necessário. 

Esse o primeiro óbice que se apresentou, neste dia 04 de dezembro, para a realização do evento da ACLJ no Palácio da Luz, como tradicionalmente era feito – e não se encontrou nenhum outro espaço substituto na cidade, que fosse adequado e estivesse disponível. 

Então, foi imperioso que se mantivesse no Palácio da Luz a locação dessa Assembleia Geral, recomendando a todos os acadêmicos e convidados o uso de carros de aplicativo, ou lhes sugerindo alternativas exóticas para contornar com seus veículos o estorvo arquitetônico mencionado. 

Porém, havia outro inconveniente que a Prefeitura oferecia e que se teria que enfrentar: a absoluta imundícia em que está imersa a Praça General Tibúrcio, dita Praça dos Leões, residência de moradores de rua e cloaca habitual dos habitantes atuais da Praça do Ferreira, o que dimanava mau cheiro para certos ambientes do Palácio. 

Mas na manhã do dia do evento choveu torrencialmente em Fortaleza, o que ocasionou a perfeita assepsia da Praça – mas, por outro lado, o alagamento das ruas dificultou a montagem da festa e a chuva causou fortes goteiras, exatamente no auditório principal em que a cerimonia ocorreria. 

Todavia, a tarde e a noite foram de estio, todas as tribulações puderam ser inteiramente superadas, e a solenidade transcorreu de forma plena, em todo o seu esplendor – sem que os convidados tivessem a mínima noção de quanto a organização fora esforçada.

                     

 


segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

CRÔNICA - Ugarte (RV)

 UGARTE
Reginaldo Vasconcelos*

 

Eu nunca fora ao Ugarte, restaurante instalado pelo jornalista Lúcio Brasileiro na década de 80, na Praia do Cumbuco, em Caucaia, cidade da grande Fortaleza. 

Aquela casa de pasto foi fundada exclusivamente para receber os amigos seus, todos eles integrantes da alta sociedade, que ele chama seus “irmãos civis” – flanando entre estes a elite da imprensa. 

Lúcio Brasileiro nasceu Newton, e estreou o pseudônimo no jornal ainda menino, exatamente no ano em que nasci, há quase sete décadas. 

Cresci ouvindo falar dele e falar nele – falar mal dele pela candinha popular, enquanto ele a cada dia aparecia entre os mais lidos jornalistas da cidade, em cujas linhas todos ambicionavam desfilar. 

Em menino o vi passar atrás de um pomposo bigodão, ao volante do seu carro, enquanto os alunos do Colégio Castelo Branco, da calçada, o apupavam. 

Quando escrevi o meu primeiro livro, início dos anos 90, pensei em pedir que ele me concedesse um prefácio e o fui procurar nos estúdios da TV Jangadeiro, quando então ouvi que prefácio não faria ele, mas talvez só uma “orelha”. 

Abortei a ideia e declinei de obter dele o texto menor para uma das abas do meu livro, e praticamente nunca mais nos avistamos.




Até que fui instado pelo empresário Beto Studart a biografar o seu velho amigo jornalista que atingia as marcas de 85 anos de idade e de 69 de imprensa, tarefa editorial que consegui desempenhar a contento em dois meses tão-somente, edição de luxo de 400 páginas, a cujo apoteótico e memorável lançamento compareceu todo o grand mond da sociedade cearense.


 


E então me vi nesta semana convidado especial para o tradicional encontro anual de frequentadores do Ugarte – para mim uma experiência ímpar, o epílogo de uma história de tantos decênios que eu venho acompanhando como ao fluxo de um rio, o qual tive o privilégio de navegar no meu relato biográfico, e termino por ver chegar ao delta, desaguando no oceano da memória.