domingo, 17 de fevereiro de 2019

RESENHA - Observatório - 10.02.19

PROGRAMA OBSERVATÓRIO


A edição deste domingo, 10 de fevereiro, do Programa Observatório, do jornalista Arnaldo Santos, recebeu como entrevistadores o jornalista e advogado Reginaldo Vasconcelos e o professor Francisco Moreira, e como convidada especial a Dra. Lídia Canuto, Diretora da Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, um presídio recentemente construído no Município de Aquiraz, na Grande Fortaleza, especialmente para condenados de menor periculosidade e maior vulnerabilidade social, como idosos, travestis, infratores da Lei Maria da Penha e empresários condenados por crimes financeiros.


O tema central foram as peculiaridades do presídio que a Dra. Lídia administra, o qual os demais participantes do programa visitaram recentemente e ficaram muito bem impressionados com o alto nível de civilidade com que os internos são tratados, pagando suas penas em ambiente humanizado, que oferece um clima de higiene e segurança, com oportunidade de trabalhos manuais, seja na horta, seja em oficinas de bordados, bem como atividades intelectuais, na muito bem cuidada biblioteca da Unidade.   

Arnaldo Santos iniciou o debate levantando a questão da atividade "brutalizante" a que agentes prisionais estão submetidos, que no entanto é muito mitigada no Irmã Imelda, tendo em vista a nova filosofia ali implantada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Ceará, posta em prática com grande eficiência pela Dra. Lídia Canuto.

Reginaldo Vasconcelos levantou a hipótese de que o fato de ser dirigido por uma mulher talvez tenha grande influência na harmonia daquele ambiente prisional, tendo em vista a maior sensibilidade feminina, lembrada até mesmo no nome que foi dado àquele presídio, homenageando a Irmã Imelda – uma freira cearense, falecida em 2013 aos 93 anos, a qual formou-se em Direito para dedicar sua vida a trabalhar contra eventuais excessos cometidos contra pessoas condenadas.

A Dra. Lídia Canuto falou de sua experiência exitosa à frente do presídio Irmã Imelda, de sua satisfação vocacional,  na sua  condição de socióloga, com a missão recebida da Secretaria de Administração Penitenciária.  


Francisco Moreira, que foi professor da Dra. Lídia na Faculdade de Sociologia da Universidade de Fortaleza, da qual ele era coordenador, quis saber se os custos financeiros para a instalação e a manutenção de presídios no estilo do Irmã Imelda seria maior do que aqueles dispendidos com penitenciárias comuns, a que a entrevistada respondeu negativamente. Ela acredita que, embora os recursos necessários sejam equivalentes, unidades judiciárias para presos de alta periculosidade necessitem de rotinas mais austeras.

O Observatório, apresentado pelo Jornalista e Sociólogo Arnaldo Santos, titular fundador da ACLJ, vai ao ar todos os domingos, pela TV Fortaleza, canal 6 da Multiplay, às 23 horas, com reprises às segundas e sexta-feiras, às 22 horas. 

sábado, 16 de fevereiro de 2019

COLUNA VICENTE ALENCAR Nº 1407


COLUNA DO VICENTE ALENCAR
EDIÇÃO N° 1407
SEXTA-FEIRA, 15 DE FEVEREIRO DE 2019
FORTALEZA – CEARÁ – BRASIL


JOSÉ AUGUSTO BEZERRA
tentando definir sua agenda, pois tem convite urgente para ir a Portugal.

GONZAGA MOTA
lotou a Livraria do Benfica por três horas ontem à noite no lançamento do seu livro “Meus poemas Ilustrados”.

REVI
a Editora Pedagógica Amelinha Albuquerque que foi uma das melhores Diretoras do Senac em todos os tempos. Professor Aristides Sousa Neto, do Instituto Federal de Educação também esteve presente.

Sete funcionários
da Vale são presos após as primeiras investigações sobre os acontecimentos em Brumadinho-MG. Na verdade, em Brumadinho não houve acidente, houve irresponsabilidade.

SERÁ DE 12 ANOS
o período de transição para as novas normas da aposentadoria, com  62 anos para mulheres e 65 anos para homens, como definiu o Presidente da República Jair Bolsonaro.

A PARTIR DE 2022
será cumprido o novo período de aposentadoria: mulheres serão aposentadas aos 62 anos e homens aos 65. Dentro do possível, reforma da Previdência está razoável. Atualmente, quem começa a trabalhar – por exemplo – com carteira assinada aos 18 anos, aposentando-se após 35 anos, terá a idade de 53 anos, o que é normal, natural e legal.

CINQUENTA E TRÊS ANOS
são mais de meio século. Fazendo-se um juízo de valor, dificilmente a pessoa chegará a 106 anos, ou seja, 53 anos de folga após a aposentadoria. É bom pensar no assunto.

UM DOS GRANDES PROBLEMAS
atualmente é que muitos aposentados não usufruem normalmente de sua aposentadoria, pois precisam ajudar a filhos desempregados e, outros, irresponsáveis, que mesmo depois de 21, 25, 30 anos continuam vivendo sob sua guarda o que é lamentável.

UM DOS PIORES PROBLEMAS
dos aposentados: o preço dos remédios. Aposentados e doentes do coração, dos rins, do fígado, dos pulmões, com diabetes, gastam todo o seu dinheiro com consultas, planos de saúde e remédios. Quem não sabe disso?

LUCIANO MIRANDA
esteve na última “Terça Feira em Prosa e Verso” pela primeira vez. Ao final nos disse: “Nunca mais deixarei de comparecer”. É uma beleza!

ZENAIDE MARÇAL,
nossa Imperatriz da Trova viajou para a França. 90 dias de férias junto às filhas.

PELO MENOS TRÊS NOVOS NOMES
deverão integrar a  Academia Fortalezense de Letras. Adianta o Presidente Seridião Montenegro.

CIVILIZAÇÃO DO COURO – E A HISTÓRIA DO BOI “O RABICHO DA GERALDA”
é o título do último livro do Professor Marum Simão. Marum é nosso confrade da Sociedade Cearense de Geografia e História, que, esperamos esteja presente na reunião do dia 19 próximo, às 15:00h, na Casa de Juvenal Galeno. O autor quixeramobiense não pode comparecer à nossa última reunião por problemas de saúde, mas já está plenamente refeito.

VASCO DA GAMA
e Fluminense em decisão no Rio de Janeiro. No Fla-Flu, o tricolor classificou-se depois de ganhar do Flamengo por 1 x 0 gol de Luciano aos 47 do segundo tempo.

UMA DAS COMPETIÇÕES
entre aquelas que não deveriam existir, pelo perigo que provoca – “A Descida das escadas de Santos” será realizada neste domingo e mais: com transmissão da TV. Tantos eventos bons precisando de apoio e se cobre logo uma bobagem como esta. Só podemos lamentar.  

JOSÉ MARIAS CHAVES,
Presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores é o autor do romance O NUBENTE, que foi editado em 2013. O livro saiu pela Expressão Gráfica Editora teve diagramação de Gilberlânio Rios, Capa de José Maria Chaves e Gilberânio, Organização e Prefácio de Geraldo Bezerra, Apresentação de Walter Miranda.

AINDA SOBRE LIVROS:
Recomendamos BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA e LARANJA DA CHINA, editado em 2002, em Fortaleza com notas introdutórias e questionário da Poetisa e Escritora Neide Azevedo Lopes.

Filgueiras Sampaio (Professor) César Coelho Poeta, Jornalista) Chagas Oliveira (Médico), Boanerges Saboia (Professor), Costa Matos (Poeta), Geraldo Nobre (Historiador) são nomes que merecem ser Patronos de Ruas em Fortaleza. A título de sugestão.

Relembrando Manuel Maria Barbosa Du Bocage (1765-1805):

Chorosos versos meus desentoados,
sem arte, sem beleza, e sem brandura,
urdidos pela mão da desventura,
pela baça tristeza envenenados;



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

CONVITE - Lançamento do Livro "Deusemar Gomes de Moraes"


NOTA CULTURAL - Mais Política


MAIS POLÍTICA


A Editora OMNI está lançando a coletânea “Mais Política – Sempre Política”, compondo a coleção “Segunda Opinião”. A obra reunirá textos de oito articulistas, dentre eles o Presidente Emérito da ACLJ, o Prof. Rui Martinho Rodrigues.

Rui Martinho Rodrigues é um dos mais lúcidos cientistas políticos do Brasil, em razão de seu amplo domínio da História Universal, nela inserta a evolução da humanidade, o seu processo  antropológico, a formação da sociedade organizada, a saga civilizatória dos povos, as suas experiências místicas e ideológicas, os arroubos de dominação, os eventos bélicos deflagrados – de modo que tem ele uma visão profunda e panorâmica dos fatos e das tendências, analisando de forma crítica e analítica o comportamento político e os fenômenos sociológicos, no varejo e no atacado, com grande amplitude, da antiguidade até a pós-modernidade. 

Abaixo, o convite para o lançamento, com os detalhes de local e horário.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

CONVITE - Posse do Jornalista Pádua Lopes na Academia Cearense de Letras


NOTA CULTURAL - Lançado "O Pequeno Príncipe" em Versos


LANÇADO
"O PEQUENO PRÍNCIPE"
EM VERSOS.
A OBRA, O AUTOR,
O INSPIRADOR,
 O AMBIENTE.


Um grande sucesso de público o lançamento, na noite de ontem (13.02.2019), do novo livro do poeta Geraldo Amâncio, o mais recente membro da ACLJ, titular da Cadeira de nº 28, patroneada pelo seu saudoso amigo e parceiro Patativa do Assaré.

A noite de autógrafos teve lugar no tradicional restaurante Caravelle, na Av. Luciano Carneiro, um point cult de Fortaleza, de ambiente vintage popular, tocado pela mesma família desde a sua fundação, frequentado por um seleto público, sede de eventos de arte e música retrô.  


A delicada obra de Geraldo Amâncio traduz em versos a história do Pequeno Príncipe, célebre e filosófico romance juvenil lançado em 1943, na linha do realismo fantástico, escrito e ilustrado pelo pensador, desenhista, piloto e nobre francês Saint-Exupéry – um livro traduzido em mais de 200 idiomas.





Antoine Jean-Baptiste Marie Roger Foscolombe, Conde de Saint-Exupéry, que escreve sua ficção sobre um piloto que pousa em pane e dialoga com uma criança, na vida real foi herói de guerra, desaparecido no mar com o seu avião em 1944, abatido por um soldado alemão que posteriormente lamentou seu alvo ilustre.



Na imagem, Geraldo Amâncio posa com o bioquímico Napoleão Cruz, o qual conduziu ao evento o pequeno Janedson, o popular Buiú, músico e massoterapeuta, mascote da Embaixada da Cachaça e da ACLJ – dupla que ali representou ambas as entidades mencionadas. 

O fio condutor que perpassa todos os aspectos dessa Nota Cultural, envolvendo em clima de estética lírica o jornalismo, a literatura, a poesia, a História e os personagens, não é fortuito ou casual. Tudo compõe um grande poema. 

ARTIGO - O Argumento Conservador (RMR)


O ARGUMENTO CONSERVADOR
Rui Martinho Rodrigues*


Conservador teve, no Brasil, o sentido de anátema. Poucos assumiam tal identidade, como poucos se dizem comunistas, preferindo dizer-se vagamente esquerdista ou até adeptos da filosofia da práxis, expressão usada por Antonio Gramsci (1891 – 1937) para burlar a censura. A pós-modernidade tem conceitos líquidos. Seria quem não aceita mudanças, querendo congelar a história? Apreço pela preservação de instituições culturais, jurídicas e políticas? Entendimento de que o homem não se pertence?

Congelar a história não é comum a todos os conservadores e é encontrado em outros grupos poíticos. Quando o Afeganistão era monarquia, o rei daquele país impediu a construção de uma ferrovia. Houve quem disse que era uma tentativa conservadora de barrar a evolução histórica. Conservadores fizeram muitas ferrovias em outros países. O multiculturalismo diferencialista tenta congelar a cultura de afrodescendentes e índios, mas não é conservador ou não é do mesmo tipo. A doutrina Brejnev (Leonid Brejnev, 1906 – 1982) advogava o princípio da “vedação ao retrocesso”, pelo qual a URSS pretendia legitimar invasões como a da Checoslováquia em 1968, para preservar os regimes comunistas. Mas os seus adeptos não se consideravam conservadores.

A preservação das instituições culturais, jurídicas e políticas é associada ao conservadorismo. Sucede que até os revolucionários se esforçam por preservar as suas instituições, quando no poder. Nem toda tradição tem o amparo dos conservadores, que criticam os vícios do Estado patrimonial burocrático descrito por Raymundo Faoro (1925 – 2003), em seu opus magnum Os donos do Poder (Editora Globo, 1986). O grupo vagamente referido como progressista, não havido como conservador, defende a preservação de identidades culturais nos termos do multiculturalismo diferencialista. Por outro lado, a preservação das instituições jurídicas e políticas é defendida por todos quantos se achem no poder, usufruindo delas, até revolucionários.

Liberais defendem as instituições democráticas, como a separação, independência e harmonia das funções do Poder do Estado e o império da lei. Liberais e conservadores são diferentes. É inconsistente a classificação de ambos como se tivessem uma mesma identidade rotulada como “direita”, em classificação dicotômica incompatível com a diversidade do pensamento e das práticas políticas.

A essência do conservadorismo é a ideia de que o homem não se pertence, conforme Robert Nisbet (1913 – 1996), na obra O conservadorismo (Editora Estampa, 1987), que assim os distingue dos liberais, para quem o homem pertence a si mesmo. A busca da superação da finitude pelo pertencimento ao partido, igreja, classe social, pátria, família ou etnia aproxima conservadores dos revolucionários. O pertencimento dos conservadores geralmente é à família, a igreja e à pátria.

Mas o nacionalismo não é exclusividade dos deles. Religiões seculares, civis ou políticas, próprias de revolucionários, entendem que o homem não pertence si mesmo, mas ao partido ou classe social. Os opostos se assemelham e talvez não se distingam, sendo os lados de uma mesma moeda.

O pertencimento a etnia, racismo reverso do multiculturaismo diferencialista, entende que o homem pertence ao que chamam “raça”. É uma postura conservadora, mas um conservadorismo diferente, distinguindo-se pelo objeto do esforço de preservação. Tal distinção não alcança as práticas políticas tendentes à presunção de superioridade moral e à intolerância.

Porto Alegre, 13/2/2019


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

CONVITE - Academia Cearense de Administração


REUNIÃO NA TENDA ÁRABE - MOMENTO LITERÁRIO (12.02.19)

REUNIÃO 
NA 
 TENDA ÁRABE
E MOMENTO LITERÁRIO
DA EMBAIXADA


Na noite da última terça-feira (12.02.19), reuniram-se na Tenda Árabe os acadêmicos Altino Farias, Reginaldo Vasconcelos, Paulo Ximenes, Alana Alencar Girão, Humberto Ellery, Adriano Jorge, Geraldo Amâncio, Concita Farias e os convidados Júlio Soares,  Marcelo Melo e Ireleno Benevides. 

Adriano e Geraldo Amâncio não constam das imagens porque saíram antes, por compromissos assumidos. A poetisa Consita, com seu filho, o historiador Armando Farias, e com os confrades Alana Girão e Paulo Ximenes.


Durante a reunião,  o confrade Geraldo Amâncio, o maior poeta popular cearense vivo, grande cantador de viola e cordelista, tratou sobre o convite oficial da ACLJ dirigido ao professor, físico, pesquisador e conferencista português Antônio de Abreu Freire, um brasilianista estudioso da nossa Literatura de Cordel, matéria sobre a qual publicou livro em Portugal, para que venha à Fortaleza proferir palestra e participar do sarau literário organizado pela Alana Girão.


Alana Girão, por seu turno, apresentou a programação definitiva do projeto intitulado “Das Coisas de Dentro” – um grande sarau literário a ser realizado no próximo dia 06 de abril, no Piano-Bar do Ideal Clube, evento da ACLJ que a Alana concebeu e que vai capitanear.
  
A experiência culinária desta vez foi de evocação italiana, Talharim com frango no molho a Marengo, especialidade do repertório culinário da Família Vasconcelos, executada pela culinarista Graça Leandro Vasconcelos, que recebeu uma salva de palmas dos convivas. 

Tal a qualidade do preparo e o apetite dos comensais que não houve tempo para o clássico registro fotográfico do prato. Clique sobre a foto para ampliá-la e obter a salivação naturalmente provocada pelo voyeurismo  gastronômico.

Seguiu-se à reunião a sessão de leitura de poesia e de prosa poética, o “Momento Literário da Embaixada da Cachaça”.

Essa prática artística e performática, internacionalmente designada como poetry slam,  nasceu em Chicago, na Green Mill Tavern, em meados dos anos 80, por inciativa do escritor Marc Kelly Smith, disseminando-se por todo o país e depois pela Europa, e por outras partes do mundo. A palavra inglesa slam refere a poesia produzida para ser lida em público.

Roberto Paiva, cliente da casa, sempre presente entre os partícipes, abriu a sessão de leituras. Seguiram-se os oradores Altino Farias (que leu dois poemas em homenagem a sua mulher, Gorete Farias), Romeu Duarte, Humberto Ellery, Ireleno Benevides, Concita Farias, Assis Ximenes, Disraeli Moura, e Nirton Venâncio, artista multifacetado – poesia, música, cinema – cearense longamente radicado em Brasília, que veio à Fortaleza lançar seu mais recente livro, no dia 15 de fevereiro, na Livraria Lamarca.




 







 

Reginaldo Vasconcelos, encerrando a sessão, fez leitura da crônica carnavalesca “Muitos Carnavais”, do seu livro “Traços da Memória – Laços da Província – Volume II”, a segunda das três crônicas de tema momino que ele se dispôs ler até o carnaval. Compareceu ao final a poetisa veterana Maria de Jesus, que leu uma poesia de sua autoria, em homenagem a uma velha amiga falecida.


COLUNA VICENTE ALENCAR Nº 1403


COLUNA DO VICENTE ALENCAR
EDIÇÃO N° 1403
SEGUNDA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2019
FORTALEZA – CEARÁ – NORDESTE – BRASIL

Colaboração de Fernando de Alencar, Silvio dos Santos Filho, 
Ângelo Osmiro Barreto,  Celina Freitas e Victor Nunes.
Assessoria Jurídica: Dra. Izete de Alencar.

ATENÇÃO.
Nesta terça-feira pela manhã, entre 9 horas e 30 minutos e 11 horas e 30 minutos, a realização da reunião literária TERÇA-FEIRA EM PROSA E VERSO, reunindo Poetas, Escritores, Trovadores, Professores, Alunos, Historiadores, Cronistas e todos aqueles que gostam e admiram a Cultura.

Nós que estaremos comemorando em Dezembro, 20 ANOS de atividades desta promoção, estamos convidando a todos para se fazerem presentes.

O Sonetista e Trovador Pereira de Albuquerque e o Historiador Ângelo Osmiro Barreto já confirmaram suas presenças, bem como os Professores Aristides Sousa Neto e Marcelino Silva, além das Poetisas Zenaide Marçal e Ana Maria do Nascimento.

ESTAMOS DE LUTO
na Crônica Esportiva brasileira. Morreu na manha de hoje o ex-Presidente da Abrace - Associação Brasileira de Cronistas esportivos, Radialista Adérson Maia Nogueira, conhecido popularmente por Dedeco.

Profissional que se iniciou na antiga TV Ceará, Canal 2, dos Diários e Emissoras Associadas.

Foi Presidente do Sindicato dos Radialistas e Publicitários do Ceará, Associação dos Profissionais da Crônica Desportiva do Estado do Ceará - Apcdec.

Foi destaque na Secretaria de Administração do Município de Fortaleza. Advogado, Membro do Tribunal de Justiça Desportiva Cearense.

Torcedor do Ferroviário Atlético Clube, agremiação cuja Sala de Imprensa leva seu nome.

Seus muitos amigos, colegas de trabalho, conhecidos e familiares lamentam sua partida
e sua ausência a partir de hoje em suas reuniões.

Um homem de fé, líder de sua classe e sempre muito bem relacionado. Um homem que marcou sua vida pela retidão em todas as suas atividades.
 
Além de Aderson Maia Nogueira, aqui em Fortaleza, a Imprensa brasileira perdeu ontem em desastre de helicóptero em São Paulo, na Capital, o comentarista Ricardo Boechat, nome de destaque, que pertencia aos quadros da Rede Bandeirantes. 



LEANDRO SERPA 
que se constituiu num dos maiores árbitros do futebol cearense é atualmente um Comentarista Esportivo vibrante, atuando na Rádio Cidade AM 860, no horário das 11 às 11 horas e 55 minutos no Programa Futebol em Debate, pela Rádio Cidade AM, 860.

GONZAGA MOTA 
ex-Governador do Estado do Ceará programou para o próximo dia 14, 5a feira, o lançamento do seu livro "Meus poemas Ilustrados".

Será na Livraria Benfica, que se localiza no espaço do estacionamento do Shopping Benfica, na Av. Carapinima, 2.200. O horário a ser cumprido no lançamento vai das 19 às 21 horas, numa promoção da Editora IMEPH.

Todos os amigos, colegas, políticos, ex-alunos,
ex-colegas de Secretariado, confrades e confreiras acadêmicas estão sendo convidados para se fazerem presentes.

ESCUTEM
às segundas-feiras, das 22 às 23 horas, o Programa Vicente Alencar - Educação, Cultura e Esporte. Rádio Assunção Cearense AM 620, também no seu Celular, pelo aplicativo e em seu computador. No mundo não há distância que nos separe.

A IMPRENSA 
continua sendo o quarto Poder.



ARTIGO - O País das Tragédias (RMR)


O PAÍS DAS TRAGÉDIAS
Rui Martinho Rodrigues*


Morro do Bumba, Niterói, 267 mortos; Mariana, 19 cadáveres; Brumadinho, 323 vidas perdidas, Centro de Treinamento do Flamengo, Rio de Janeiro, 10 vítimas fatais. Tragédias que se repetem. Minudente legislação ambiental, múltiplos órgãos de fiscalização, competência concorrente da União, Estados e Municípios, organizações não governamentais, ativismo judicial e jornalismo “politicamente correto” não evitam os desastres.


Não faltam leis nem órgãos de controle. Debatem-se desburocratização e a flexibilização da legislação pertinente a segurança da natureza e das pessoas. Há quem queira mais leis, mais órgãos achando que tais medidas favorecem os objetivos de preservação e segurança. Não importa que o descumprimento de normas, alvarás e laudos graciosos ou ignorados, desprezo por normas na forma de dormitórios sem licença de bombeiros, prefeitura ou outras instâncias de fiscalização.

As normas e órgãos, porém, podem se transformar apenas em dificuldades propiciadoras da venda de facilidades. O “homem cordial”, de Sérgio Buarque de Holanda (1902 – 1982), motivou explicações do autor, com sabor de retração.

Mas o compadrio tolerante e a troca de favores, típicos do Estado patrimonial burocrático, descrito por Raymundo Faoro (1925 – 2003), são realidades entre nós. Controles burocráticos efetivamente facilitam a corrupção, tornam morosas a Administração, pública e privada, e não têm demonstrado efetividade quanto aos seus objetivos oficiais.

Desenvolvimento guarda relação com as metas do grupo de Itatiaia, que, em 1952, recomendou um conjunto de medidas destinadas a promover o desenvolvimento do Brasil. A ênfase das recomendações do citado grupo recaiu sobre dois fatores: transporte e energia. O segundo governo de Getúlio Dornelles Vargas (1882 – 1954), e o de Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902 – 1976), seguiram as sugestões e obtiveram alguns resultados importantes.

A substituição de importações, perseguida com ênfase desde o primeiro governo Vargas, com prioridade para a indústria de base, continuada por sucessivos governos, contribuiu para a urbanização acelerada, a formação de um grande parque industrial e muita inflação. Mas os vícios do patrimonialismo e a “cordialidade” continuam presentes. Hoje pensamos em investimentos produtivos e de formação de recursos humanos como fator de produtividade. Discutimos as reformas tributária, caótica e política; combate às práticas corruptas.

Todos os objetivos aqui mencionados são necessários ao nosso desenvolvimento. Mas não são suficientes. Sudesenvolvimento tem um componente cultural. Mudança cultural tende a ser lenta e não se liga a inauguração de obras. Mas é indispensável ao processo produtivo o enfrentamento dos problemas de limpeza pública, da falta de celeridade da Justiça, das práticas políticas inidôneas, da ineficiência da fiscalização e controle de normas.

Nenhum serviço de limpeza pública consegue manter limpa uma cidade sem a colaboração do povo. Leis não produzem resultados sem o sentimento de responsabilidade do povo. Tragédias ambiental e humana não terão fim com a multiplicação de leis. A resiliência do jogo do bicho e das drogas ilícitas não deixam dúvidas quanto a isso.

Porto Alegre, 11 de fevereiro de 2019.