sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

ARTIGO - Os Paradoxos da Democracia (RMR)


OS PARADOXOS
DA DEMOCRACIA
Rui Martinho Rodrigues*



Washington Luís Pereira de Sousa (1869 – 1957), deposto em 1930, retornou do exílio anos depois. Entrevistado, ouviu uma provocação sob a forma de pergunta relativa ao fim das chamadas eleições a “bico de pena”. Respondeu dizendo que no regime anterior, do qual ele fez parte, faziam-se eleições desonestas para eleger homens honestos, enquanto o novo regime fazia eleições honestas para eleger homens desonestos. O ex-presidente estava certo, embora se deva descontar o exagero da generalização nos dois sentidos, ele expressou um dos paradoxos da democracia.

O processo eleitoral, no Brasil, vem sendo aperfeiçoado ao longo do tempo. Voto secreto, capacidade eleitoral ativa do analfabeto, justiça eleitoral, propaganda franqueada a todos nos meios de comunicação, regulamentação de debates e doações para as campanhas, fim do coronelismo tradicional, lei da ficha limpa e outras formas de proteção do sistema representativo foram aperfeiçoamentos. Acrescente-se que o eleitorado é mais livre. A qualidade dos eleitos, porém, não reflete os aperfeiçoamentos aludidos.



Comparados os homens públicos de ontem com os de hoje, de Joaquim Aurélio Barreto Nabuco (1849 – 1910), e Ruy Barbosa de Oliveira (1849 – 1923), ainda vindos do Império; passando por João Neves da Fontoura (1887 – 1963), Osvaldo Euclides de Souza Aranha (1894 – 1960), da primeira República; Afonso Arinos de Melo Franco (1905 – 1990), Adaucto Lúcio Cardoso (1904 – 1974), até André Franco Montoro (1916 – 1999), são nomes de elevado valor moral e intelectual, todos anteriores, no todo ou em parte, ao aperfeiçoamento do processo eleitoral. Constatamos o declínio da qualidade dos eleitos, ao compará-los com os atuais atores políticos. Os nomes citados são representativos do perfil dos homens públicos, ainda que alguns deles estivessem acima da média no seu tempo.

A estatura moral e intelectual dos eleitos vem diminuído, paradoxalmente, em paralelo ao refinamento do sistema representativo. Não significa, todavia, que o despreparo intelectual impeça o exercício responsável do poder e até a postura de estadista, nem se pense que a política seja o lugar da ética da convicção. Ela se rege pela ética da responsabilidade. Ronald Wilson Reagan (1911 – 2004) não tinha refinamento intelectual. Mas no seu governo os EUA saíram da recessão e concluíram os mais importantes acordos de limitação de armas nucleares realizados até hoje. 

Os eleitos, no Brasil dos dias atuais, em grande parte são intelectualmente rasos. A grande renovação dos quadros políticos, imposta pelas urnas, acrescentou a inexperiência política e administrativa ao perfil de muitos dos eleitos, inclusive para cargos da maior importância. O eleitorado optou pela ruptura com as velhas e viciadas práticas da vida pública, ao invés da experiência e da habilidade em face do jogo do poder. Rupturas dificilmente se fazem com maneirismos. Atores sem refinamento e lideranças populistas ao gosto das massas podem ter o ímpeto necessário à implantação de mudanças. 

Construir uma nova ordem, porém, exige mais do que simples ruptura. Mas sem ruptura não se fazem mudanças. Primeiro é preciso semear para depois regar. O eleitorado optou por demolir a casa velha, corroída pelo patrimonialismo e pelo corporativismo degenerado e, em anos recentes, pela corrupção sistemática, muito mais voraz do que a velha corrupção presente em toda a nossa história. Semeou. Precisaremos de mais dois quesitos: (I) competência habilidosa para construir a nova ordem; e (II) condições dadas pela sociedade, na forma de compreensão e apoio às reformas necessárias. É preciso regar.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

NOTA ACADÊMICA - Assembleia Geral da ACLJ

ACLJ
ÚLTIMA ASSEMBLEIA GERAL 
DE 2018

“HOMEM DO ANO”
NOS RECURSOS HÍDRICOS 

“DESTAQUES CEARENSES”
NA CULTURA E NAS FINANÇAS


Na noite do próximo dia 06 de dezembro, no Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras e das suas congêneres afiliadas, ocorrerá, às 19:30h, a última Assembleia Geral Ordinária da ACLJ neste ano.

No início da solenidade será cumprida a pauta administrativa da Instituição, em que haverá a investidura da nova Diretoria para o biênio 2019/2020, e tomará posse na Cadeira de nº 28, patroneada pelo grande Patativa do Assaré, o poeta popular, violeiro e literato de cordel Geraldo Amâncio, sucedendo ao cineasta Rosemberg Cariry, que, por motivo de foça maior, solicitou a sublimação.   

Em seguida, cumprindo a sua mais importante tradição, a ACLJ outorgará o título “Homem do Ano no Ceará em 2018” ao Engenheiro Ângelo José Negreiros Guerra, que fora proposto pelo confrade Cássio Borges e eleito pela Decúria Diretiva, considerado o melhor Diretor-Geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) nos últimos 30 anos.

Essa láurea foi instituída em 2016, visando distinguir anualmente um cearense, por honra ao mérito, tendo em vista o seu desempenho profissional no ramo de atividade que ele exerça – seja no âmbito estadual ou com maior abrangência geográfica.

O primeiro agraciado com o título “Homem do Ano” pela ACLJ foi o Empresário Jorge Alberto Vieira Studart Gomes (Beto Studart), pela sua brilhante atuação como Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) em 2016, quando criou o Núcleo de Estudos Políticos, reunindo os maiores pensadores locais para debater sobre as mazelas do País.

No ano de 2107, o título coube ao Senador Eunício Oliveira, por ter conquistado a Presidência do Senado da República, consequentemente do Congresso Brasileiro e do Legislativo, o mais importante dos Poderes da República.   

O Dr. Ângelo Guerra é o eleito deste ano – a personalidade que mais se destacou na vida pública no Estado, pelos critérios da ACLJ, à frente daquela autarquia, meritória instituição dedicada ao combate dos problemas climáticos do semiárido brasileiro, que exatamente agora chega à marca dos 109 anos de existência.

Na oportunidade, receberão o título “Destaque Cearense” o Ministro Ubiratan Diniz de Aguiar, Presidente da Academia Cearense de Letras (ACL), e o Administrador Romildo Carneiro Rolim, Presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Ubiratan Aguiar, que neste final de ano entrega o mandato de dois anos, em sua brilhante gestão à frente da ACL criou o Colégio de Presidentes de Entidades Culturais do Ceará, promoveu o Primeiro Grito Pela Cultura, no Teatro José de Alencar, e fundou o Memorial da Cultura Cearense, no subsolo do Palácio da Luz, com modernos recursos eletrônicos

Romildo Rolim, funcionário de carreira do BNB, vem se desempenhando com grande competência na sua presidência, indicado que foi para o cargo por critério eminentemente técnico, até por conhecer intimamente aquela importante instituição financeira de fomento, e nutrir por ela um grande amor profissional.

Coincidentemente, no mesmo dia e hora da AGO da ACLJ, receberá a Medalha Ivens Dias Branco o Empresário Beto Studart, no Palácio da Abolição, comenda instituída pelo Governo do Estado.

Impossibilitado de comparecer a essa homenagem que envolve os nomes de dois Membros Beneméritos da ACLJ – tanto Ivens Dias Branco, o paraninfo da medalha, quando o seu recipiendário deste ano, Beto Studart – o Presidente Reginaldo Vasconcelos (simbolizando a instituição que preside) se fará representar no evento pelo confrade Cândido Albuquerque, que  recebeu e aceitou a delegação. 

NOTA JORNALÍSTICA - Acert Tem Nova Diretoria


ACERT TEM NOVA
DIRETORIA


Paulo César Norões, diretor de programação das rádios e da TV Diário no Sistema Verdes Mares, é eleito presidente da nova diretoria da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert). A nova gestão atuará durante o biênio 2018/2020 e conta com os vice-presidentes Carmem Lúcia Dummar Azulai, Cyro José Franklin Thomaz e Francisco Roberto Moreira de Oliveira.

De acordo com Paulo César Norões, a nova diretoria dará continuidade ao trabalho realizado pelas gestões passadas. “Vamos conciliar os interesses de todos os associados para trabalharmos unidos em prol da radiodifusão cearense. Todos terão voz e vez”, garante Norões.

O jornalista cresceu em meio à radiodifusão e começou a trabalhar com apenas 17 anos na Rádio Verdes Mares. Foi repórter esportivo, chefe de redação da TV Verdes Mares, comentarista de futebol e chefe de Esporte da TV Verdes Mares.

Após a eleição, que ocorreu ontem na sede da Acert, Norões falou aos demais membros da diretoria sobre o simbolismo de receber o cargo de Carmen Lúcia Dummar Azulai, presidente anterior e sucessora de seu pai, Edilmar Norões, que presidiu a Acert por vários mandatos.

Primeira mulher a assumir a presidência da Acert, Carmen Lúcia afirma que as conquistas da instituição são inúmeras e permanentes. Para a atual vice-presidente, a Acert possui legado que vai além do próprio setor de radiodifusão. “Além de garantir informação e entretenimento, as emissoras de radiodifusão têm importância vital para a democracia e ajudam a promover o exercício da cidadania”, afirma.

Entre as bandeiras levantadas pela nova gestão está a luta para que fabricantes de smartphones ativem a radiodifusão sonora em frequência modulada (FM), conforme Norões. O novo presidente da Acert explica que, com ativação dos receptores, as pessoas terão mais acesso a informações, principalmente em casos de catástrofes, quando os sinais sem fio param de funcionar.

Apoio

Liderada nacionalmente pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), a demanda das emissoras de radiodifusão gerou inclusive o Projeto de Lei 8.438, de autoria do deputado federal Sandro Alex (PSD/PR). 

O primeiro artigo do PL decreta que “os aparelhos de telefonia celular que são fabricados ou montados no País deverão conter a funcionalidade de recepção de sinais de radiodifusão sonora em Frequência Modulada – FM”. Norões pontua como prioridade da Acert o apoio técnico e administrativo às emissoras de rádio cearenses diante da migração da frequência AM para FM.

Em 2017, o governador Camilo Santana e Gilberto Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), assinaram contrato de migração que deve atingir mais de 80% da rádios AM do Ceará. “Queremos levar a Acert cada vez mais para o Interior. As rádios interioranas são as que mais precisam do nosso apoio”, afirma Norões.


(Matéria do Diário do Nordeste) 

OBS: Paulo César Norões e Roberto Moreira são Membros Titulares da ACLJ. Paulo César sucedeu ao pai na ACLJ, o saudoso Edilmar Norões, fundador da Cadeira de nº 3.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

COLUNA VICENTE ALENCAR - 1350 (30.11.18)


COLUNA DO VICENTE ALENCAR
EDIÇÃO Nº 1350
SEXTA-FEIRA, 
30 DE NOVEMBRO DE 2018

FORTALEZA
Capital Brasileira do Artesanato

CEARÁ
Primeiro Estado a criar uma Secretaria de Cultura

NORDESTE
A Região mais rica em criação Literária

BRASIL
Lutando para livrar-se dos Corruptos

AMÉRICA DO SUL
Continente de excepcional bagagem musical


QUINTA-FEIRA À NOITE
José Maria Chaves e sua Diretoria da ACEMES – Academia Cearense de Médicos Escritores, em mais uma importante jornada. Desta feita para o lançamento da REVISTA, em volume 2.

PEDRO HENRIQUE
Saraiva Leão, Presidente de Honra da entidade e editor da Revista Literapia, se fez presente e falou sobre a importância da Revista da Academia, dentro do Circuito Literário do Estado.

QUINTA-FEIRA,
Dia 06 de dezembro, às 10:30, Assembleia Geral da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, em que se fara a entrega do título HOMEM DO ANO NO CEARÁ EM 2018 ao Engenheiro Ângelo Guerra, Diretor-Geral do Dnocs, e a Medalha Destaque Cearense ao Ministro Ubiratan Aguiar, Presidente da Academia Cearense de Letras, e ao Administrador Romildo Rolim, Presidente do BNB.




CARLOS AUGUSTO VIANA
Diretor Cultural do Ideal Clube mais uma vez se fez presente, chegando logo depois de seus compromissos como Professor na Universidade Estadual do Ceará.

CAUBY CHAVES
Odontólogo e Comentarista Esportivo do Grupo Verdes Mares, acompanhado de sua mulher Dra. Virgínia esteve presente ao lado de outros amigos.

SERGIO GOMES DE MATOS
e sua mulher também lá estiveram e participaram de rodas de conversa das mais interessantes, dissertando sobre a importância do lançamento da Obra.

O PRESIDENTE
José Maria Chaves, acompanhado de sua mulher Walkiria, filhas, genro e netos, demonstrava a sua alegria pelo sucesso do lançamento da REVISTA, com um alentado número de páginas.

ATENÇÃO MEMBROS
titulares de todas as academias literárias. Vamos “fechar o ano” colocando em dia nossas mensalidades. Os Caixas estão vazios.

O SINDICATO DOS RADIALISTAS
lembra a todos os seus associados que começa neste 01 de dezembro o período de colocação em dia das anuidades, com pagamento do ano vindouro e o recebimento da CARTEIRA DA INSTITUIÇÃO, documento hábil de todos os profissionais.

EXPOSIÇÃO DE APARELHOS
de rádio antigos (décadas de 40 a 90) será promovida pela Associação Cultural de Rádio Ouvintes do Ceará – AOUVIR na Associação Cearense de Imprensa – ACI, com abertura nesta segunda-feira, às 9 horas da manhã, na sede da entidade, Rua Floriano Peixoto.

A PRESIDENTE
da entidade, Verônica Fontenelle está convidando todas as pessoas interessadas para acompanharem de perto a Mostra. Estará à disposição de todos a partir das 13 horas de segunda-feira.

NESTA SEXTA-FEIRA,
das 22 horas às 23 horas, logo depois do Programa Liberdade de Expressão, de Morais Filho, escute o Programa Vicente Alencar – Educação, Cultura e Esporte, pela Rádio Assunção cearense, 620 AM, a primeira da faixa, a primeira de sua preferencia e a primeira do seu coração.

Você escutará MPBQ – Musica Popular Brasileira de Qualidade, o Comentário Esportivo, a Crônica da Noite, além de muita poesia, Trovas e Noticias Culturais.

JOSÉ AUGUSTO BEZERRA 
lembra a todos os amigos da Associação Brasileira de Bibliófilos que o jantar de confraternização será dia 12 de dezembro, às 19 horas, no Ideal Clube.

SERÁ DIA 10
de dezembro, entre 15 e 16 horas, a eleição para escolha da nova Diretoria da Academia Cearense de Letras. Tudo indica que teremos chapa única.

130 SERVIDORES
aposentados da UFC – Universidade Federal do Ceará, estão “comendo o pão que o diabo amassou” face a notícias catastróficas que cercam a nossa primeira Universidade. Assunto: devolução de vencimentos.

QUEM NÃO CONHECE 
sobre o assunto deve procurar saber do que se trata com os servidores. O Executivo, nos três segmentos, é o que tem menores direitos, e por isso os seus integrantes sofrem, são discriminados e vivem prejudicados.

A PREFEITURA DE FORTALEZA
continua exagerando na ampliação da taxa de pagamentos para veículos denominada ZONA AZUL. Um absurdo! Mas os “puxa sacos” estão elogiando.

LEIA E PRESTIGIE OS AUTORES BRASILEIROS

Por exemplo: 

1 - Historia Abreviada de Fortaleza. Autor: Mozart 
Soriano Aderaldo.

2 - Inscrições dos Lábios. Autor: Carlos Augusto Viana.

3 - Cartas e Poemas ao Anjo da Guarda. Autora: Rita de Cássia Araújo.

4 - Ilusão de uma gaivota. Autora: Déa Campos Frota.

5 - Andanças e Marinhagens. Autor: Linhares Filho.

6 - Poesia parta a Garotada. Autor: João Gomes da Silveira.

7 - O Resto do teu corpo no aquário. Autora: Tércia Montenegro.

8 - Esboços e Arquétipos - Língua, Ciência e Literatura. Autor: Vianney Mesquita.

9 - Beira Sol. Autor: Adriano Espínola.

10 - Textos e Contextos. Autor: Antonio de Albuquerque Sousa Filho.

11 - Dentro de mim, o Mar. Autora: Regine Limaverde.


UMA TROVA DE PEDRO WILSON ROCHA,
que pertenceu a UBT Fortaleza:

A velhice, simplesmente,
talvez venha anunciar
que as cortinas, lentamente
desta vida vão fechar.

É melhor Jair se acostumando. O Brasil VAI LIVRAR-SE DOS CORRUPTOS.




domingo, 2 de dezembro de 2018

NOTA ACADÊMICA - Última Assembleia Geral do Ano

ACLJ
ÚLTIMA ASSEMBLEIA GERAL 
DE 2018

“HOMEM DO ANO”
NOS RECURSOS HÍDRICOS 

“DESTAQUES CEARENSES”
NA CULTURA E NAS FINANÇAS


Na noite do próximo dia 06 de dezembro, no Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras e das suas congêneres afiliadas, ocorrerá, às 19:30h, a última Assembleia Geral Ordinária da ACLJ neste ano.

Na solenidade, entre outros itens da pauta, será outorgado o título “Homem do Ano no Ceará em 2018” ao Engenheiro Ângelo Guerra, considerado o melhor Diretor-Geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) nos últimos 30 anos.

Essa láurea foi instituída em 2016, visando distinguir anualmente um cearense, por honra ao mérito, tendo em vista o seu desempenho profissional no ramo de atividade que ele exerça – seja no âmbito estadual ou com maior abrangência geográfica.


O primeiro agraciado com o título “Homem do Ano” pela ACLJ foi o Empresário Jorge Alberto Vieira Studart Gomes (Beto Studart), pela sua brilhante atuação como Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) em 2016, quando criou o Núcleo de Estudos Políticos, reunindo os maiores pensadores locais para debater sobre as mazelas do País.


No ano de 2107, o título coube ao Senador Eunício Oliveira, por ter conquistado a Presidência do Senado da República, do Congresso Brasileiro, do mais importante dos Poderes da República.   

O Dr. Ângelo José de Negreiros Guerra é o eleito deste ano – a personalidade que mais se destacou na vida pública no Estado, pelos critérios da ACLJ, à frente daquela autarquia, meritória instituição dedicada ao combate dos problemas climáticos do semiárido brasileiro, que exatamente agora chega à marca dos 109 anos de existência.

Na oportunidade, receberão o título “Destaque Cearense” o Ministro Ubiratan Diniz de Aguiar, Presidente da Academia Cearense de Letras (ACL), e o Administrador Romildo Carneiro Rolim, Presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Ubiratan Aguiar, que neste final de ano entrega o mandato de dois anos, em sua brilhante gestão à frente da ACL criou o Colégio de Presidentes de Entidades Culturais do Ceará, promoveu o Primeiro Grito Pela Cultura, no Teatro José de Alencar, e fundou o Memorial da Cultura Cearense, no subsolo do Palácio da Luz, com modernos recursos eletrônicos.

Romildo Rolim, funcionário de carreira do BNB, vem se desempenhando com grande competência na sua presidência, indicado que foi para o cargo por critério eminentemente técnico, até por conhecer intimamente aquela importante instituição financeira de fomento, e nutrir por ela um grande amor profissional. 

Está convidado para assistir à cerimônia todo o mundo literário  cearense,  bem como os parentes, amigos e colegas dos homenageados – e estão convocados todos os acadêmicos da ACLJ.


CRÔNICA - O Repórter Amador (WI)


O REPÓRTER AMADOR

Wilson Ibiapina*


O vendedor ambulante Chico Tobias era dono de um vozeirão  bastante conhecido nas ruas do Crato, cidade mais importante do Cariri cearense.  Nelson Faheina  conta em seu livro Fatos, Fotos e Fantasias, que Tobias vendia seus produtos rapidamente usando sua voz potente. 

Aí colocaram na cabeça do camelô que devia ser repórter de rádio. Tinha tudo para encarar um microfone. Ele pegou corda e começou a  assediar o radialista Wilson Machado, o mesmo que se transferiu depois para Fortaleza onde foi eleito deputado estadual. 

Numa manhã, quando apresentava seu programa na rádio Araripe do Crato, Wilson Machado recebeu um telefonema. Era o Chico Tobias comunicando que o fazendeiro Antônio Ferreira de Alencar tinha morrido e que ele estava no velório. Sabia tudo sobre o ilustre morto. O radialista resolveu testá-lo, o fazendeiro era pessoa importante na região, tinha grande projeção política. Orientou rapidamente o Chico que entrou ao vivo:

“Estamos aqui no velório do fazendeiro Antônio Ferreira de Alencar, grande líder comunitário. Wilson Machado, no ano passado o seu Antônio Ferreira tentou o suicídio atirando na própria cabeça. Como estava nervoso, acertou apenas na orelha direta e escapou. No inicio desse ano, quando dirigia seu carro,  tentou o suicídio pela segunda vez se jogando dentro do açude, mas foi salvo por alguns pescadores que estavam no local. Na madrugada de hoje, pela terceira vez, tentou o suicídio, se enforcando numa árvore. Dessa vez, senhoras e senhores, ele obteve sucesso”.



sábado, 1 de dezembro de 2018

ARQUIVO - Ser ou Não Ser, Eis a Questão (RMR)


SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO
Rui Martinho Rodrigues*



Tivemos uma eleição. A frente vencedora representa uma autêntica alternância de poder, como há muito não se via no Brasil. Os eleitos enfrentam o desafio de harmonizar as diversas tendências políticas das forças vencedoras. É preciso, ainda, honrar os compromissos de campanha; atender as demandas por mudanças no campo das práticas dos agentes públicos. É necessário empreender a reforma política. É indispensável reformar o aparato estatal.

O combate à corrupção e ao banditismo vulgar, se somam ao imperativo de saneamento das contas públicas e desativação da bomba fiscal, para o que se impõe a reforma previdenciária. O poderoso corporativismo e o patrimonialismo são obstáculos difíceis de superar. O apoio do novo Congresso ainda é uma incógnita; a postura do Judiciário, mais precisamente, do STF, dos meios tradicionais de comunicação, das lideranças políticas sobreviventes e emergentes, além da conduta da sociedade brasileira, serão fatores de grande importância, mas ainda ocultos sob o manto do futuro.

A vontade manifesta das urnas terá o apoio de todas essas forças, ou de algumas delas? Os eleitos saberão conduzir as reformas? Só o tempo sabe a resposta. Deverão as novas forças desafiar os corporativismos e o patrimonialismo, tentando modificar o aparato estatal, equilibrar contas públicas, combater a corrupção e a criminalidade vulgar? Ou deverão lembrar que a política é a arte do possível, atendendo a necessidade pragmática de fazer concessões, escolhendo alguns objetivos e adiando outros, ou a eles renunciando?

Quem ousa nem sempre vence, mas quem não ousa jamais realizará os seus objetivos. As mudanças enumeradas envolvem realidades entrelaçadas. O enfrentamento da corrupção e a reforma do aparelho do Estado se vinculam a outras coisas como reforma política, reforma tributária e contas públicas.

Ousar enfrentar tantas forças e obstáculos pode levar ao impasse, a derrota diante das velhas práticas políticas do patrimonialismo e do corporativismo de sempre. “Quem com muitas pedras bole uma lhe dá na cabeça”, “quem não pode com o pote não pega na rodilha”, conforme parêmias populares. Melhor não ousar? Moderar o apetite reformador? Ou o Brasil, desde as jornadas de junho de 2013, está maduro para mudar, conforme dizem as urnas nas recentes eleições? Quem ousa pode fracassar ou vencer. Quem se dá por vencido sem ousar, todavia, só pode colher um resultado: o fracasso dos próprios sonhos e daqueles a quem representa.

Diante do desafio ciclópico de governar o Brasil em momento tão difícil da nossa história, o novo governo deve começar resolvendo o dilema da fala que abre um dos monólogos do Hamlet, personagem criada por William Sheakespeare (1564 – 1616): “Ser ou não ser, eis a questão”. 

O novo governo precisará decidir se quer ser reformador, se veio para fazer diferença, se deve pegar na rodilha porque tem apoio popular para erguer o pote; ou se o limite do possível aconselha optar pelo caminho da conciliação, fazendo pouco para não fazer nada e para não ser destituído. Os primeiros passos parecem indicar que a opção é ousar. Resta saber se o novo governo terá a astúcia da raposa para evitar os laços, e a força do leão para espantar os lobos, conforme orientação de Nicolau Maquiavel (1469 – 1527).


NOTA JORNALÍSTICA - CDL Homenageia Cid Carvalho

CDL
HOMENAGEIA
CID CARVALHO

A Câmara de Diretores Lojistas de Fortaleza (CDL), tendo à frente o seu presidente Assis Cavalcante, homenageou na noite de ontem (30.11.18) o Prof. Cid Saboia de Carvalho – jornalista, advogado, ex-senador da República, imortal da Academia Cearense de Letras (ACL), Presidente de Honra da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo (ACLJ).

O evento, denominado “Prêmio CDL de Comunicação 2018”, em sua 13ª edição, teve como tema “Centro da Cidade: Uma Cidade no Centro”, e a láurea outorgada a Cid Carvalho é o “Troféu Imprensa José de Alencar”, de que já são detentores jornalistas como Edilmar Norões, Nonato Albuquerque, Tom Barros e Nazareno Albuquerque.

















Representaram a ACLJ na solenidade os acadêmicos Reginaldo Vasconcelos e Arnaldo Santos, Paulo César Norões e Antonino Carvalho, este filho de Cid, na imagem ao lado da mãe, Dona Luci, tendo consigo o troféu recebido pelo pai.