sábado, 25 de abril de 2020

ARTIGO - Engenheiro Químico Sabe Ler (HE)


ENGENHEIRO
QUÍMICO SABE LER
Humberto Ellery*


Em seu comentário a respeito de minha manifestação sobre a atuação do Juiz Sergio Moro na Lava jato, em que critiquei sua atuação em conluio com o Procurador Deltan Dallagnol, o Presidente da ACLJ, Reginaldo Vasconcelos, afirmou que o “Humberto Ellery, como Jurista, é um excelente Engenheiro Químico”, utilizando-se de um argumentum ad hominem que não condiz com sua invulgar cultura jurídica.

Esquece talvez que para minha graduação em Engenharia Química eu precisava saber ler. E foi lendo que vi um Manifesto assinado por mais de quatrocentos Advogados e Juristas que, à época, solicitaram ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho Nacional do Ministério Público e ao Congresso Nacional a instauração imediata de Processo Administrativo para apurar “o conluio entre o Juiz e os Procuradores, que não pode ficar impune, especialmente porque revela a promiscuidade que caracterizou a relação entre esses representantes do Sistema de Justiça”. O manifesto conclui afirmando que “em nome do combate à corrupção não se pode destruir o Estado Democrático de Direito e suas instituições”.

Um pouco mais de humildade não faria falta ao brilhante Jurisconsulto, e observar que os tribunais sempre têm um  número ímpar de julgadores para evitar empate, pois as leis dependem de interpretações muitas vezes díspares, o mesmo fato pode ter conclusões diametralmente opostas na visão dos brilhantes juristas que compõem os nossos tribunais.

Não fosse assim não precisaríamos de um colegiado para fazer Justiça, bastaria um Jurisconsulto iluminado, como o prezado Reginaldo, que tomaria a decisão mais acertada e a Justiça triunfaria sempre, sem discussões e votos extensos e por vezes enfadonhos. 

Quero deixar bem claro que não faço hermenêutica nem sequer exegese dos fatos que envolvem interpretações legais, ne sutor ultra crepidam, apenas calçado com as sandálias da humildade leio as diversas, e por vezes conflitantes opiniões dos diversos juristas que gozam de minha admiração , e acolho a opinião que mais condiz com meus princípios, minha modesta maneira de pensar.

É como voto Senhor Presidente.




COMENTÁRIO

Tendo em vista a má qualidade do ensino brasileiro atualmente, eu não sei se todo graduado recente, em qualquer curso, sabe mesmo ler e compreender, se sabe mesmo escrever com correção e propriedade, ou se está na condição de “analfabeto funcional”.  

Quanto a Humberto Ellery, todos sabemos ser de fato um dos mais preparados integrantes da nossa ACLJ, aluno brilhante do Colégio Militar de Fortaleza, até hoje exemplo de excelência de ensino, do curso básico ao curso médio, tendo se formado em engenharia química e se destacado como engenheiro da Marinha Brasileira.

Não só isso, Ellery é homem de elevada cultura humanística, com perfeito domínio da língua vernácula e de outros idiomas, homem muito lido e viajado – de modo que não procede dizer que eu teria atacado o homem para combater as suas ideias, quando afirmei que ele é um grande engenheiro químico, mas que de Direito entendo eu.

Bem, não é suficiente saber ler para entender os meandros de outras ciências aplicadas, interpretando pelo senso comum o que tem filigranas técnicas profundas. Sou um bom lente, mas lendo relatórios de química, por exemplo, eu terei a humildade de reconhecer que não estarei apto a discorrer sobre a matéria – nem a produzir sequer um dedal de pólvora.

Enfim, todo o estardalhaço que Ellery ouviu e leu sobre Moro e a Lava Jato foi fruto da atuação política criminosa dos adversários políticos do Governo, com amparo da Rede Globo, a partir de escutas ilegais que botaram muita gente na cadeia.

E o que essas escutas revelaram foram diálogos lícitos entre Juiz e Procuradores, prática reconhecida pelo Ministro Gilmar Mendes, dentre outros, como corriqueira e comezinha no Judiciário Brasileiro, embora, teoricamente, não devesse ser, porque, por uma ficção jurídica, o Ministério Público, como polo ativo, agiria com parcialidade porque teria interesses extrajurídicos no processo – o que não corresponde à realidade. 

Ora, sendo reconhecidamente prática comum, que todo advogado conhece, estranho seria se Moro tivesse tido uma conduta diversa na hora de acompanhar a instrução do processo penal da Lava Jato. Não há registro de “combinemos” sobre decisão judicial, mas apenas de como o Juiz admitiria ou não fosse feita a regular produção de provas da instrução.

Quanto à récua de juristas que resolveram aparecer na Globo pedindo esclarecimentos e fazendo inquirições – ora, qualquer rábula que seja opositor do Governo aproveita logo essas ensanchas para posar de paladino, fintar saber jurídico e arrotar grandiloquência.

Meu caro confrade, prezado amigo, querido concunhado, em matéria de politicagem, além de saber ler é preciso ser esperto. No que deu todo o rapapé jurídico que tu viste na mídia e que tu leste a esse respeito? Em nada, porque tudo não passava de fumaça densa, e o que parecia mais sólido, no final era, tão-somente, espuma imunda.

Reginaldo Vasconcelos    
    


ARTIGO - Moro... Num País Tropical (HE)


MORO...
NUM PAÍS TROPICAL
Humberto Ellery*


O Moro nunca foi meu favorito, pelo contrário, tenho grandes críticas à sua atuação como Juiz da Lava Jato.

Os bolsonarianos é que sempre o incensaram. Não seria meu candidato nem a Magistrado, inclusive porque não tenho simpatia por pessoas arrogantes, nem por juízes que combinam acordos com qualquer das partes litigantes, como ele fez com o Dallagnol.

Minha manifestação de falar que ele é Comunista é apenas uma antecipação (talvez uma “gozação”) do que dirão os apaixonados pelo “Mito”, que após tanto louvarem o Moro vão agora demonizá-lo.

O Bolsonaro já começou as agressões, e o Moro já o desmentiu, pois não faria o menor sentido o Moro tentar chantagear o “Mito” pela toga do STF, quando seria muito mais fácil fazer tudo de acordo com o Presidente, inclusive puxando seu saco, até a indicação.

O Bolsonaro já demonstrou não ser “amigo da verdade” em diversas ocasiões. A última foi dizer que foi àquela manifestação em frente ao QG do Exército, pois as pessoas estavam pedindo a “volta ao trabalho”, quando todas (eu disse TODAS) as faixas pediam o fechamento do STF, do Congresso, e a reedição do AI-5, numa nítida manifestação antidemocrática.

O nome disso é MENTIRA !!!




COMENTÁRIO

Não houve nenhuma irregularidade na conduta de Sérgio Moro como Juiz da Lava Jato. Todo advogado sabe disso – e Humberto Ellery, como jurista, é um excelente engenheiro químico.

Juízes e Promotores de Justiça, enquanto sujeitos no processo penal, ambos representantes do Estado, são aliados, em busca do resultado mais justo, e por isso não prejudica que combinem estratégias, dentro do campo da absoluta licitude – e isso é comum em todas as varas  criminais – como Ministros do Supremo admitiram, embora censurando esse costume.

Somente na chamada “fictio iuris” o Ministério Público ocupa o polo ativo para fazer prevalecer uma tese própria, como fazem os advogados dos litigantes no processo civil, pois, assim como o Juiz, o Parquê busca nas causas penais somente a “verdade real” e a justiça absoluta.

Em segundo lugar, não há o que estranhar quando alguém que é tido como herói caia em desgraça no grupo a que pertença, e passe a ser demonizado. Isso aconteceu com Palocci, quando resolveu ser delator, e aconteceu agora com Sérgio Moro, quando ele se exonerou e saiu atirando no seu antigo empregador.

O Presidente da República pode trocar Diretores-Gerais da Policia Federal, de forma discricionária, portanto, sem ter que, necessariamente, declinar por qual motivo, assim como qualquer Ministro de Estado pode se exonerar, dizendo ou não por que razão sai do Governo. Até aqui, nenhuma irregularidade.

A irregularidade começa quando o Ministro se exonera e faz acusações gravíssimas ao Presidente da República, e agora precisa provar de forma cabal o que afirmou, sob pena de prática de crime de calúnia, punível com multa e dois anos de cadeia  mais especificamente “Denunciação Caluniosa”, prevista no art. 339 do Código Penal:

Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente”.

Reginaldo Vasconcelos        



sexta-feira, 24 de abril de 2020

A SEGUNDA MELHOR POSTAGEM DO DIA - Estatística (LM)





Luciano Maia*

Esta é a segunda melhor postagem desta quinta-feira no Grupo de Whatsapp da ACLJ, encaminhada pelo confrade Luciano Maia. É uma demonstração muito clara de como se podem manipular as estatísticas, ao sabor dos interesses. 

Diz-se, como um exemplo simplificado, que a partir dos dados básicos de haver duas pessoas e duas frutas, embora uma das pessoas tenha comido as duas frutas, um estatístico estará autorizado a considerar que cada uma daquelas comeu uma destas.   



A MELHOR POSTAGEM DO DIA - Paris Antigo (AA)


Nesta quinta-feira, a melhor postagem no Grupo de Whatsapp da ACLJ  foi encaminhada pela confreira Alana Alencar



Alana Alencar*

A campeã é uma filmagem de ruas de País, realizada pelos irmãos Lumière, precursores franceses da fotografia e da cinegrafia. O filme, colorizado, sonorizado e temporizado digitalmente pelo Gerente da produtora russa Comitê, Denis Shiryaev, com a colaboração do historiador inglês Guy Jones, foi gravado na última década do Século XIX, e é um documento histórico de grande valia. 


quinta-feira, 23 de abril de 2020

ARTIGO - Sonhos e Pesadelos (RMR)


SONHOS E PESADELOS
Rui Martinho Rodrigues*



A grande peste poderá destruir a economia e a organização social. Mortandade, desemprego, fome, violência e perda de liberdade para o controle de riscos biológicos, criminalidade crescente e terrorismo – consequências do desastre – como nos exemplos históricos de falência do Leviatã e da ordem estabelecida. Novos meios de controle social, maiores do que os da obra de George Orwell (Eric Arthur Blair, 1903 – 1950), “1984”, proporcionados pelas novas tecnologias forma o cenário de pesadelo. Mas também é um sonho.

A fênix ressurgida das cinzas seria uma sociedade justa, igualitária, livre. Eric John Ernest Hobsbawm (1917 – 2012) disse que a ditadura de Joseph Vissarionovich Stalin (1878 – 1953) (ou do PCURSS?) produziu um saldo positivo. Não perdeu prestígio por isso. A Revolução Francesa, com a “fraternidade” da guilhotina, é mais simpática do que a Revolução Gloriosa de 1688, na Inglaterra, que também afastou o absolutismo. A declaração dos direitos fundamentais, dos constituintes americanos, não encanta como a dos franceses. Não tem a guilhotina e os milhares de mortos assinalados por José Guilherme Merquior (1941 – 1991).

A tradição libertária lutava contra as péssimas condições materiais de vida, a pauperização das massas (Teoria da Pauperização, Karl Heirinch Marx, 1818 – 1883). As condições dos primeiros tempos da Revolução Industrial, “evidenciavam” isso. A emigração para a cidade sugere, porém, que no campo a vida era pior do que sob a exploração da fábrica. Lawrence W. Reed (1953 – vivo) lembra: antes da Revolução Industrial a maioria das crianças não passava dos cinco anos. Significativamente não houve retorno para o campo.

Fernand Braudel (1902 – 1985) identificou três ritmos do tempo histórico: curta, média e longa duração. O último indica continuidades indiferentes às mudanças. Supor uma sociedade inteiramente nova é negar a longa duração. A atualidade dos dramas da literatura grega multimilenar é sugestiva da existência de uma porção aistórica na condição humana.

Filósofos contemporâneos não focam na pauperização. Evitam o desmentido dos indicadores de mortalidade infantil, esperança de vida, anos médios de escolaridade e número de itens de conforto por habitantes. Denunciam o consumismo. Não posso comprar? Opressão. Posso comprar? Opressão. Trabalho para o patrão? Opressão. Sou o meu patrão? Opressão. Sou ao mesmo tempo explorador e explorado, prisioneiro da lógica da competição, eficiência, eficácia, efetividade e resolutividade. Desprezando tudo isso teremos um mundo melhor? Essa é a proposta?

Democracia parlamentar, regime constitucional, igualdade jurídica não afastam a opressão? Não! A menos que faltem. Nem o Estado provedor superou a opressão. Controles impostos para a libertação têm produzido mais opressão. Mas desde que Platão (428/427 – 348/347) sonhou com a igualdade de alguns em tudo (os reis filósofos), a semelhança da “nova classe” de Milovan Djlias (1911 – 1995), o mundo melhor tem sido buscado com perseverança. A desilusão de Platão com “A República”, expressa na obra “As leis”, é ignorada pelos professores.

A crescente proteção dada aos grupos minoritários, vulneráveis e divergentes da normatividade social afasta a opressão? Não! Mas está mudando o debate. A pauperização saiu de pauta, salvo nas crises. Suicídio, depressão, síndrome do pânico ocupam o lugar. 

A falta de referências culturais estáveis, na modernidade líquida (Zigmund Bauman, 1925 – 1917); o solipsismo resultante da fragilização dos laços sociais pessoais, o vazio do hedonismo narcisista (Gilles Lipovetsky 1944 – vivo) e do niilismo da dialética negativa não são analisados entre os fatores ligados aos quadros psiquiátricos aludidos. Uma das raras exceções é o psiquiatra Theodore Dalrymple (Anthony Daniels, 1949 – vivo), que fala da desorientação induzida. Opressão, como posto pelos revolucionários, não seria o mal-estar na civilização, de que falava Sigmund Schlomo Freud (1856 – 1939)?


COLUNA VICENTE ALENCAR - Edição Nº 1667 (23.04.2020)


COLUNA VICENTE ALENCAR
EDIÇÃO Nº 1667
QUINTA-FEIRA, 
23 DE ABRIL DE 2020
FORTALEZA - CEARÁ

FORTALEZA – Aqui nasceu o Médico, Jornalista e Escritor Aírton Monte, hoje uma imensa saudade. E também:


Jornalista Reginaldo Vasconcelos
Jornalista Juarez Serpa Filho
Comerciante Giliard Sousa
Escritora Maria Luísa Bomfim
Professor Francisco Freitas
Assistente Social Eleuzina Cavalcanti Freitas
Professor Antonio de Albuquerque Sousa Filho
Arquiteto João Paulo Sucupira Espínola


CEARÁ – Berço de Capistrano de Abreu o maior Historiador Brasileiro. E mais:

Professora Fátima Lemos
Poetisa Zinah Alexandrino
Trovadora Zenaide Marçal
Jornalista Sylvia Sales
Secretaria Executiva Cláudia Queiroz
Coronel Afrânio Lima
Jornalista Newton Mourão
Economista Rubens Soares Costa
Advogado Romeu Prado
Advogado Adriano Vasconcelos
Advogado Amilton Alves Gomes
Administrador Luis Carlos Bezerra (Cacá, do futebol de salão)
Livreiro Geraldo Duarte
Poeta Paulo Ximenes
Radialista e odontólogo Cauby Chaves


NORDESTE – Polígono das secas e da inteligência brasileira.
Aqui nasceram: Jornalista Lúcio Brasileiro



Professor Batista de Lima
Médico e Escritor Wellington Alves
Radialista Celina Freitas
Radialista Gualber Calado
Radialistas Jones Cavalcante
Poeta Francisco Carvalho
Jornalista Carlos Alberto Farias
Jornalista Silvio Carlos
Odontologo e Radialista Cauby Chaves

LEMBRE-SE:

Evite trafegar com seu veículo pelas Ruas Pinto Madeira e Torres Câmara. Os buracos na via pública poderão “acabar” com seu carro.

No cruzamento da Rua Dr. José Lourenço com Rua Catão Mamede, na Aldeota,  existe um “buraquinho amigo” que lhe poderá prejudicar. Olho vivo!

Continuam os constantes assaltos no bairro da Aldeota a qualquer hora do dia ou da noite. As ruas mais visadas: Carlos Vasconcelos, Eduardo Salgado, Bárbara de Alencar, Barão de Aracati, Nunes Valente, Dr. José Lourenço, Av. Rui Barbosa, entre outras. Todo cuidado é pouco, pois os bandidos são muitos e o policiamento é pouco.


LEIA E PRESTIGIE OS AUTORES BRASILEIROS:

LIVROS:

 1 - A MARGEM DA HISTÓRIA DO CEARÁ - Volume I.
Autor: Gustavo Barroso.
Reeditado em 2004 em Fortaleza.


2 - TRAÇOS DA MEMÓRIA  LAÇOS DA PROVÍNCIA –  Volume II.
Autor: Reginaldo Vasconcelos.
Editado pela Multigraf, em 1993.

3 - CRÔNICA DAS RAÍZES
Autor: Francisco Carvalho.
Editado pela Casa de José de Alencar em 1992.

4 - O PRESENTE DO PASSADO.
Autor: Antonio de Albuquerque Sousa Filho.
Editado pela Imprece, Fortaleza-CE, em 2018.

5 - EM PASSOS LENTOS, CHEGO LÁ.
Autor: Fernando Freire
Editado pela RDS Editora em 2016.

6 - TEXTOS ESCOLHIDOS.
Autor: Abílio Lourenço Martins.
Editado pela Premius Editora em 2018.

7 - 50 POEMAS ESCOLHIDOS PELO AUTOR
Autora: Juçara Valverde.
Edições Galo Branco, publicado em 2010.

8 - TARDÍACAS
Autor: José Maria Bonfim de Morais.
Editado pela Gráfica da Unifor em 2005.

9 - GOVERNO GONZAGA MOTA.
Autor: J. Ciro Saraiva.
Editado pela RDS em 2016.

10 - 30 SONETOS DA LAVRA DE UM CORDELISTA.
Autor: PAULO Fernando Torres VERAS.
Editado pela Editora do Autor em 2009.

11 - COMENSAIS
Autora: Eliane Morais Araújo.
Publicado pela Editora Gaya, em 2018.

12 - MINHAS LIÇÕES.
Autor: Filgueira Sampaio.
Publicado pela Editora do Brasil em 1958.

13 - O RESVALAR DO SONHO
Autora: Neide Azevedo Lopes.
Publicado pela Multigraf Editora (Fortaleza-CE) em 2001.

14 - PORTUGUÊS FÁCIL, FÁCIL...
Autores: J. Olímpio de S. Araújo e M. Murilo de Araújo.
Publicado pela Premius Editora em 2018.

15 - POESIA ALGUMA.
Autor: R. B. Sotero.
Publicado pela Litoral Gráfica em 2015.

ATENÇÃO!
NESTA NOITE, 5a feira, das 22 às 23 horas o PROGRAMA VICENTE ALENCAR – EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTE, pela Rádio Assunção Cearense AM 620.

Você pode nos ouvir através do Rádio, Celular, Tablet e no seu computador.

NOTÍCIA POSITIVA PARA TODOS NÓS:
Cerca de 53,07% das pessoas que foram internadas com o vírus da China no Brasil estão curadas e voltando para Casa. Espalhe notícias boas, não divulgue somente as mortes.

Os CASACAS DE URUBU
oficiais e não Oficiais, como alguns Jornalistas, infelizmente nossos colegas, noticiam somente nas suas más informações. Espalhe noticias boas nesse momento tão difícil para todos.

A MELHOR POSTAGEM DO DIA - Roger Waters (AV)



Nesta quarta-feira, a melhor postagem no Grupo de Whatsapp da ACLJ  foi encaminhada pelo confrade Adriano Vasconcelos


Adriano Vasconcelos*

A campeã é um vídeo amador, gravado aparentemente em estúdio doméstico, em que o renomado artista sônico inglês Roger Waters, um dos fundadores do grupo Pink Floyd, faz uma performance musical entre outros músicos. 

Adriano pontua que foi forçado certa vez pelas suas filhas gêmeas a acompanhá-las ao Rio de Janeiro, a fim de assistir a um show desse conjunto musical de Rock Progressivo.   



  

ARTIGO - Democracia (HE)


DEMOCRACIA
Humberto Ellery*


“A convivência de contrários”, com toda a dificuldade de parlamentar, conciliar, buscar um impossível (e até dispensável) consenso entre ideologias, doutrinas e até dogmas e intransigências conflituosas, a muitos pode parecer que a inevitável turbulência política daí decorrente se configura como uma fraqueza da Democracia. 

Esse é um engano que atormenta espíritos mais imediatistas, destrambelhados, quando é justamente o contrário. Dessa apenas aparente fraqueza é que emana a grande fortaleza do regime “do povo, pelo povo e para o povo” (Abraham Lincoln). É o que torna a Democracia “o pior dos regimes políticos, à exceção de todos os outros” (frase de Georges Clemenceau, que atribuem também a Winston S. Churchill).


A Democracia é na realidade um regime muito forte, embora não seja um Regime de Força. E isso não é apenas um jogo de palavras, nem essa diferença é tão sutil, como pode parecer à uma primeira vista. É verdadeiramente uma diferença abissal. 

Difícil mesmo é elaborar esses conceitos dentro de um cérebro baldio, em que seu usuário não consegue estabelecer um diálogo minimamente amigável entre o Tico e o Teco. Se é que me entendem.

  


COMENTÁRIO

Esse texto de Humberto Ellery me faz supor, miudamente, estar ele reconhecendo que, embora com dificuldade de elaborar intelectualmente o conceito do que seja democracia (segundo Ellery entende), a conduta do Presidente Bolsonaro, nesse embate com os demais Poderes da República e com os Governadores esquerdistas, tem sido absolutamente democrática.

Ao investir contra passeatas, contra manifestação populares, contra postagens na internet, o Congresso e o Supremo Tribunal, insidiosamente – em nome da Constituição Federal – vão dando “interpretação conforme interesses políticos" ao sacrossanto preceito da liberdade de expressão, da livre manifestação do pensamento. 

A propósito, consultaram-me no Grupo de Whatsapp da ACLJ sobre se prosperaria o Mandado de Segurança impetrado contra o Presidente da República, e a minha resposta, elaborada com didática jurídica, parece que vai ao encontro do que afirma acima Humberto Ellery:

“Não se pode falar nada sobre o tal MS sem conhecer o seu teor, ou seja, a sua fundamentação fática e jurídica.

O cabimento existe se o tema for ferimento a direito, líquido e certo, ameaçado ou violado por autoridade pública.

Resta saber se o impetrante vai conseguir configurar a existência dessa ameaça ou violação... e se o julgador terá isenção política para formar de maneira justa o seu convencimento, para conceder ou denegar.

Mas, o que se quer saber é se o Presidente Bolsonaro teria incorrido no ilícito civil que esse MS lhe imputa.

Acho que isso depende da subjetividade de quem examinar o quadro fático, porque a conduta do Presidente é ‘borderline’.

Ao apoiar pessoalmente manifestações que pedem atos de força em seu favor, contra outros Poderes da República, ele abre o flanco político para que lhe atribuam a intenção de liderar a turba que pugna por um golpe militar.

Ao mesmo tempo, por outro lado, ele conserva o discurso de que defende os preceitos democráticos, a independência e a harmonia entre os Poderes, e não teve qualquer conduta inconstitucional na sua gestão.

A questão é muito politiqueira. Temos que esperar a movimentação das peças nesse tabuleiro de xadrez .

Reginaldo Vasconcelos



terça-feira, 21 de abril de 2020

A SEGUNDA MELHOR POSTAGEM DO DIA - "Cajuína", do Caetano Veloso (AA)





Alana Alencar*

Esta é a segunda melhor postagem desta terça-feira no Grupo de Whatsapp da ACLJ, encaminhada pela confreira Alana. É uma simpática execução da canção "Cajuína", do Caetano Veloso, em clipe produzido pela Rede de Trabalhadores da Cultura, por um grupo de músicos e artistas cearenses, com a participação de um francês.    



A MELHOR POSTAGEM DO DIA - Parapente (AC) - Deus (WI)


Nesta terça-feira empataram duas postagens no Grupo de Whatsapp da ACLJ  na primeira colocação para o Oscar do melhor clipe do dia, encaminhadas pelos confrades Antonino Carvalho e Wilson Ibiapina. 





Antonino Carvalho*

A primeira delas é um vídeo da produtora JB Chandelier, encaminhada pelo Antonino, em que Jean-Baptist Chandelier faz voos de Parapente sobrevoando diversas regiões do Planeta, começando por Portugal, passando pela França, por Canoa Quebrada, no Ceará, e pela África do Sul. 






  Wilson Ibiapina*

A segunda é um comovente vídeo produzido por Meir Kay, encaminhado pelo Ibiapina, em que um garoto sai de casa dizendo à mãe que vai encontrar-se com Deus. Socializa com uma mendiga em uma praça, merenda com ela, e esta, depois, diz a outra mendiga que esteve com Deus.