quinta-feira, 7 de maio de 2020

ARTIGO - Passado e Presente (RMR)


PASSADO E PRESENTE
Rui Martinho Rodrigues*


Por vezes somos tentados a entender o presente pelo passado. March Leopold Benjamim Bloch (1866 – 1844) alerta para o perigo da idolatria das origens dos fatos, atos e enredos da marcha da humanidade.

Epidemiologistas estudam casos de surtos e de endemias tirando lições. Comparar e passado e presente é um duro desafio. Envolve as dificuldades da História Comparada e as do presente. Diferenças contextuais e de significados encobrem os precedentes. Decifrar o presente tropeça na ausência de desdobramentos e consequências que ainda não se concretizaram.

As consequências da atual pandemia ainda estão no porvir. O passado nos mostra episódios de pestes que mataram em proporção muito maior do que a de hoje. A população, porém, vivia no campo. As fazendas, em grande parte, eram autárquicas, só adquiriam querosene, sal e munição. Isso no Século XX, nos dias da “gripe espanhola”.

A agricultura e a pecuária pouco usavam insumos industriais – se é que o faziam. Não contraiam tantas dívidas juntos aos Bancos, salvo naquelas lavras que ainda seguiam o modelo da “plantation” colonial, como a monocultura do café. Recomeçar, depois da falta de mão de obra causada pela gripe espanhola, varíola ou cólera, não era tão complicado.

O mundo não era a aldeia global de Marshall McLuhan (1911 – 1980). Agentes etiológicos das doenças se propagavam lentamente. O mundo não se abatia ao mesmo tempo. Indústrias necessitadas de componentes importados, organizadas de modo complexo, dependendo de grandes investimentos, faziam parte de poucos países, ou nem existiam.

Empresas de aviação, que agora estão paradas, não existiam. A indústria aeronáutica e toda a miríade de fornecedores que gravitam em torno dela não eram importantes na maior parte do mundo. O setor automotivo era restrito, inclusive nos países desenvolvidos nos anos de 1919 e 1920, ao tempo da maior pandemia imediatamente anterior à atual. Hotéis e demais atividades turísticas não eram parte tão grande da economia.

A vida era simples. As cidades eram pequenas, não ofereciam tanto emprego no setor de transporte. A mão de obra necessária a importantes setores da economia, hoje, exige qualificação complexa, demorada, demanda um longo tempo de preparação e muito mais investimento do que no passado.

O impacto econômico das grandes pestes medievais devastou a economia de países europeus. Mas as diferenças aludidas e a expansão colonial favoreceram a recuperação. A atual dependência do mundo relativamente à China poderá levar a um esforço de reindustrialização dos países desenvolvidos, ou realocação de indústrias no México, Leste Europeu ou América Latina.

Os chineses certamente não facilitarão a saída de máquinas e equipamentos do seu território. Novas máquina precisarão ser fabricadas. Infraestruturas terão de ser providenciadas para a reindustrialização; preparação de mão de obra; investimentos. Recursos de outras áreas serão realocados. A retirada de indústrias da China poderá abalar a economia do gigante da Ásia. Uma recessão chinesa abalaria o mundo. As relações econômicas prejudicadas poderão afetar as relações diplomáticas. Nova corrida militar poderá ganhar força.

Compreender o passado é difícil. O futuro é indecifrável. Precisamos, todavia, olhar para o caminho que temos pela frente. Conjecturas permitem a elaboração de cenários necessários ao planejamento. Antevemos agora dificuldades maiores que as das pandemias pretéritas. Temos, porém, vantagem sobre os nossos avós: mais tecnologia e soluções mais rápidas.


quarta-feira, 6 de maio de 2020

CRÔNICA - Não Sou Petista (HE)

NÃO SOU PETISTA
Humberto Ellery*



Acusam-me de ser petista (ou “lulouco”), pelo simples fato de eu não ser “bolsonático”. Para utilizar um termo eufemista, diria que o pensamento “simplório” (o termo correto seria imbecil) divide o mundo político em somente dois pilares, o Lula ou o Bolsonaro (isso não é maniqueísmo, é imbecilidade mesmo).

Já disse uma vez que reduzir as opções políticas, ideológicas ou doutrinárias a apenas duas vertentes, frente à miríade de opções à nossa frente, seria como pintar o arco-íris de preto-e-branco.

Quero também deixar bem claro que até o advento do “mensalão” eu achava que o Lula era honesto. Minhas discordâncias sempre foram com o PT. Não tive propriamente uma decepção com o Lula, porque jamais esperei muita coisa do seu desempenho.

Mas me impressiona a ojeriza que os ditadores, propriamente ditos, caso do Getúlio Vargas, e os políticos ditatoriais, como o Bolsonaro, têm da Imprensa. Seus apaixonados seguidores apelam à violência contra os profissionais da Mídia, como se viu no último domingo na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

O Bolsonaro parece estar sonhando com um “golpe tipo 64” que o entronizaria no Poder, conforme li em diversas faixas conduzidas pelos “bolsonáticos” na manifestação do último domingo, fortemente apoiada pelo próprio.

Além de tudo é um tolo, pois se os Generais cederem à tentação de dar um “replay” em 64 (do que eu duvido) não colocariam um capitão destrambelhado no poder, colocariam lá um “quatro estrelas” sensato, equilibrado, inteligente, quem sabe o Mourão. O que, dadas as circunstâncias, seria um avanço!
  
Voltando à era Vargas, lembrando apenas três escândalos ligados ao Catete, tivemos o caso dos “empréstimos” do Banco do Brasil, o escândalo da Cexim em Fortaleza (que deu até samba de carnaval) e o imbróglio do jornal Última Hora, com o jornalista Samuel Wainer.

No item assassinato tivemos o Major Rubens Vaz, morto na tentativa de matarem o Carlos Lacerda,  a descoberta de todo o envolvimento do braço direito de Vargas, o Gregório Fortunato, e a abertura pela Polícia dos seus arquivos, que conduziu o Mar de Lama diretamente ao Gabinete Presidencial no Catete (aliás, a expressão “mar de lama” foi criada pelo próprio ditador). Portanto, o jornal O Globo tinha razão: O Governo Vargas era corrupto e assassino.

A propósito, recomendo a leitura do livro “A Cozinha Venenosa” da jornalista brasileira (correspondente da Folha de São Paulo na Alemanha) Sílvia Bittencourt. Depois de um intenso trabalho de pesquisa,  a professora da Universidade de Heidelberg publicou a luta destemida do jornal Münchener Post contra o nazismo e, principalmente contra o Führer, que se referia ao jornal como cozinha venenosa (tal como hoje o “Mito” se refere à  Globolixo). 

Concluindo, digo que faço críticas à Imprensa toda vez que vejo erros, exageros e até mentiras, mas é sempre melhor conviver com o barulho de uma imprensa que comete erros que o silêncio das ditaduras. Mesmo porque há a Justiça para punir crimes contra a honra,  as calúnias, as injúrias e as difamações.




COMENTÁRIOS


Sinto-me contemplada com seu artigo de Humberto Ellery. Reduzir as opções e ideias políticas a duas figuras é uma falta de visão incrível! Não sou lulista nem bolsonática. Nunca gostei de extremos. Obrigada por escrever pelos que são pensam com equilíbrio.

Karla Karenina

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O Brasil só tem a esquerda e a direita como ideologias partidárias – e faz tempo que é assim. Na esquerda há nuances, com grupos de discurso mais trabalhista, mais sindicalista, outros mais trotskistas, outros mais stalinistas. Recentemente, todos seguindo a cartilha do italiano Antonio Gramsci.

Mas não temos um partido de direita comprometido com o parlamentarismo, com o monarquismo, como o liberalismo econômico, com o catolicismo, com o nazismo que seja. Portando, não há posta no cenário essa terceira via ideológica que o Ellery sonha defender. Lula foi eleito sob a bandeira de moralizar a vida pública, contrapondo-se à velha política, representada por caciques regionais encravados em Brasília.

Seria antípoda de Paulos Malufs, de Josés Sarneys, de Jaderes Barbalhos, de Collores de Mello, de Renans Calheiros, de Romeros Jucás, de Eduardos Cunha, de Eduardos Alves, de Antônios Carlos Magalhães, de Eunícios de Oliveira – esses, dentre outros, os caciques da velha política brasileira que Lula prometia destronar – e eu cheguei a pensar que ele iria tentar e ser esmagado, porque essa turma é portentosa.

Mas Lula da Silva nem tentou. Pelo contrário, autoagnominado "Lulinha Paz e Amor", se associou a todos eles, e quando cobrado pelas esquerdas de uma agenda mais marxista, mais agrorreformista, mais revolucionária, ele mesmo alegou que faria as mudanças prometidas e esperadas, mas com calma, que não podia “dar um cavalo de pau no Titanic”.

Então ele tentou se fortalecer junto a republiquetas ditatoriais das Américas e da África,  pôs em prática uma política populista, paternalista, anarquista, gramscista, para garantir o voto do povão, enquanto, por outro lado, favorecia banqueiros e elegia os empresários considerados “campeões nacionais” (como os irmãos Batista da JBS, Eike Batista do Grupo EBX, pai e filho Odebrecht  entre outros), para a prática do capitalismo mais desvairado e mais selvagem.

Qualquer um dos políticos profissionais bem cacifados que fosse eleito à Presidência da República nas últimas eleições ia fazer a mesma coisa, todos eles de alguma maneira comprometidos com a política velha direitista, quando não com a esquerda nova gramscista, que joga milho aos pombos da pobreza, enquanto se associa às águias da corrupção e da roubalheira.

Aí as redes sociais elegeram o Bolsonaro, um sujeito meio doido, meio destrambelhado, intimorato, de origem humilde, pobre de Jó, absolutamente franco e sem notícia de desonestidades no currículo. Imbuído de patriotismo, falando em resgate da família e em restauração dos preceitos cristãos tradicionais. Então, quem não está com ele, está com o resto – sejam os lobos da velha política, sejam as raposas da esquerda torta – tanto faz. Ellery não tem por que reclamar ao ser rotulado de petista.  

Meu avô dizia que “pinto que na água suja se cria, por ela pia”. A grande imprensa brasileira, constituída por empresas concessionárias do Governo Federal, obviamente se sentiu ameaçada com o rigorismo da doutrina bolsonária, e alguns veículos mais comprometidos com a legislação fiscal, que já faziam campanha contra e apostavam na derrota eleitoral do "Mito", caiu em desgraça com o Poder Central, teve cortes nas verbas da publicidade oficial, e passou a perseguir Bolsonaro frontalmente – precisa ser um idiota desinformado para não perceber isso.        

Um homem preparado e inteligente como Ellery entender que Bolsonaro é autoritário e persegue a imprensa, quando é exatamente o contrário que acontece, é um fenômeno que pode ser explicado pelo que Rui Martinho Rodrigues chama “a cegueira dos paradigmas”. Um autoritário não respeita hierarquia, não aceita conselhos, não reconhece os próprios erros, manda prender e arrebentar, manda empastelar jornais, e não propala que se deve seguir a Constituição, como ele diz, e como ele cumpre.   

Sou jornalista e sei que um órgão de imprensa não precisa mentir para fazer mau jornalismo. Basta exagerar, selecionar e privilegiar as matérias contrárias, gastar minutos de horário nobre mostrando edifícios urbanos à noite sob a sonorização de "panelaços", só entrevistar opositores, omitir o que favoreceria, dizer as coisas com insistência, com malícia e virulência.

Gosto de exemplificar com o caso emblemático do escritor pernambucano falecido José Mauro de Vasconcelos, que, na década de 60 escreveu um livro banal, “Meu Pé de Laranja Lima”, que se tornou um best-seller – o que irritou o meio intelectual inserido na imprensa. O livro era um sucesso de vendas, e um fracasso de crítica.

Então, quando o escritor resolveu tentar uma segunda obra, que não decolou, um jornal do Rio de Janeiro, sem dizer nenhuma mentira nem articular nenhum impropério, nada que justificasse uma reprimenda judicial, publicou a seguinte manchete em letras garrafais: “JOSÉ MAURO DE VASCONCELOS ANDOU ESCREVENDO DE NOVO”.

Por fim, quando os bolsonaristas mais exaltados pregam contra o Supremo Tribunal Federal e contra o Congresso Brasileiro, fazem-no porque acreditam que essas instituições da República se excedem no legítimo exercício do poder, e dessa forma ferem a Constituição e conspurcam a democracia, ao manobrarem para prejudicar um legítimo Presidente da República – segundo entendem – e a liberdade de expressão é um preceito de mão dupla.

Portanto, se as Forças Armadas se levantassem contra o status quo republicano, o fariam em nome da constitucionalidade, como têm dito ser sua missão institucional, para restabelecer a lei e a ordem, e portanto teriam que apoiar e manter o Presidente atual, democraticamente eleito por maioria de votos, em eleições regulares e incontestes.

Reginaldo Vasconcelos        
                    


segunda-feira, 4 de maio de 2020

ACLJ - ANO 9º


EVENTO
ANIVERSÁRIO


ACADEMIA CEARENSE
DE
LITERATURA E JORNALISMO

(ACLJ)



COMPLETA O NONO ANO
DE EXISTÊNCIA


A PALAVRA DO PRESIDENTE



CONFRADES,

Nós estamos comemorando os nove anos de existência da nossa Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, que foi fundada no dia 04 de maio de 2011, tendo como Presidente o Prof. Doutor Rui Martinho Rodrigues e como Presidente do Honra o Senador Cid Carvalho.

A solenidade de instalação teve lugar no auditório da nonagenária Associação Cearense de Imprensa, prédio histórico em que nos sediamos até novembro de 2015, a convite de sua então Presidente, Ivonete Maia.

Desde dezembro de 2015 passamos a nos reunir no Palácio da Luz, acolhidos pela veneranda Academia Cearense de Letras, na pessoa do então Presidente José Augusto Bezerra, hoje nosso Membro Benemérito.

Neste espaço de tempo, além de muitas assembleias gerais, sessões da saudade, sessões eleitorais, reuniões semanais na Tenda Árabe, a ACLJ teve doze grandes realizações externas, extramuros, urbe et orbi.

Dois fóruns sobre as primeiras grandes manifestações populares no Brasil, em 2013 e em 2015; a edição de duas obras léxicas – as duas edições do Manual de Redação Profissional e o Dialeto Cearense; o lançamento da obra Eutimia, no Twitfor, ato comemorativo aos 40 anos da Unifor; dois manifestos à Presidência da República, o primeiro pela manutenção do Dnocs e o segundo pela nomeação do Reitor Cândido Albuquerque, as três edições do Sarau “Das Coisas de Dentro” e a produção do programa de TV “Um Livro Aberto”.

A nota triste é que ao longo desse período a ACLJ teve onze sentidas baixas, pois perdeu onze de seus mais ilustres integrantes, de todas as categorias acadêmicas.


Os Titulares Ivonete Maia, José Alves Fernandes, Edilmar Norões, Paulo Maria de Aragão e Roberto Martins Rodrigues, o honorário Ayrton Vasconcelos, e os Beneméritos Ivens Dias Branco, Yolanda Queiroz, Miguel Dias de Souza, Wanda Palhano e Airton Queiroz. 
     
A propósito, a numerologia considera que o número nove representa o fim de um primeiro ciclo, cumpridas as três fases de três triênios, cada um representado pelos três vértices do triângulo, significando a total realização mundana do ser, a partir da qual se adentra a etapa da espiritualidade.

Na filosofia maçônica, o nove é o princípio da criadora Luz Divina. Para os integrantes da “Sublime Instituição”, o ente novenário, pelo triplo do ternário, representa a junção do absoluto com o relativo, do abstrato com o concreto.

Para a cabala judaica, por ser o último número de um só dígito, o nove simboliza o limiar na transição para um novo patamar, para um plano mais elevado.

Tal como a inspiração antes da expiração, para a filosofia judaica, o nove representa a preparação antes do golpe, a tensão do arco antes de saída da flecha. Personifica o recolhimento, antes de se dar um novo passo. Já para a Umbanda o nove está relacionado ao amor universal.

Na Bíblia, o nove é o número dos Dons do Espírito Santo, cada um composto de três itens, e é o número dos Frutos do Espirito Santo, que são o Amor, o Gozo, a Paz, a Longanimidade, a Benignidade, a Bondade, a Fidelidade, a Mansidão e o Autocontrole.

Dito isso, ao comemorar o nosso nono aniversário, que sinaliza o fim de uma etapa e o início de outra, eu quero me congratular com todo o nosso arquipélago de acadêmicos, cada um uma ilha intelectual de beleza própria.

Mas todas elas interligadas, seja pelas rotas do afeto, seja pelas pontes da amizade. Faço votos de que na comemoração do aniversário de dez anos estejamos todos fisicamente juntos e, espiritualmente, ainda muito mais unidos.

Reginaldo Vasconcelos
           PRESIDENTE DA ACLJ    

  
Acadêmicos mais comprometidos com a ACLJ gravaram mensagens de congratulações pelo aniversário de nove anos da instituição, nas pessoas de seus integrantes.

São eles, por ordem alfabética: Adriano Vasconcelos, Alana Alencar, Aluísio Gurgel, Arnaldo Santos, Cândido Albuquerque, Edmar Santos, Geraldo Amâncio, João Pedro Gurgel, Júlio Soares, Karla Karenina, Luciara Aragão, Paulo Ximenes, Rui Martinho Rodrigues, Sávio Queiroz Costa e Vicente Alencar.       


CÂNDIDO ALBUQUERQUE
REITOR DA UFC
ELEITO
PERSONALIDADE DO ANO EM 2019
PELA ACLJ 

PAULO XIMENES
 

RUI  MARTINHO  RODRIGUES 

ARNALDO SANTOS

JOÃO PEDRO GURGEL

ADRIANO VASCONCELOS

ALUÍSIO GURGEL

ALANA ALENCAR

VICENTE ALENCAR

JÚLIO SOARES

EDMAR SANTOS

KARLA KARENINA

LUCIARA ARAGÃO

SÁVIO QUEIROZ COSTA

GERALDO AMANCIO







WEB DESIGNER
DÉCIO CARRILHO




COMENTÁRIOS

Caros confrades da ACLJ,

É com imensa alegria que recebo esse dia 04 de maio de 2020 como aniversário de nove anos de nossa Academia, a qual tive a grata oportunidade de ver nascer da cabeça e das mãos do nosso atual presidente, Reginaldo Vasconcelos, fazendo as vezes de conceptor e obstetra ao mesmo tempo. E com sucesso!

Um dos primeiros a serem convidados a ocupar uma cadeira como membro efetivo, inicialmente questionei o porquê de minha participação numa academia literária, mas ouvi de Reginaldo uma entusiasmada e convincente explicação da ideia que tinha para a ACLJ, que reuniria mestres e aprendizes promissores, grandes nomes da nossa cultura e “soldados”, cuja missão seria avançar sempre na linha de frente, buscando conquistar, envolver e cativar mais e mais simpatizantes à causa literária. Aceitei.


Por mais de três anos, naqueles belos primeiros tempos, participei ativamente das nossas reuniões e debates na Tenda Árabe. Compareci a todas as solenidades e eventos. Vi a Academia tomar forma, corpo, personalidade. Testemunhei a luta do Reginaldo, sempre amparado pelo “núcleo duro”, para manter o espírito da ACLJ vivo, lustroso, ativo como nenhuma outra academia ousou ser até então.

Sucesso!

Após nove anos de sua instalação, a ACLJ está consolidada. Muitos acontecimentos desde então contribuíram para esse amadurecimento. Lamentamos a partida de confrades e recebemos com largos sorrisos novos membros, que trouxeram sangue novo e oxigênio farto para nossos quadros.

A comunicação com a sociedade através das mídias eletrônicas se tornou mais dinâmica e eficiente, e a troca de opiniões entre boa parte de seus membros passou a ser intensa. A ACLJ encantou com eventos de grande porte e projeção no nosso meio sócio cultural, tendo como mote a paixão pela poesia e o bom gosto.

Bravo!

Após o início das atividades comerciais da Embaixada da Cachaça, fundada por mim em dezembro de 2014, passei a ter quase a totalidade do dia ocupada com ações administrativas e comerciais da casa. Todos os dias. Além das muitas preocupações nas horas vagas. Vida dura!

Desse modo, deixei a pena um tanto de lado, adiei muitos projetos pessoais, e não tenho conseguido acompanhar o dia a dia da ACLJ, como sempre fazia. O “Momento Literário” da Embaixada da Cachaça, que ocorre semanalmente desde agosto de 2018, e conta com a participação assídua de alguns confrades, diminui um pouco esse imenso fosso.

Trabalho com intensidade para organizar melhor minhas tarefas, e passar a dispor de algum tempo para voltar a sonhar, conseguindo estar mais presente na vida dessa jovem, que hoje completa seus nove anos. E na de vocês também.

Dia de festa em nossos corações, encerro com um parabéns a todos os confrades, agradecendo por participar desse fantástico grupo, e que essa data se repita ano a ano cada vez com mais brilho.

Vivas à ACLJ!

Altino Farias
Cadeira 16 da ACLJ

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Meus diletos amigos, irmãos e confrades.

Como membro correspondente desta conceituada Academia, daqui da distante cidade de Maringá-PR, quero parabenizar a ACLJ pelos seus nove anos de existência, principalmente na pessoa do Presidente Reginaldo, a quem devemos a idealização da mesma, me colocando sempre ao dispor desta e de todos acadêmicos para qualquer coisa que venham a necessitar das bandas de cá, ou seja, das plagas sulinas!!

Meu sincero carinho à ACLJ e a todos os acadêmicos que dela parte fazem !!!!

Dennis Vasconcelos

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De forma similar, como membro correspondente das plagas a meio caminho, em relação à do Dennis, agradeço a oportunidade de poder participar desse grupo muito diferente de minha realidade (até um certo ponto), ou seja, motivação para aprender, "trocar figurinhas" e de recordar coisas do tempo de nossa infância e juventude, já que as passei, em boa parte, aí na terrinha.

Enfim, chegou num momento bom de minha vida... também estou cansado de ser sempre muito mais velho do que os outros, nos grupos de que participo. Aqui estou mais em casa...

AVANTI!!

 Wagner Coelho


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Presidente Reginaldo Vasconcelos, confreiras e confrades,

Honra-me ocupar a cadeira de No. 38 (patrono Cláudio Pereira – meu saudoso amigo) da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo – ACLJ.

Ressalto o meu regozijo quando tomei posse em 2015, indicado pelo Luiz Rego, querido amigo de longas datas, a quem sou bastante grato pela oportunidade de conhecer e aprender com confreiras e confrades da mais elevada intelectualidade e caráter.

Assim, a ACLJ tem contribuído em muito na ampliação de meus conhecimentos e na consolidação do entendimento de que os grandes valores da vida se dão no convívio com pessoas de bem.

Parabéns para ACLJ pelo seu nono aniversário!

Recebam meu forte abraço! 

Totonho Laprovitera


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Parabéns à ACLJ por mais um ano de existência. À todos que fazem parte desta Academia o meu carinho, paz e bem!


Inês Mapurunga









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É com muita honra que fui acolhido pela Academia Cearense de Literatura e Jornalismo – ACLJ e de ter a oportunidade de conhecer a sua importância pela preservação da cultura literária e pelo resgate do sério, comprometido, independente e verdadeiro jornalismo.

Desejo-lhes muitos anos de existência e que continuem praticando “um português” que não se houve falar em nenhum outro lugar.

Se pudesse abraçaria e parabenizaria a cada um dos Acadêmicos, agradecendo-os por manter acesa a luz desta grandiosa instituição das artes da escrita e da leitura.

Felicito-vos, Senhor Presidente Reginaldo Vasconcelos, certo de que vocês são, também, imortais.

Ângelo Guerra

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Parabenizo a ACLJ por sua ativa dedicação à manutenção da cultura, especialmente ao resgate das noites de sarau, momentos esses de perfeita integração da arte e da cultura, das quais, honrosamente, tive o privilégio de participar.

Desejo que em breve possamos desfrutar de tais momentos de descontração e, para finalizar, o que diz William Shakespeare:

“Enquanto houver um louco, um poeta e um amante haverá sonho, amor e fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança”.

Laênia Azevedo

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A Academia Cearense de Literatura e Jornalismo exerce uma função muito importante nos tempos atuais, pois é indutora da cultura, através da valorização da arte de escrever e da linguagem humana, constituindo-se em instrumento de formação.

Sendo, por conseguinte, de grande importância celebrar seus 9 anos de trabalho, semeando o conhecimento e a verídica informação.

Parabéns a ACLJ pelo seu incrível trabalho e sua contribuição.

Liana Guerra

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É com extrema gratidão à Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, que tive a oportunidade tão vivaz de ter contato com a arte e a cultura, de uma forma rica e singela, ao mesmo tempo.

Como também, de aprender a dar valor e importância à beleza da utilização da linguagem para lapidar a imaginação de quem escreve e de quem ler.

Parabéns a Academia, desejando muitos anos de atividade e que mantenham a maravilhosa essência do saber.

Emanuel Guerra

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Parabéns a ACLJ, que desde 2011 divulga a cultura, a arte literária e as obras de inúmeros autores, e reconhece, homenageando poetas, músicos, escritores e personalidades de destaque.

Tenho uma enorme admiração por esta Academia pelo seu trabalho de divulgar a literatura e de condecorar os cearenses que mais se destacaram em cada ano.
João Paulo Guerra    



CID CARVALHO
SAÚDA A ACLJ
PELO SEU ANIVERSÁRIO
NO PROGRAMA
“DOA A QUEM DOER”


CID CARVALHO
OUVE
REGINALDO VASCONCELOS
SOBRE O ANIVERSÁRIO DA ACLJ
NO PROGRAMA
“ANTENAS E ROTATIVAS”


sábado, 2 de maio de 2020

A MELHOR POSTAGEM DO DIA - Trio Vocal Virtual (AA)


Nesta sexta-feira, a melhor postagem no Grupo de Whatsapp da ACLJ  foi encaminhada pela confreira Alana Alencar



Alana Alencar*

A postagem campeã é um excelente clipe da "Trigo!" em que três cantores brasileiros em isolamento social, cada um de seu reduto, combinam as vozes com perfeita sintonia executando um pot-pourri  de canções do repertório dos Beatles. Magistral! 


sexta-feira, 1 de maio de 2020

A MELHOR POSTAGEM DO DIA - "Let It Be" (SQC)


Nesta quinta-feira, a melhor postagem no Grupo de Whatsapp da ACLJ  foi encaminhada pelo confrade Sávio Queiroz Costa


Sávio Queiroz Costa*

A postagem campeã é um clipe da City postado pelo Sávio em que um jovem casal de artistas sônicos canta (e se acompanha ao piano), a famosa canção "Let It Be", do Beatle Paul MacCartney, diante de uma plateia refinada, em que se identificam várias personalidades do mundo artístico internacional, inclusive o autor da música.

A música tem letra de grande poder motivacional, pois na verdade é uma prece a "Mãe Maria" (Mother Mary)  expressão pela qual os anglófonos se referem a "Nossa Senhora".