sexta-feira, 13 de junho de 2025

ARTIGO - Mais Vida Para o Fernando Mesquita! (CMA)

 MAIS VIDA PARA
O FERNANDO MESQUITA!
Cristiana Medeiros Aguiar*

 

  

Somente quando de tudo desesperamos é que a esperança começa a ser verdadeira força. (GILBERT KEITH CHESTERTON, escritor grãobritano. Kesington – Londres – UK – 29.05.1834; Beaconsfield (UK), 14.06.1936).


                     

Em 12 de junho de 2025, escrevi assim, no grupo de Watsaap (“Mesquitas”) que acompanha a extensa internação do médico-cirurgião cardíaco Fernando Antônio Mesquita, meu cunhado, no Hospital Regional da UNIMED, em Fortaleza, com doença cerebral de múltipla e imensa gravidade, quando seus parentes próximos o visitam e oram, constantemente, a Deus, a Sua Mãe e aos santos pela sua recuperação: 

– A gente acorda e vai direto para as notícias, na esperança de que a vida continue dando sinais de sua sacralidade; e ela dá, de um jeito ou de outro, ou que seja nos indicando que somos fortes no amor...

Acredito que, mesmo nesta Via Crucis, Fernando respira e se nutre nesta rede de afetos e cuidados que atravessa cada detalhe da sua luta.


Fernando Antônio Campos de Mesquita com Nenê, sua esposa e minha irmã.

Deus vai agindo, cuidando de soprar sobre nossos machucados e pondo-nos no colo, quando o desalento toma lugar. 

Prossigamos. A fé nos concede chão e o amor por Fernando vai costurando todas as coisas... 

Eis que um irmão dele (J.V.M) transpôs para o formato de soneto decassilábico lusitano o mencionado manifesto em português-prosa: 


Na esperança de grata novidade,
De que o viver restou sacralizado,
Pleno, desperta-se com ansiedade
De sob o amor seguir virtualizado.
 
A uma Via Crucis pespegado,
Por Divinal compulsoriedade,
Mesmo o Fernando hospitalizado,
Terá a remição desta Vontade.
 
Ao soprar Deus nos nossos machucados,
Ele age e acolhe em seu regaço
Quem ora é desjungido do abraço.
 
Quando se fortalecem tais cuidados,
E a fé se alteia em prol dos deserdados,
Eis que o Senhor cinge outra vez o laço... 

 

Hoje, 13.06.2025, me louvo na oportunidade a fim de expressar a noção de que minha fé vacila muito, quando quero entender ou explicar o que nos acontece, mas há uma certeza em mim, com a qual não discuto, nem sei de onde vem: estamos TODOS no colo de Deus! Não há distrações dEle quanto a nos amar e querer que sejamos cheios de graças. 

Nossa condição perecível e frágil de humanos nos deixa ante as contingências de estarmos no mundo e perpassados por ele. De tal sorte, somos suscetíveis. Os “acidentes” não assinalam a vontade de Deus. São permissões e, ainda assim, Ele supre e cuida. 

Essa rede de afetos e zelo que nos costura em torno do Fernando Mesquita faz parte dos unguentos que o Senhor derrama sobre as nossas dores. Estamos juntos. E cursa muito amor nestas doridas situações... 

Que viva mais o Dr. Fernando Antônio Mesquita!



 

quarta-feira, 11 de junho de 2025

CRÔNICA - Busão da Vida (TL)

 

INSTAGRAN - ACLJ - 15ª Assembleia Aniversária




https://www.instagram.com/reel/DKr9QmpM74k/?igsh=ZHJocndvZjNvcDdn 

ARTIGO - Acerca do Soneto Verdade e Razão (APMR)

 Acerca do Soneto
Verdade e Razão
Ana Paula de Medeiros Ribeiro*

                                                                          

 

Manda a perfeita razão que evitemos os extremos e sejamos sensatos e sóbrios. JEAN BAPTISTE POQUELIN, dito MOLIÈRE, dramaturgo e ator. (Paris, 15.01.1622; 17.02.1673).


Não é possível ensinar a verdade àqueles cujos pensamentos são mesquinhos. FRIEDRICH WILHELM NIETZSCHE, intelectual prussiano multiface (Röcken, Lützen, 15.10.1844; Weimar, 25.08.1900.

 

 Verdade e Razão

Certas tuberculoses das ideias
Semelham à sífilis do raciocínio,
Conforme as quais têm curso panaceias
Contra o mal afrontando o tirocínio.
 
Inverdadeiro, pérfido escrutínio,
Irracional – desrazões giganteias –
Onde, ufano e vencido, o predomínio
Remanesce ao viso das plateias.
 
Ser sábio e sóbrio ao senso do seu siso
Compreende Molière que é preciso;
Notar, com exatidão, todos os Zeus.
 
Mesquinho é abjurar verdade em Freud,
E, mais, nos transmutar em debiloide,
Negaceando as dicções de Deus!

 

O belo texto, assinado pelo mestre Vianney Mesquita, poeta e escritor palmaciano, é um soneto composto por versos decassilábicos e rimas consonantes. O estilo é elevado, reflexivo e contundente, recorrendo à erudição, à crítica intelectual e ao resgate de figuras centrais do pensamento ocidental. Há pitadas de ironia na maneira como o autor denuncia falsos raciocínios e a negação da verdade em tempos de irracionalidade. 

Desde o título, Verdade e Razão, já se antecipa que o conteúdo do poema trata da lógica, da procura pela verdade e dos princípios da racionalidade. Ao percorrer a trilha argumentativa contida nos catorze versos, percebemos uma linguagem fortemente erudita, ao estilo inconfundível de Sir Vianney. Destacam-se, além das riquíssimas construções linguísticas, duas analogias interessantes: “tuberculose das ideias” e “sífilis do raciocínio”. Aqui o autor se vale de termos que descrevem patologias graves e os transfere, de modo metafórico, para o terreno do pensamento, sugerindo que ideias lógicas doentes comprometem a sanidade intelectual. 

Vianney Mesquita denuncia que as construções corrompidas ganham corpo, espaço e até simpatia das plateias. O poeta, contudo, evocando Molière, assevera que é preciso ser sábio e sóbrio. O poema conclui com uma crítica vigorosa à recusa da Psicanálise (representada pela menção a Sigmund Freud) e, sobretudo, à negação da Verdade Divina, o que, em sua visão, conduz à decadência moral e intelectual. 

Verdade e Razão é um texto que nos leva a refletir sobre a atualidade, especialmente nestes tempos nos quais assistimos à degradação do pensamento racional, à relativização do conhecimento e à banalização da verdade. Com precisão, elegância e crítica, Vianney Mesquita reafirma, neste soneto, a importância de cultivar o pensamento lúcido, o espírito analítico e o compromisso com a verdade, valores que, infelizmente, se tornam cada vez mais raros.

 

sábado, 7 de junho de 2025

VÍDEOS - Alexandre Garcia

ARREBÓIS E PLENILÚNIOS

VÍDEOS DE ALEXANDRE GARCIA 



NOTAS SOBRE O LIVRO

ATUALIZAÇÕES, CORREÇÕES, DESDOBRAMENTOS

– 2025 –

Alexandre Garcia

O jornalista Alexandre Garcia recebeu um exemplar da minha autobiografia e comentou algumas coincidências entre fatos nela registrados e detalhes da sua própria história. 

Não só porque livros de memórias sejam todos, entre si, variações sobre o mesmo tema: as miudezas pueris, as lutas da juventude, os louros da maturidade; a ciência da vida é uma somente.” (VASCONCELOS. Reginaldo. Traços da Memória – Laços da Província. 2ª Edição. RDS Editora. Fortaleza. 1993). 

A mais importante dessas coincidências, a estreita amizade que, como o autor das memórias, ele manteve com o também jornalista e depois político Paulo Alberto Moretzonh Monteiro de Barros, o saudoso Artur da Távola (Pag. 165). 

Uma outra casualidade interessante: o primeiro livro lido pelo autor na sua infância, sobre as viagens de Marco Polo (Pag. 160), também foi lido por Alexandre Garcia na infância, ambos recebidos de presente. 

A referência à camionete Studebaker que o pai deste memorialista possuiu (Pag.77) trouxe a Alexandre Garcia a lembrança do automóvel dessa mesma marca que ele teve no passado, em 1950, o modelo sedan de aspecto aeronáutico.

 

Lembrou-se também de outro veículo, a picape igual àquela referida, em que se teria acidentado fatalmente um parente seu, cujo filho, Bernardo, instalou um museu da marca, na cidade do Chile em que vive, Osorno, com 132 modelos diferentes de Studebakers – o Automoseo Moncopolli – um memorial ao pai falecido. 

Sávio Queiroz Costa

O marchand e antiquário Sávio Queiroz Costa, sobrinho do grande empresário cearense falecido, Edson Queiroz, filho de uma irmã deste, Wanda (que era o seu braço direito nos negócios), é ele um membro destacado da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, presente e frequente a todos os eventos da Entidade, inclusive integrante do seu núcleo diretivo, a Arcádia Alencarina, e um de seus generosos contribuintes financeiros.

Ele foi citado na obra biográfica como tendo renunciado à sua cadeira acadêmica e se tendo demitido da instituição cultural (Pág. 202), evasão pessoal que, afinal, não ocorrera. 

Intelectual excêntrico, ousado gozador, ele fez entender no grupo de Whatsapp da ACLJ sua auto exclusão da Confraria, certamente, mutatis mutandis, na linha daqueles que anunciam falsamente sua morte para assistirem ao próprio féretro e confirmarem ser amados. 

Esclarecida a facécia, o fato marcou a crônica anedótica desse conspícuo silogeu, bem como dotou de contornos dramatúrgicos a obra, que também é documentária e jornalística. 

Carla Canella 

Enviei à Carla, residente em Minas Gerais, um exemplar da obra biográfica, em que sua família é referida, e ela, principalmente, é citada como aquela que recebeu uma das aliancinhas matrimoniais trocadas pelos nossos pais quando nascemos (Pag. 79). Ela informou que a pequena peça pendente da corrente de ouro que usava no pescoço foi objeto de roubo há alguns anos.

A observação que ela faz quanto ao texto do livro é de que os seus avós paternos eram homônimos, mas não exatamente, porque ele era Giulio e ela era Julia, portanto os seus antropônimos era homófonos, mas não homógrafos. 

Ainda detalha que Dona Julia, filha de italianos, nascera no Brasil, criara-se na Itália, onde casou-se, voltando depois a viver para sempre no nosso País com o marido e a família. Fica aqui a correção. 

Erratas 

A propósito, a outra errata que cabe registrar é quanto à palavra “Graça”, da página 15, que passou como a graça de Deus ou a Graça mulher, ou a graça do riso, mas na verdade se quis escrever a homófona “grassa”, conjugação do verbo “grassar” – espalhar-se, impor-se, prevalecer. 

Aliás, por ter passado por duas gráficas e dois diagramadores diferentes após a revisão, o sumário da obra também tem incorreções. Como diz o provérbio, o “cavalo que tem dois donos passa fome”, porque um dono sempre espera que o outro dono o alimente. 

Atualizações 

Após a edição da obra, ou logo antes, sem tempo hábil para registro, ingressaram na dignidade de Membros Beneméritos da ACLJ, em maio deste ano, o ex-governador do Estado do Ceará, Luiz de Gonzaga Fonseca Mota, e o empresário José Carlos Pontes. 





Em 04 de setembro, na 8ª Reunião da Arcádia Alencarina, na sede do clube Náutico Atlético Cearense, a ACLJ promoveu o seu 4ª Sarau.

Na 8ª Reunião da Arcádia Alencarina tomou posse na quadraginta numerati da ACLJ o moto-explorador Francisco José Cavalcanti Façanha, o Bozoka, que um mês depois foi sublimado à dignidade de Membro Honorário, a pedido dele, por conveniência sua, o primeiro caso nos anais da Instituição.

O autor desta obra Arrebóis e Plenilúnios, em 17 de outubro, foi informado de que está sendo alvo do processo eleitoral para a vaga do arquivista documental Nirez, aberta por motivo aposentário, no Instituto do Ceará  – Histórico, Geográfico e antropológico,  a mais antiga instituição cultural do Estado, instalado no Palacete Jeremias Arruda, no Centro de Fortaleza, proposto pelos sócios José Augusto Bezerra, Lúcio Gonçalo de Alcântara e Osmar Maia Diógenes.


A ACLJ, por um grupo de integrantes, Reginaldo Vasconcelos, Arnaldo Santos, Roberto Bomfim e Vianney Mesquita, recebeu a tarefa de produzir, em livro e em vídeo-documentário, a história da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), que em 2026 completará 55 anos.

O principal modelo fotográfico feminino do autor das memórias foi a bela Shalimar, fotografada para o TC Dimensão, suplemento do hoje extinto jornal Tribuna do Ceará, no final da década de 70, nas dunas da Praia do Futuro, cujas fotos foram denominadas Areias” e "Xale", pelo artista plástico Mino Castelo Branco. Essa omissão foi reclamada por leitores, e aqui nós a suprimos.




Na noite de 28 de outubro de 2025 a ACLJ recebeu, em reunião informal no espaço denominado Tenda Árabe, o confrade Luiz de Moraes Rego Filho, residente no Rio de Janeiro, posfaciador desta obra.


QUADRAGINTA NUMERATI








PAINEL


MÚSICAS


Ode Alencarina (HINO DA ACLJ) Música de Descartes Gadelha e Inês Mapurunga  Letra de Paulo Ximenes e Reginaldo Vasconcelos  Arranjo do Capitão Henrique Lopes (23 BC)  Execução instrumental e vocal da Banda de Música da 10ª RM. 





Cântico Acelejano (CANÇÃO DA ACADEMIA) Música de Evaldo Gouveia  Letra de Reginaldo Vasconcelo  Arranjo de Poty Fontenele  Interpreta de César Barreto.




BRINDE DA REUNIÃO DE FIM DE ANO DA ACLJ


FOTO OFICIAL DA ASSEMBLEIA GERAL DE FIM DE ANO DE 2025



sexta-feira, 6 de junho de 2025

NOTA ACADÊMICA - Alexandre Garcia (RV)

ALEXANDRE GARCIA
Reginaldo Vasconcelos*


Como todo jornalista brasileiro, acompanho o trabalho do gaúcho Alexandre Garcia há muitos anos, desde quando ele foi porta-voz da Presidência da República, ainda jovem, depois diretor de jornalismo da TV Globo.

Sempre muito correto e muito preciso, enfrentando os revezes a que os homens de imprensa se expõem – e que terminam por promovê-los na carreira, como as cicatrizes na face que atestavam a bravura e credenciavam os grandes guerreiros infantes, da antiguidade ao medievo. 



Até que o cearense Wilson Ibiapina, que também trabalhou na Rede Globo, então membro titular da ACLJ, propôs o nome do Alexandre Garcia, ex-colega de trabalho e velho amigo seu, para a dignidade de Membro Honorário da nossa Academia. 

Alexandre recebeu em Brasília as “armas e brasões assinalados” do ateneu cearense, das mãos da confreira Liana Ximenes Lessa, que lá reside, emissária de seu pai, o saudoso poeta Paulo Ximenes, um dos membros fundadores da Entidade, a quem ela sucedeu.

A presença desse baluarte da imprensa nacional, um dos últimos bastiões do jornalismo genuíno – isento, independente, corajoso – dotou a nossa irmandade jornalística de um importante laurel, elevando para o âmbito nacional o seu nível de credibilidade como entidade de classe.


Advogado que sou, para minha honra e júbilo, Alexandre me fez seu consultor jurídico informal, para o embasamento técnico de seus comentários jornalísticos, até que ele nos contemplou em sua coluna com um comentário que fiz sobre o marxismo na Igreja.



Então constatamos o alcance estupendo da sua crônica diária na Internet, pela quantidade de mensagens de louvor e cumprimentos que recebemos de todo o Brasil, por termos sido citados pelo grande Alexandre Garcia.

Trata-se do mais respeitado veterano da mídia nacional, que nos honra sobremaneira, inclusive como legado valioso do nosso saudoso confrade Wilson Ibiapina – “Piaba” para os íntimos, “Ibia” para mim  cuja memória reverenciamos e exaltamos.