NÃO HÁ CIVILIZAÇÃO
SEM MINERAÇÃO
Carlos Rubens Alencar*
Em um planeta onde só 11% da superfície é útil, minerais sustentam energia, tecnologia e a própria vida. E ninguém fala sobre isso.
Acordei esta semana pensando em Galileu Galilei e o reconhecimento da ignorância.
Desde que as redes sociais foram criadas, a informação mudou. O empobrecimento dos conceitos é visível. Munidos de um “brinquedinho” na mão, todos acham que podem tudo. Alguns, como Tristan Harris, já se arrependeram. Difundir opiniões sem base científica virou um clique. E audiência não falta.
Há quem, captando o momento, vire influenciador. É uma nova profissão.
Nosso planeta orbita o Sol, move-se com a galáxia e nunca retorna ao mesmo ponto do espaço. As alterações do polo magnético produzem transformações na atmosfera e no clima.
O desenvolvimento humano, desde os primórdios, sempre esteve ligado à energia. Nunca o mundo dependeu tanto dela.
E é aqui que ocorre uma grave desinformação: sustentabilidade e desenvolvimento dependem de minerais. O planeta tem 510 milhões de km², mas dois terços são mar. Excluídas as áreas geladas, desertos como Saara e Atacama, florestas como a Amazônica e as áreas urbanas, sobram 60 milhões de km² úteis. É nessa fração que estão os minerais que sustentam a civilização e a própria vida. Não há vida sem mineração.
Enfim, tomei café, fui à janela e lembrei do
Esteves da Tabacaria e da “ilusão do conhecimento”. A verdadeira inteligência
traz humildade de saber que há sempre mais a aprender, enquanto o orgulho cega.

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