


Além dos parentes mais próximos, compareceram colegas militares do morto, que
fizeram discursos, bem como alunos da academia de artes marciais que ele
fundou, vergando seus quimonos, os quais fizeram uma saudação ritual aos seus
despojos, ao modo japonês.


Os três mais novos de seus sete filhos – um oficial do Exército, outro da
Aeronáutica, e uma moça aluna do Colégio Militar de Fortaleza foram incumbidos
de espargir ao vento, sobre as ondas, o precioso conteúdo da urna funerária.
Jorge Leandro, filho de ex-combatente na Segunda Grande Guerra, mestiço de
índios maranhenses, passou toda a infância na Praia de Iracema, onde
desenvolveu uma compleição física excepcional, que lhe permitia saltar do velho
píer que adentra o oceano, a chamada “Ponte Velha”, para vadiar como um peixe
pela enseada Mucuripe, tornando-se um mito naquele bairro, fosse como nadador,
fosse como exímio lutador desportivo de artes marciais.
A
ACLJ esteve presente nas pessoas de dois de seus membros: o poeta Paulo Ximenes,
que declamou um poema temático sobre a pessoa ali pranteada e o lugar da sua
infância, e o cronista Reginaldo Vasconcelos, que, por seu turno, no mesmo
sentido, apresentou em prosa a sua homenagem.
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