quarta-feira, 22 de novembro de 2017

NOTA JORNALÍSTICA - Observatório (19.11.17)


PROGRAMA OBSERVATÓRIO

A edição deste domingo, 19 de novembro, do Programa Observatório, do jornalista Arnaldo Santos, recebeu os juristas Roberto Martins Rodrigues, Djalma Pinto e Rui Martinho Rodrigues.

O tema do debate foi o conceito modernoso do "politicamente correto", que vem se tornando "juridicamente incorreto" quando cada vez mais procura tolher as liberdades individuais e o direito de expressão, através de um intolerável patrulhamento ideológico, em nome de uma pedagogia excessivamente protetiva dos caprichos e da sensibilidade exacerbada das ditas minorias sociais.
  
Roberto Martins Rodrigues, advogado e professor, é um renomado constitucionalista, que já foi Presidente da OAB cearense por mais de uma mandato. Compõe a banca de advogados liderada pelo Dr. Cândido Albuquerque, sendo um importante jurisconsulto em face de seu notório saber jurídico e de sua longa experiência.

Djalma Pinto, advogado, doutrinador na área do Direito, ex-Secretário de Justiça do Estado, Membro Titular da ACLJ, é especialista em Direito Constitucional e em Direito Eleitoral, com uma extensa obra editorial e um grande histórico de palestras proferidas em todo o Brasil.



O Prof. Rui Martinho Rodrigues, advogado e sociólogo, professor de História Política da UFC, Presidente Emérito da ACLJ, é acurado observador da vida brasileira, do ponto de vista histórico e teleológico, presenta análises minuciosas das tendências políticas no País.  


O Observatório, apresentado pelo Jornalista e Sociólogo Arnaldo Santos, vai ao ar todos os domingos, pela TV Fortaleza, canal 6 da Multipay, às 23 horas, com reprises às segundas e sexta-feiras, às 22 horas.




ASSISTA AO PROGRAMA PELO YOUTUBE







segunda-feira, 20 de novembro de 2017

HOMENAGEM - Dia da Consciência Negra (RV)


VIGOR MESTIÇO
 Reginaldo Vasconcelos*




Thiena Vasconcelos, de avô materno cafuzo e bisavô preto, presta homenagem às suas origens núbias, no 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, pintando a metade do rosto com a cor melânia da pela africana. 

Há 517 anos, três povos foram convocados pela História para construir esta Nação, e cada um participou da maneira que as condições antropológicas de então permitiam a cada um. 

Um Portugal ameaçado e pobre, ameríndios tecnologicamente isolados, africanos escravizados por ódios étinicos em sua África sofrida, até hoje uma das regiões do mundo de maior pobreza e iniquidade.  

Nesse processo, superados os sofrimentos que a fatalidade histórica impôs aos mártires da raça no passado, os negros brasileiros de hoje não são vítimas, nem são coitados. 

Representam os que contribuíram para o país que se tem hoje, enriquecendo a sua economia e principalmente a sua tessitura cultural. Com a plena integração social e a miscigenação intensa da atual e das futuras gerações, um dia o fenótipo brasileiro será pacífico, mediano, indistinto, único.         

  

Esse é o espírito do nosso Maracatu Pintado, que o ranço do politicamente correto”, por influência da violenta luta racial norte-americana, que não nos diz respeito, vem querendo desvirtuar.



CRÔNICA - Guimarães Rosa (WI)


Guimarães Rosa escreveu sobre o sertÃo que ele
não conheceu
Wilson Ibiapina*


O mais importante escritor mineiro, Guimarães Rosa morreu em 19 de novembro de 1967. Faz meio século. Ele ficou famoso usando a linguagem do matuto mineiro, descrevendo, em Sagarana, o bate-papo entre os bois Brabagato, Brilhante, Buscapé, Canindé, Capitão, Dansador, Namorado, Realejo e Rodapião.

Meu amigo Adriano Lafetá, conterrâneo de Guimarães, conta que na Gruta de Maquiné, no município mineiro de Cordisburgo, terra do grande escritor, essa formação fantasmagórica brota das rochas. O jornalista, ao visitar a região, fez foto, em fevereiro, lembrando-se dos bois do Rosa. Mas ficou em dúvida “Ou esta é só mais uma conversa pra boi dormir?”.

No rádio do carro ouvi na CBN uma reportagem sobre os 50 anos da morte de Rosa e fiquei surpreso quando o narrador informou que ele escreveu sobre os sertões sendo nunca ter pisado lá. E é sua filha, Vilma Guimarães Rosa, também escritora, que revela esse mistério da obra do pai que traz marcas claras de história de sua família.

Veja o depoimento da filha Vilma que a CBN colocou no ar: “Ele escreveu Grandes Sertão Veredas em Paris. Uma vez eu perguntei a ele o porquê daquilo e se ele conhecia o sertão. Ele respondeu que não conhecia, mas que ele escreveria sobre um ‘sertão metafísico’. Quem ajudou muito foi o pai dele, meu avô, que mandava a ele cartas lindas, detalhando o dia a dia das pessoas do sertão e da terra”.

Esse depoimento só enobrece a história desse importante membro da Academia Brasileira de Letras. Na mesma reportagem, o presidente da ABL, Domício Proença Filho, diz que os contos, novelas e poemas que o diplomata e médico Guimarães Rosa deixou só confere a ele uma das obras mais completas da nossa literatura. Alguns mistérios sobre Guimarães continuarão pra sempre no ar.



ARTIGO - Ortodoxia e Democracia (RMR)


ORTODOXIA E DEMOCRACIA
Rui Martinho Rodrigues*


O Renascimento coincidiu com o desmoronamento da escolástica, que causou uma orfandade paradigmática. Houve então uma explosão de tendências as mais diversas, desde de místicos como Nostradamus (1503 – 1566) até cientistas como Galileu (1564 – 1642). A pós-modernidade, com o relativismo, invocando equivocadamente as físicas relativista e quântica, deslumbrada com o perspectivismo do sujeito cognoscente, como se a objetividade fosse impossível, destruiu todas as referências, valendo-se do relativismo cultural, cognitivo e axiológico. 

A antimetodologia e a dialética, esta “senhora de costumes cognoscitivos fáceis” (Lucio Colletti, 1924 – 2001), deram ares de validade às incoerências. Quem não quer pagar juros se permite defender o endividamento crescente; quem é contra pagar a dívida pública se permite defender déficits crescentes. A previdência, em 1988, absorvia 2,5% do PIB; em 2014 devorou 7,5%; hoje abocanha muito mais. Quantas vezes ainda poderemos multiplicar tal despesa? “Mas se não desvincularmos diversos tributos da previdência as contas fecham” (por enquanto). Isso é apenas transferência do déficit, da contabilidade da previdência para a contabilidade geral da União, e não poderá prolongar-se indefinidamente.

A desorientação e a anomia assim cultivadas encontram no hedonismo uma forma de escapismo. Consumidores de drogas ilícitas financiam o crime, mas fazem discurso moralista no campo político e social. O sujo radicaliza a cobrança moral contra o outro. A nova ortodoxia paradoxal reivindica tolerância para os transgressores da lei e dos valores tradicionais, mas é intolerante com quem não se rende aos “novos gestores da moral”. O valor do outro é preconceito ou fobia.

O direito à intimidade, à privacidade e ao segredo (art. 5, inc. X, da CF/88) é massacrado. Uma conversa privada é publicada sem autorização do interessado; uma frase irrefletida é criminalizada (caso William Waack). Delito de opinião! Preconceito não é crime se for apenas ideia ou sentimento. Não há injúria sem pessoa injuriada, que no caso não soube do fato. Palavras proferidas privadamente, ainda que preconceituosas, não constituem crime. Criminoso é quem divulga a intimidade alheia.

Progressivamente eliminávamos os preconceitos. Já não existem igrejas só para pretos, que já não são barrados no Itamaraty ou na oficialidade da Marinha. A miscigenação generalizada mitigou a discriminação. A intolerância “politicamente correta” é vontade de potência e ressentimento (Nietzsche (1844 – 1900); e de parentar virtude (Maquiavel 1469 – 1527). Relativismo cultural e cognitivo produziram o paradoxo da ortodoxia seletivamente permissiva, do puritanismo devasso e dos pseudodemocratas agressivos e intolerantes. Os mais letrados são os mais desorientados, vítimas dos sofismas de pensadores, em geral de conduta desabonadora (Paul Johnson, “Os intelectuais”).





POEMA - Perpetuidade (CF)


PERPETUIDADE
Concita Farias*



A árvore floresce
E a flor fenece
Com toda dignidade,
Firme no seu lugar.


Depois, nada mais importa,
Se o vento leva,
Se cai no chão...
Enquanto viveu,
Foi bela e firme,
Deu semente


E assim, depois de morta,
Segue em frente...




domingo, 19 de novembro de 2017

ARTIGO - Ex-Libres (JAB)


EX-LÍBRIS
A MARCA DE PROPRIEDADE
DO LIVRO

CONSIDERAÇÕES

José Augusto Bezerra*

Essas duas palavras de origem latina significam em português “dos livros de” ou “pertencentes a”. Representam, por assim dizer, uma variante da assinatura pessoal do proprietário. 

O ex-líbris é pouco conhecido até entre pessoas cultas, dentre intelectuais, bibliófilos e livreiros, o que é intrigante, pois está intimamente ligado à vida do livro, fonte de ilustração e saber.

Tomando como base os melhores estudos, deixaremos algumas ponderações sobre essas obras-primas miniaturais, que, quando coladas no livro, representam um pouco da alma de quem representam.



ACESSE O ÍNTEGRA DO TEXTO 
ACIONANDO O LINK ABAIXO


https://drive.google.com/file/d/1ruUpW1A_n0XmlERjKwx5W5utleOv5O1X/view?usp=sharing

sábado, 18 de novembro de 2017

NOTA ACADÊMICA - Navegar é Preciso


 ACLJ
NAVEGAR É PRECISO


A ACLJ realizará a sua última Assembleia Geral Ordinária deste ano na próxima quinta-feira, dia 23, no Espaço Edilmar Norões do Iate Clube de Fortaleza, a convite de seu Diretor de Arte e Cultura, o confrade Totonho Laprovitera.

Todos os acadêmicos estão convocados a participar da Assembleia, bem como convidados todos os amigos da ACLJ.

O evento terá início no final da tarde, às 17:00h, proporcionando aos acadêmicos e seus convidados um belíssimo por do sol, no cenário marinho do aprazível Iate Clube.


Durante a solenidade tomará posse na Cadeira de nº 29 a poetisa Alana Girão de Alencar, advogada e psicanalista, proposta pela acadêmica Karla Karenina e eleita pela Decúria Diretiva.

Ascenderão ainda à titularidade, na mesma oportunidade, quatro Membros Honorários da ACLJ, os quais sucederão os fundadores das respectivas cadeiras, sublimados à dignidade honorífica no último Census ad Lustrum, em 04 de maio de 2016.


Os novos titulares são Totonho Laprovitera, Humberto Ellery, João Pedro Gurgel e Manfredo Cássio Borges.     


HABEMUS HOMINEM

Há ainda uma AGE prevista para o mês de dezembro, com data ainda não definida, em que se fará a outorga do título de “Homem do Ano no Ceará em 2017”, cuja eleição está em curso, e ainda se espera a fumaça branca pela chaminé do Palácio da Luz. 


O detentor dessa comenda no ano de 2016 foi e empresário Beto Studart, pelo seu excelente desempenho à frente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).


NULLA DIES SINE LINEA


Já na noite do dia 24, sexta-feira, Alana Girão de Alencar estará lançando um livro de poemas, intitulado Detalhes da Alma de Alguém, no Centro Cultural Belchior, na Praia de Iracema.










No dia 28, terça-feira da próxima semana, o Engenheiro Cássio Borges lança a 2ª Edição, revista e ampliada, do livro A Face Oculta da Barragem Castanhão.



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ARTIGO - A Respeito de Comunicação (VA)


A RESPEITO 
DE COMUNICAÇÃO
Vicente Alencar*




O Rádio brasileiro iniciou suas atividades no já distante ano de 1922, no Rio de Janeiro, depois se espalhando por todo o País, e a nossa imprensa começou com o “Correio Braziliense” (com Z), impresso em Londres e distribuído no Brasil, ainda no tempo do Império.

O termo "comunicação" é relativamente novo, pois tudo o que se dizia ou publicava desde então era por conta da “imprensa”, atualmente chamada de “mídia” – palavra  que remete ao latim “media”, ou seja, meios intermediários de comunicação.

A comunicação – como se diz, desde os anos sessenta – ou imprensa, como se disse sempre – é algo que com qualquer denominação nunca morrerá. É algo de suma importância, principalmente quando é correta e objetiva, dentre outros predicados.

Existem termos dentro do universo da comunicação que não deveriam ser empregados, para que não sejam ensinados ao público termos errôneos.

Por exemplo, quando um repórter, um narrador esportivo, um comentarista, enfim, qualquer pessoa que milite no âmbito do jornalismo especializado em futebol afirma que “o time está perdendo e precisa correr atrás do prejuízo”, ele está pronunciando uma oração incongruente, fora de tempo, solta no espaço.

Ninguém corre atrás de prejuízos? Corretamente falando, quem quer que seja, “deve correr para evitar ou compensar um prejuízo”. É apenas uma questão de prestar atenção no que se está falando, simples e fácil.

Gerações aprenderam durante o antigo e já fora de moda “curso primário”, que seguia do primeiro ao quarto ano, fechando o círculo com o famoso “exame de admissão” ao Ginásio (que também já não existe) que, comunicar-se é falar correto, é escrever certo. Aprendiam ainda a apresentar-se em família e em sociedade sempre bem vestidos, mesmo sem ostentação, limpos e bem arrumados, ou seja, com a indumentária e os cabelos em ordem.

Lamentavelmente, muitas das lições daquela época estão hoje esquecidas. Comunicar-se bem começa cedo, quando crianças e adultos podem utilizar-se de termos que convencionamos chamar de “palavras mágicas”: “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”, “com licença”, “muito obrigado”, “a senhora concorda?”, “o senhor permite?”, e muitas outras que a instrução atual pouco valoriza.

Comunicar-se é procurar se fazer entender da melhor maneira possível, com clareza, sem rodeios, sem palavras rebuscadas, mas mostrando a simplicidade natural do dia a dia. Numa simples informação, por exemplo: "O Senhor pode me informar se a Rua Professor Pessoa se localiza neste bairro?". E por aí vai.


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

ARTIGO - Radicais e Moderados (RMR)


RADICAIS E MODERADOS
Rui Martinho Rodrigues*



O mundo parece enveredar pela radicalização. Nacionalismo, separatismos, racismos e fundamentalismos estão associados ao processo de exaltação de ânimos na Europa, nos EUA e em toda parte.

As redes sociais, os fluxos migratórios, choque cultural e de civilizações, a indigestão de informações diluviais, crises, guerras ou iminência de guerras e terrorismo; ao lado de uma transparência que destruiu líderes, partidos e abalou doutrinas são, ao mesmo tempo, causa e efeito da intolerância crescente.

A expansão do interesse público ganhou ares de legitimidade, reforçando o controle da vida privada, com o Direito Civil sofrendo metamorfose em Direito Público. Só falta obrigar o cidadão a fazer dieta, caminhar e usar preservativo.

Profundas e súbitas transformações culturais, alcançando os maiores, causam violento choque entre os valores do povo e os pretensos novos gestores da moral, que presumindo-se “politicamente corretos” pretendem impor novas referências, tornando-as oficiais ou oficiosas, impondo leis ou exercendo enorme pressão social. Radicais ganham. Moderados perdem.

No Brasil a radicalização está em curso. A ilusão de que somos um povo conciliador desapareceu. É importante analisar ideias, conjunturas e estruturas, mas há momentos em que é preciso fulanizar, porque a ação social é conduzida por pessoas. Não há história sem sujeito.

Multiplicam-se os candidatos havidos como moderados. Luciano Huck, Geraldo Alkmin, João Dória, Marina Silva, Henrique Meirelles e tantos outros disputam o espaço assim considerado, fragmentando-o, reduzindo suas possibilidades de chegar ao segundo. Os extremos são favorecidos, tendo cada lado apenas um nome ou eventual substituto designado pelo líder da tendência, caso este não possa disputar.

O lulismo aposta no discurso da radicalização, apta a captar os votos ideológico, do corporativismo exaltado pela ameaça de perda de privilégio em face de reformas, das enraivecidas viúvas do desfrute sem ônus e da ilusão do Estado Papai Noel. Até um nacionalismo ingênuo que apoia internacionalistas se junta a este grupo.

 A outra ponta do espectro político aposta no híbrido de uma vassourada ao modo de Jânio da Silva Quadros, que venha varrer a corrupção, resultado de um cruzamento com a espada do adversário do Jânio, o marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott.


Cada lado com apenas um candidato: Bolsonaro e Lula, ou quem este venha a indicar, na hipótese de não poder concorrer. Cada um concentra todos os votos da respectiva tendência, fato que os fortalece. Ciro Gomes, com o seu estilo, não concorrerá com os moderados nem herdará os votos do Lulismo. Tampouco postula os votos atualmente enamorados por Bolsonaro.


As paixões são inimigas da lucidez. Passada a eleição, o presidencialismo de cooptação vai precisar de uma base no Congresso. Não se sabe qual será o Parlamento que emergirá das eleições. Espera-se uma grande renovação de nomes, mas não se sabe se de atitudes. A vassoura, com lâmina de espada, ou uma cópia do chavismo se entenderão com o Legislativo, ou continuaremos em crise? Só o tempo sabe a resposta. Todas as considerações só têm valor se mantidas inalteradas as outras coisas (ceteris paribus).


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

NOTA LITERÁRIA - A Face Oculta do Castanhão


CÁSSIO BORGES
LANÇA LIVRO


O Engenheiro Cássio Borges lança a 2ª Edição, revista e ampliada, de sua obra mais polêmica, intitulada “A Face Oculta da Barragem Castanhão – Em defesa da Engenharia Nacional – Um Relato Atualizado para a História”.

Cássio Borges, ex-diretor do DNOCS, Membro Titular da Academia Cearense de Engenharia (ACE) e da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo (ACLJ), é um cientista da engenharia civil, especializado em recursos hídricos, com foco na grande açudagem, matéria a que ele se dedicou a vida toda.

Ele opõe esse conhecimento que domina, abonando por outros expertos nacionais, à influência de técnicos chapa-branca sobre políticos cearenses que, segundo ele diz e prova, resultou em decisões equivocadas na construção do Açude Castanhão.

O livro tem abas (orelhas) do Prof. Paulo Afonso Leme Machado, da UNESP-IB (SP), autoridade mundial em Direito Ambiental; prefácio do Engenheiro Jorge Satico, do DNOS (PE), com apresentações da Dra. Célia Guabiraba, do Instituto da Memória do Povo Cearense e do jornalista e advogado Reginaldo Vasconcelos, Presidente da ACLJ. 

A noite de autógrafos será na noite do próximo dia 28 de novembro (terça-feira), no Salão Nobre do Náutico Atlético Cearense (estacionamento próprio), às 19:00h. Após a solenidade será servido coquetel.
   

terça-feira, 14 de novembro de 2017

NOTA ACADÊMICA - Visita ao Museu Fortaleza


VISITA DA ACLJ
AO MUSEU DA FOTOGRAFIA
FORTALEZA

Na tarde de ontem, dia 11 de novembro, a ACLJ participou de uma visita guiada ao Museu da Fotografia Fortaleza, no Bairro da Varjota, a convite do casal Sílvio Frota e Paula Queiroz Frota, que fundaram e mantêm aquele exemplar templo de cultura, arte e jornalismo.










Dentre os acelejanos, participaram da visita, além da própria anfitriã, a empresária Paula Queiroz Frota, que é Benemérita da Instituição, os acadêmicos Reginaldo Vasconcelos, Rui Martinho Rodrigues, Vicente Alencar, Augusto Borges, Sávio Queiroz Costa, Paulo Ximenes, Adriano Jorge e Karla Karenina.

Também compareceram Dorian Sampaio Filho, Denise Sampaio, Amaro Pena, Geraldo Jesuino, Arnaldo Santos, Cássio Borges, José Augusto Bezerra, Humberto Ellery, PC Norões, Marcos André Borges e Djalma Pinto.


Além de conhecer o interessantíssimo acervo do museu, em seus três pavimentos, o grupo de acadêmicos assistiu a uma palestra do fotojornalista paulista André Liohn, com três horas de duração.


André é especializado em conflitos bélicos, e foi o primeiro latino-americano a receber o prêmio Robert Capa Gold Medal, em 2012, pela cobertura da Guerra na Líbia.

O repórter narrou a sua infância, a sua juventude, e descreveu a sua experiência na fotografia de cenários sangrentos em torno do Planeta – não só as guerras, mas também a violência urbana que vem assolando o mundo todo.

Falou da profissão, da família, das ideologias, das religiões, de colegas de trabalho que morreram ao seu lado, concluindo afinal, em debate com a plateia, que aquilo que ocorre hoje nas cidades difere da guerra, embora provocando a mesma carnificina, o mesmo terror e insegurança.

A guerra tem fundo político-ideológico, inclusive às vezes religioso, enquanto a barbárie que a criminalidade provoca tem a sua causa na “devassidão” da sociedade, na depravação dos costumes e nos desvios éticos em geral.


Acionando o link abaixo, veja vídeo postado na página 
da acadêmica Karla Karenina

ARTIGO - Do Que Se Trata? (RMR)


DO QUE SE TRATA?
Rui Martinho Rodrigues*



O momento é grave. Uma tíbia recuperação econômica não é suficiente para afastar a múltipla crise. O clientelismo irrita os brasileiros. A velha corrupção e os privilégios pessoais e corporativos, típicos da indiferenciação entre a fazenda pública e o patrimônio privado das autoridades, herança do patrimonialismo, transformou-se na preocupação central da sociedade. O combate à corrupção é um imperativo moral, legal e econômico. A Lava Jato deu uma grande contribuição despertando-nos para isso. Os temores de que o crime triunfe sobre ela está gerando pânico.

Será a corrupção uma espécie de problema fundamental, do qual dependem todos os outros e que, uma vez resolvido, os demais desafios serão superados? Haverá uma solução final para a tradição de improbidade? A resposta é negativa para ambas as indagações. O marechal Ferdinand Jean Marie Foch (1851 – 1929), durante uma ofensiva alemã, na IGM, vendo o seu Estado-Maior em pânico, indagou: do que se trata? A ofensiva causava baixas e era uma grave ameaça, conforme esperado. Era preciso identificar prioridades para concentrar os esforços da defesa.

A crise atual tem uma dose de patrimonialismo, com os privilégios e a corrupção elevada a um novo patamar, nos últimos quinze anos. É relevante, mas não surpreende. As desventuras econômicas, porém, decorrem da ideologia do “nacional-desenvolvimentismo”, com a hipertrofia do estamento burocrático-patrimonial, facilitando a corrupção e o desperdício, além de fortalecer a ideia dos gastos públicos ilimitados e do desfrute sem ônus. O paradoxo de um povo que não confia nos políticos, mas deposita suas esperanças no Estado, é o ponto central.

Então, do que se trata? A hegemonia ideológica da deusa Bem-Aventurança, personagem do panteão grego cuja promessa era oferecer a todos o direito de tudo usar sem despender esforço, é a questão. A deusa Virtude, porém, dizia: não quero oferecer deleites, desejo apenas mostrar as coisas tais como os deuses as quiseram, conclamando ao esforço. Deblaterar somente contra a corrupção é isentar a deusa enganadora de toda a desgraça. A prioridade é para o mal representado pela ilusão do Estado provedor. É precisar defender os valores da deusa Virtude, contrários aos da deusa enganadora Bem-Aventurança.