A REEDIÇÃO DELEITOSA DA
LITURGIA DO
CAOS
Vianney Mesquita*
As ideias
inflamam umas às outras como faíscas elétricas. (JOHANN JACOB ENGEL, filósofo tedesco. YParchim,
11.09.1741 - V 26.06.1802).

Lavrense dos mais ilustres, ele é componente
de uma admiranda fileira de conterrâneos militantes em vários terrenos da
produção intelectiva, com ativo fixo de 35 livros, dos quais foram sacadas
várias reedições, fato que ajuda, en passant, a se mensurar, conquanto por
cima, a axiologia qualitativa dos seus bens literários de raiz.
Sem dúvida, é apontamento favorável,
registo propício à história cultural da nossa Terra, recheio novo para seus
armazéns caligráficos, não somente porque se esgotara a príncipe vintenária,
cujo rebento foi delivrado em 1996, mas, em especial, pelo fato de que concede
ao público mais verde na seara poética o lance de se aprofundar nos pés mimosos
dos seus metros brancos, insuperáveis no engenho estrófico e inexcedíveis em
fascínio e entusiasmo.


Sobejamente me apraz a mim,
consequentemente, proceder a este registro, na convicção de que o livro
transmitirá, segundo fez comigo, a mais completa satisfação a consulentes
afeitos à poesia de alteada qualidade, ao jeito como soem ser as do Escritor
lavrense – um das dezenas que há por aqueles pagos, a quem o Criador concedeu dotes,
a destra cheia, para o ofício de edificadores de textos e
portadores de outros apercebimentos científicos e culturais, a for dos casos – verbi gratia e entre os constantes de um alentado catálogo – de Almir
(dos Santos) Pinto, João Gonçalves de Souza, Linhares Filho, Filgueiras Lima e
Batista de Lima.
Guardo com orgulho o fato de já haver
tido sob glosa o meu antepenúltimo trabalho, intitulado Nuntia Morata – Ensaios e Recensões (2014), em subida exegese
positiva do Prof. Dr. Dimas Macedo, ao mesmo passo em que armazeno a felicidade
de ter logrado poder comentar livros seus – e com os aprovos e aplausos – como
o ocorrido com A Metáfora do Sol e Direito Constitucional, seções de meu Reservas de minha Étagére – Aproximações Literocientíficas (no
prelo).

Desta arte e a jeito de fecho, performo novamente a expressão do meu júbilo pela ocorrência da segunda edição de Liturgia do Caos, do Prof. Dr. Dimas Macedo, livro a conceder à Arte Literária coestaduana o atestado de veracidade e essência, configurado no caráter de correção (desta literatura e da pessoalidade de seu Autor), e a peculiar inseparabilidade elocutória, cujo estilo o consulente bem aprestado conhecerá desde as primeiras linhas, mesmo sem ter visto sua assinatura, no âmago de sua [...] palavra lírica, telúrica, metafíisica, erótica, mutante, conforme dicção de Jorge Tufic, n’A Crítica, de Manaus – outubro de 1996.
Glorifique-se, por derradeiro, um dos
melhores poemas da segunda edição, a repousar no tratamento gráfico magistral
concedido pelo Prof. Geraldo Jesuino da Costa, aformoseando, plástica e
superfluamente, a então já copada e frutuosa árvore do nada caótico volume.
Benedicamos Domino!
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