BRAVOS COVARDES
Reginaldo Vasconcelos*
Assistindo,
nesta quinta-feira, ao julgamento dos malfadados mandados de segurança do
Governo e de partidos aliados que intentavam de última hora “melar” o processo
de impeachment, que fez o Supremo
Tribunal Federal trabalhar pela noite adentro, eu entendi porque Lula da Silva disse,
em interceptação telefônica, que aquela Egrégia Corte, pelo seu grotesco critério
pessoal, estaria “acovardada”.
Segundo
a mentalidade de cimento armado que caracteriza aquele apedeuta, faltaria aos
Ministros a necessária coragem de afrontar o bom direito para atender aos
interesses do Governo – o que bate com o que disse em delação premiada o
Senador Delcídio do Amaral.


A LUZ NO FIM DO TÚNEL
Um
dos oradores que proferiram discursos no Congresso, nessa maratona de ontem e
de hoje, cujo nome não memorizei, deu uma resposta mágica aos que usam o medo
do Michel Temer, e do PMDB, entre os argumentos da esquerda para justificar o “Fica
Dilma”.
Ele
disse precisamente que em se depondo a Presidente Dilma não sabe como será o dia
seguinte, mas, de toda sorte, ele está no escuro e a possibilidade do impeachment representa uma luz no fim do
túnel.
Foi
muito claro. Imagine-se que alguém esteja perdido na selva mais medonha, mas
não siga a única trilha salvadora que apareça, pela perspectiva de que esta não
o leve ao paraíso. Ora, como se diz no Brasil profundo, “afogado não escolhe
barranco”.
Fora
Dilma! fora PT! Qualquer alternativa, se não for ótima, deverá ser menos má.
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