Rui Martinho Rodrigues*


Milícias de movimentos políticos que se apresentam como “movimentos sociais”, organizada dentro das nossas fronteiras, recrutando brasileiros, já foram citadas como uma força capaz de decidir por meios violentos a crise política vivida pelo nosso país. Já houve líder de organização aparelhada que convocou os seus militantes e simpatizantes a recorrer às armas com o mesmo objetivo da declaração do presidente boliviano (coincidência?).

Os demais países não preocupam. Mas a
organização narco-revolucionária tem algum potencial. Pode criar problemas,
principalmente nos vales dos rios Iça, Japurá, Negro e Solimões.
Passaram-se os dias. Nada se fez. Protesto
do governo brasileiro, pedido de explicações, um pronunciamento da Presidente
Dilma, já que a resposta deveria ser dada no mesmo nível hierárquico da manifestação
do governo de La Paz. Nada. Presidência da República brasileira, ministérios
das Relações Exteriores e da Defesa, todos se omitiram.
A resposta dada por
Floriano Peixoto aos ingleses, quando estes perguntaram como receberia uma
intervenção daquela potência na guerra civil que então se travava no Brasil, bem
poderia ter sido repetida. O Marechal de Ferro disse simplesmente que receberia
tal intervenção a bala. Mas, nem os chefes dos grandes comandos situados na
fronteira ameaçada quebraram o silencio.
A omissão é eloquente. A ameaça a ser
considerada é aprovada por setores situados na alta hierarquia do governo
brasileiro. Outros estão intimidados. Não se justifica o silêncio que envolveu
até as organizações da sociedade civil. Esta é sabidamente aparelhada. Mas as
lideranças e partidos, inclusive os que se dizem de oposição, guardaram
inexplicável silêncio.
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