Reforma Ortográfica
Wilson Ibiapina*
O omem disse que oje vai xover. É assim que passaremos a escrever
se forem aprovadas as mudanças sugeridas para na nova reforma ortográfica da
língua portuguesa.

Professores de
português de todo o país já se manifestaram contra. Alguns acham uma besteira
sem tamanho o argumento de Pimentel de que a simplificação facilitaria o
aprendizado. A dificuldade de alfabetizar não diz respeito à grafia das
palavras, mas, sim, ao método de ensino do professor.

O senador goiano Cyro
Miranda, presidente da Comissão de Educação e Cultura do Senado diz que as
ideias do professor Pimentel não representam a opinião do grupo formado também
pelo professor Pasquale Cipro Neto e pelos senadores Cristovam Buarque e Ana
Amélia Lemos.
Essas mudanças
propostas lembram-me a história do cara que pede que a secretária redija uma
convocação de todos os empregados para uma reunião na sexta-feira. A moça para
de escrever e levanta sua dúvida: “Chefe, sexta é com s ou com x? E o chefe: “...transfere
pra quinta”.
O novo acordo
ortográfico, assinado em 2008 só entrará em vigor em 2016. Até lá, vão tentar
fazer mais mudanças na “última flor do Lácio, inculta e bela”, como diria Olavo
Bilac.
*Wilson Ibiapina
Jornalista
Diretor da Sucursal do Sistema Verdes Mares de Comunicação
em Brasília - DF
Titular da Cadeira de nº 39 da ACLJ
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