DESTAQUES CEARENSES

DESTAQUES

CEARENSES

Edição

2020

Alexandre Sales

Troféu Empreendedores

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Igor Queiroz Barroso

Troféu Benemerência

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Cabeto Martins Rodrigues

Troféu Prasino Angelos

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PALAVRA DO ANO

EM 2020

“PANDEMIA”

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SENTIMENTO

MAIS DEMANDADO

EM 2020

“RESILIÊNCIA”

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sábado, 13 de junho de 2015

NOTA JORNALÍSTICA

CRÔNICA E ENTREVISTA


Na última edição do programa Brasília-Ceará, que vai ao ar às terças-feiras, às 14:30h, pela TV Diário, o jornalista Wilson Ibiapina, que do Distrito Federal comanda o noticioso, entrevistou, em formato de videoconferência, um outro acadêmico da ACLJ, que permanecia em Fortaleza.

O tema da conversa foi uma crônica do entrevistado, o jornalista e advogado Reginaldo Vasconcelos, publicada recentemente (12.04.15) no Blog da ACLJ, intitulada “Quantos Somos de Fato”, que impressionara Ibiapina. Na matéria o autor conta que ao comparecer por acaso a um lugar que muito frequentou na juventude, experimentou um forte estranhamento.

Nas lembranças que o ambiente suscitava, como num filme de cinema que ele protagonizava no passado, ele não se reconhecia, parecendo um mero personagem. Percebeu então que, a despeito do liame lógico existente entre o jovem de então e o idoso de hoje, tamanha fora a evolução intelectual e ideológica que se tornaram pessoas distintas e diversas.

Na entrevista o autor da crônica reflete sobre a eventualidade recorrente de o pobre de ontem tornar-se o milionário de amanhã, e, na via inversa, de alguém acostumado ao fausto, numa das esquinas do destino se vê de repente um pobretão. De um facínora celerado de agora vir a se tornar um santo sacerdote; de uma celebridade cair na mendicância e passar à ninguendade social – e vice-versa.

Em suma, de toda essa reflexão se conclui que, como “o homem é o homem e suas circunstâncias”, segundo Ortega y Gasset, as contingências do entorno teriam potencial para produzir uma nova pessoa no mesmo indivíduo, a cada fase de sua vida. Aliás, o pensador Heráclito foi mais longe ao observar que “um homem não pode entrar no mesmo rio por duas vezes” – tanto porque a água que passa por ele no segundo momento já é outra, quanto porque já não é o mesmo sujeito ele próprio.  

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