DESTAQUES CEARENSES

DESTAQUES

CEARENSES

Edição

2020

Alexandre Sales

Troféu Empreendedores

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Igor Queiroz Barroso

Troféu Benemerência

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Cabeto Martins Rodrigues

Troféu Prasino Angelos

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PALAVRA DO ANO

EM 2020

“PANDEMIA”

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SENTIMENTO

MAIS DEMANDADO

EM 2020

“RESILIÊNCIA”

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domingo, 14 de junho de 2015

CRÔNICA (RV)

INFUNGÍVEL
Reginaldo Vasconcelos*


Recebo das mãos de Wilson Ibiapina, diretamente de Brasília, acondicionado em elegante caixa de exata dimensão, envolta em fita dourada amarrada por um laço, o que se podia imaginar serem chocolates finos. Todavia, revelado o conteúdo, semelha ser um livro – mas já de plano indicando algo vintage.

É um livro, a priori, mas não é um livro comum. E, por fim, é mais que um livro: é uma pequena obra de arte. O título é 3 CONTOS DE RÉIS, e comporta exatamente três narrativas fabulosas, rapsódicas, tendo como cenário onírico a paragem pernambucana em que nasceu o escritor, hoje jornalista radicado no Distrito Federal.

Bartolomeu Rodrigues é o nome do conduto iluminado pelo qual os duendes da mais delicada inspiração fizeram fluir o conteúdo e a forma dessa contida obra de 165 páginas, em catito formato dezenove por doze, de capa dura em cuchê marmóreo, com direito a fita de marcação e à pintura magenta que caracterizava os antigos breviários, contornando a parte externa do miolo do tomo.

Enfim, obra de finíssimo lavor, editada pelo próprio autor Bartolomeu Rodrigues, com o adjutório precioso do diagramador Licurgo Botelho e do ilustrador Jader de Melo – frisa-se, impressa em São Paulo “na primavera de 2013, pela RR Donnelley Moore" – e que ninguém aqui se perca pelo nome, tudo liricamente rimando com essa delicatéssen literária.

Mas ao consumir o conteúdo – os contos “Laje dos Gatos”, “A Invasão dos Sapos” e “Se eu morrer, Você Vai Ficar Triste?” – tenho a sensação de que não era de todo falsa a primeira impressão que tive ao receber de presente aquela caixa e seu mistério. O que se continha nela não deixa de ser, por analogia sinestésica, três finos bombons de cacau –  um mais amaro, um mais trufado, um mais amanteigado. Com a vantagem de que, no caso do livro, um bem de natureza durável, o seu consumo é infungível.

Agradeço o livro ao Ibia, e ao Bartô a dedicatória carinhosa. 


*Reginaldo Vasconcelos
Advogado e Jornalista
Titular da Cadeira de nº 20 da ACLJ 

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