HOMEM DO ANO NO CEARÁ

2019

Cândido Albuquerque

Reitor da UFC

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DESTAQUE CEARENSE

2019

Mansueto Almeida

Secretário do Tesouro Nacional

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PALAVRA DO ANO NO BRASIL

EM 2019

“PROTAGONISMO”

(COM AS SUAS COGNATAS)

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

CARTA - Ao Senador Luiz Eduardo Girão (CB)


Caro  Senador Luiz Eduardo Girão.

É com grande satisfação que envio para o ilustre Senador este documento elaborado por seis experientes técnicos dos mais conceituados na área de recursos hídricos e do desenvolvimento regional  do Estado do Ceará, que reuni sob a chancela da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, da qual sou integrante.

Não pretendem os seus autores que tudo que diz respeito às funções e competências das quatro Instituições Regionais aqui mencionadas tenha sido abordado neste despretensioso documento, escrito de forma espontânea, a portas fechadas, no espaço de cerca 30 dias, em uma dependência da VSM Comunicação Ltda. Um exemplo é a importantíssima questão da segurança das barragens, objeto de uma detalhada e surpreendente análise por parte da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal.

O DNOCS, com seu extraordinário passado Histórico, construiu em toda a Região Nordeste 327  barragens de grande porte, além de 662 reservatórios de pequeno porte, planejado e concebidos em regime de cooperação com os estados, municípios e particulares. Entretanto, quase nenhum recurso recebe do Governo Federal para sua manutenção. O órgão enfrenta, ainda, enorme carência de pessoal.

A tragédia de Mariana, em Minas Gerais, impactou a vida de 1 milhão de pessoas. Quantas Marianas ainda vão ser necessárias para que o estado brasileiro assuma as suas responsabilidades na manutenção desses empreendimentos?  Uma coisa pode-se dizer com certeza: sem as barragens existentes hoje no Nordeste brasileiro, não haveria vida no semiárido.

O desastre de Mariana pode-se contabilizar como um dos mais graves ao meio ambiente no nosso país, tendo atingido os 853 km da extensão do Rio Doce, contaminando todo o seu curso com lâmina tóxica, além de poluir o oceano em sua foz, em consequência do rompimento da Barragem do Fundão.


O Brasil ainda não aprendeu esta grave e dolorosa lição.

O trabalho tomará forma de livro, que está no prelo. Logo que recebermos a edição lhe enviarei um exemplar.

Atenciosamente,

Cássio.



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