O RATO NA
COZINHA
Humberto
Ellery*
Logo que chegamos ao local determinado aproximou-se de mim um eleitor, com evidentes sinais de que tomara “umas-e-outras”. Mas não estava embriagado, apenas levemente “truviscado”, como se dizia antigamente.
Muito loquaz, foi logo puxando conversa comigo na maior intimidade, cheio de simpatia, como se fôssemos amigos de longa data.

Para minha surpresa o cidadão desandou a falar mal do Lula e do PT. Ainda assim me mantive reticente, pois muitas outras pessoas se aproximaram de nós, formando uma roda, e eu continuei me cercando de todos os cuidados, a fim de evitar desperdiçar prováveis votos do meu sobrinho.
Só
me senti à vontade quando percebi que os circunstantes também eram antipetistas.
Isso ficou bem claro quando ele relatou um fato que, segundo afirmou, se
repetira em seu “barraco”, havia poucos instantes.
Contou-nos que sempre que tomava umas canas, na sua cozinha aparecia um rato, para o qual ele atirava pequenos pedaços de “tira-gosto”, fosse queijo,
linguiça, ou o que estivesse à mão. O danado do rato quando via a oferta
corria, se escondia, e esperava ele sair da cozinha para então vir roubar o
alimento que lhe fora oferecido. Concluiu seu relato dizendo: “Doutor, o Lula e
o PT são iguais a esse rato: só querem uma coisa se for roubada, dada não
serve!”, para a gargalhada geral dos presentes.


Foi aí que lembrei da história do rato ladrão. Para o Lula e o PT o que é conseguido honestamente não serve.
Só tem graça se for roubado!
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