LULA LÁ
Reginaldo Vasconcelos*

Esses
jurisconsultos renomados percebem motivação política naqueles integrantes do
Parquet, pois sendo o Lula um grande líder partidário, atrairia antipatias dos
que no seu íntimo simpatizam com outros ideários. Mesmo parlamentares da
oposição reagiram com apelos de comedimento e cautela, traindo eles próprios a
introjeção canhestra de que a mítica jararaca petista seja intocável realmente.
Mesmo
do fundo da ninguendade em que modestamente me situo, face aos causídicos mais
doutos do País, e olhando da planície reles de um mero advogado para os
píncaros do saber jurídico nacional, não concordo com os primeiros, que acham
desarrazoado o pedido cautelar formulado, e muito menos com estes outros, que
defendem moderação contra quem é imoderado.
Aliás,
já tinha eu antecipado em artigo recente que Lula da Silva vem cometendo ilícitos
de desacato, de apologia ao crime e de incitação à violência, devidamente
previstos no Código Penal, desde quando convocou “o exército do Stédile” para
confrontar a cidadania – ato de muito maior potencial ofensivo vindo de um
líder político, ex-presidente da República.
E
não só isso: declarou à imprensa que estava “de saco cheio” das convocações
para depor. Uma vez intimado, verberou que não ia, antes de impetrar medidas judiciais
que o liberaram de falar. Mas não ficou só nisso: ao reunir partidários seus
após a sua condução coercitiva, em vez de tentar explicar ao povo o seu óbvio comprometimento
com pessoas e fatos criminosos, lançou impropérios contra as mais respeitáveis
instituições da República, instigando o povo à insurgência e à revolta.

Aliás,
não é preciso repristinar as ultrapassadas teorias de Césare Lombroso para
aplicar com absoluto acerto a “psicologia da fisionomia”. Uma grande rede de
supermercados brasileira contratou certa vez especialistas russos que, sem
falar nem entender português, vieram assistir a entrevista de candidatos ao cargo
de comprador da empresa, função que exige absoluta honestidade.
Depois de ouvir
as perguntas e as resposta formuladas no nosso idioma, os russos, sem terem entendido uma palavra, indicaram quais
dos entrevistados mentiam, unicamente com base em suas expressões faciais e na
afetação do seu gestual.
Ora,
qualquer Delegado de Polícia experiente, pelo misancene de um preso, pela desfaçatez que ele traz na cara, percebe
a inverdade que lhe tenta pespegar o meliante. Assim também qualquer dramaturgo ou cineasta reconhece
um ator canastrão, cuja habilidade histriônica somente convence os imbecis. Do
mesmo modo, qualquer mulher madura detecta na cara de um conquistador barato a
sua impostura de mentiroso, que somente comove as muito incautas.
Eu,
por meu turno, nunca me enganei com caras e bocas e discursos cavilosos. Sem o
mínimo receio de ser injusto, acho mesmo que o Brasil inteiro deveria entoar a
velha palavra de ordem das campanhas petistas, mas apontando o dedo para os
presídios nacionais: LULA LÁ!
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