O CASTELO DE CARTAS
Reginaldo Vasconcelos*
O castelo de cartas do governo petista, que
já balança há algum tempo, tudo faz crer que vai cair. Muitas cartas do topo
vieram abaixo, sem que a base poderosa se abalasse. Mas, agora, toda a
estrutura ameaça fracatear.
Delcídio do Amaral, valete do Lula, foi
gravado oferecendo vantagens a um corrupto preso, por meio de um filho deste,
prometendo contatar autoridades políticas e judiciárias em seu prol. Foi preso.

Somente muito desespero pode explicar tanta
estupidez. Nem os ratos caem na mesma ratoeira por duas vezes... a menos quando
a fome for imensa. No fogo cruzado fica o Supremo Tribunal Federal, citado em ambos os casos como parte das tramoias.

Se a vida imita a arte, diante desse quadro surreal da política brasileira, me passam pela
cabeça as mais variadas imagens da literatura e do cinema.
Primeiramente viajo à minha própria
infância, em que se via na TV o programa de desenho animado “Manda Chuva”, em que
um grupo de gatos vagabundos liderados pelo mais caviloso deles, era sempre
perseguido pelo agente da polícia, o Guarda Belo, quase sempre driblado pela astúcia
e a malícia daquela chusma de malandros.

Depois me ocorre a peça de cinema
denominada “O Grande Ditador”, de 1940, filme estrelado por Charles Chaplin, em
que o personagem central é uma caricatura direta de Hitler, mas uma alusão extensiva
aos déspotas em geral, que terminam se achando donos do poder absoluto. Chaplin brinca
com o globo terrestre, ali simbolizada a humanidade. Aqui se brinca com a Nação e com o seu povo, entrevistos no globo azul do nosso “lábaro estrelado”.

“Tenha paciência, Deus está contigo,
Deus está conosco até o pescoço.
Já está escrito, já está previsto
Por todas as videntes, pelas cartomantes.
Tá tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo dos búzios e nas profecias:
Cai o rei de Espadas,
Cai o rei de Ouros,
Cai o rei de Paus,
Deus está conosco até o pescoço.
Já está escrito, já está previsto
Por todas as videntes, pelas cartomantes.
Tá tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo dos búzios e nas profecias:
Cai o rei de Espadas,
Cai o rei de Ouros,
Cai o rei de Paus,
Cai, não fica nada!”
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