CADA MACACO
NO
SEU GALHO
Wilson Ibiapina*


Entre os muitos exemplos cita o de um operário de uma
indústria qualquer. Realiza tarefas braçais com alto nível de produtividade.
Sua pontualidade e respeito à hierarquia resultam em sua promoção para o cargo
de chefia. Um desastre. Não supervisiona seus subordinados nem faz com que
cumpram suas jornadas de trabalho. Um jornalista é excelente repórter. Tão bom
que resolvem promovê-lo a chefe de redação. Na nova função, não consegue fechar
uma pauta nem cobrar matérias dos antigos colegas.
Isso tudo me faz lembrar um jornalista cearense que
por pouco não virou um próspero empresário do agronegócio. Tudo começou quando
ele comprou um extenso terreno. Depois, com financiamento do BNB,
adquiriu milhares de mudas de urucu (ou urucum), uma árvore nativa na América
que serve para temperar comida, o famoso colorau. Suas sementes são consideradas
medicinais, fornecendo vitaminas e usadas no tratamento de problemas
estomacais, vermes e hemorroida.

O jornalista ficou com o prejuízo e com a lição: não
se meta com o que não conhece. O Princípio de Peter mostra que a
aptidão das pessoas pode mudar bruscamente, fazendo com que elas atinjam o seu
nível de incompetência.
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