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domingo, 10 de março de 2019

CRÔNICA - O Padrinho Montenegro (TL)


DUAS HISTÓRIAS COM O
PADRINHO MONTENEGRO
Totonho Laprovitera*


A primeira

O meu padrinho de batismo era o escritor e crítico literário Braga Montenegro.

Nos dias de festa da minha infância, ele, funcionário do Banco do Brasil, presenteava-me com uma certa quantia em notas de um cruzeiro. O bolo de dinheiro me enchia os olhos e me fazia sentir rico.

Hoje, entendo que aquela minha “riqueza” me valeu pela história que agora eu conto.


A segunda

Na tranquila Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, no tempo em que as torcidas se misturavam no Estádio Presidente Vargas, lembro do padrinho Braga Montenegro, trajando um bem engomado “silaque” e torcendo pelo Ceará Sporting Club.

Quando se aborrecia com a arbitragem, levantava-se da sua cadeira cativa e, de dedo em riste, fuzilava o árbitro:

– “Larápio!”

Naquela época, as desigualdades sociais eram menores e os torcedores mais educados, portanto, se levava em conta o futebol abaixo da boa e saudável convivência de todos.




NOTA DO EDITOR

Joaquim Braga Montenegro foi um literato autodidata nascido em Maranguape, que se notabilizou principalmente como contista e crítico literário. Foi funcionário do Banco do Brasil e Assessor da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. Publicou sete livros, de vários gêneros, tendo ocupado a Cadeira de nº 5 da Academia Cearense de Letras. Braga Montenegro morreu em 1979, aos 72 anos, de infarto cardíaco, na Argentina, onde se tratava de mal de Parkinson.


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