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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

ARTIGO - Só se Pode Vender o que se Tem a Oferecer (RV)


SÓ SE PODE VENDER
O QUE SE TEM 
OFERECER
Reginaldo Vasconcelos*
(02.10.18)


Estamos vivendo uma campanha política em que a mercadoria que se oferece a granel é a mentira deslavada. O que cada candidato tem a oferecer é aquilo que não é verdade, mas que eles acham – ou os marqueteiros lhes dizem – que os eleitores vão comprar.

Os mais honestos até que começam a exibir suas virtudes verdadeiras, mas obviamente omitindo os seus vícios, o que não deixa de ser uma forma de enganação e de mentira que lhes encompridam os narizes.

Mas mesmo estes, no calor dos debates, não se furtam de tentar enganar o público em relação aos contendores, falseando o que aqueles disseram, descontextualizando suas palavras para vender a inverdade.

Porém, aqueles políticos e empresários condenados que celebram acordo com o Ministério Público para delatar os seus comparsas, em troca de sanções premiais, o fazem exatamente porque todo o seu estoque de mentiras ficou encalhado, pois eles não conseguiram vende-lo na “feira” inquisitorial ante a polícia.

Ora, se as mentiras de um réu não tiveram aceitação no “mercado” indiciário, e não foram compradas pelos inquisidores, e em face desse mau negócio ele já está condenado, resta-lhe então abrir o baú das verdades preciosas de que disponha, e que o Parquê possa comprar.

Em suma, a única coisa que um delator premiado tinha para negociar era a verdade, mesmo sem provas, pois que não teria mais sentido vender mentiras que os “compradores” vão escrutinar e não vão poder aproveitar – e isso seria aprofundar a própria desgraça.

A conclusão do meu comentário é que não se pode acreditar no que os candidatos dizem que são, que fizeram ou farão, tampouco se pode crer no que afirmam não ser e não ter feito. Isso porque a mercadoria preciosa de que eles dispõem para vender e nos oferecem é a inverdade.

Por outro lado, as delações premiadas não são somente vagos indícios – diferentemente do que dizem os que são acusados, os advogados deles, e alguns juízes vogais que advogam tacitamente em favor dos seus criminosos estimados.

Essas delações não são mentiras utilitárias articuladas por maldade ou vindita, mas são provas lógico-formais de alto valor, mesmo sem confirmação material, simplesmente porque a única carta que os réus confessos têm na manga para barganhar em seu favor é a verdade sobre os cúmplices. Nessa fase do jogo da agonia os condenados já não têm o curinga da farsa em seu baralho.



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