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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

ARTIGO - Os Poços do Dnocs (CB)


OS POÇOS DO DNOCS
Cássio Borges*


Em reunião da Associação os Servidores do Dnocs no último dia 25 de agosto, tomei conhecimento de uma denúncia que determinado deputado teria feito, segundo a qual “o Dnocs estaria utilizando critérios políticos para perfuração de poços”.  Este fato me fez recordar a falsa versão do final da década de 90, envolvendo “o deputado Inocêncio de Oliveira, líder do PFL na Câmara, que tinha em suas terras poços perfurados pelo Dnocs”. 

Os denunciantes  contra o deputado pernambucano não tiveram o cuidado de apurar que perfurar poços em propriedades  privadas sempre foi rotina no Dnocs, mediante pagamento e demais condições conveniadas. O mesmo em relação à construção de açudes em propriedades particulares, o vitorioso programa  da  “Açudes em Cooperação”, uma versão pioneira no Brasil do atual projeto do Governo Federal, denominado de Parceria Público Privada-PPP. Foram mais de 35.000 poços perfurados e mais de 900 açudes construídos pelo Dnocs nesta modalidade.

Comentando este fato, o saudoso jornalista Themístocles de Castro e Silva, em artigo publicado no Jornal O Povo no dia 28 de novembro de 1998, disse o seguinte: Posso garantir aos senhores que milhares de propriedades rurais nordestinas salvaram os animais com os poços do Dnocs

Com o escândalo que promoveram patrulhando o deputado pernambucano, o Governo cancelou os convênios, disso resultando o desativação de dezenas ou centenas de perfuratrizes, que hoje não devem passar de sucatas. O Brasil seria mais feliz se toda a corrupção que o devora se restringisse aos poços do Dnocs, construídos em cooperação com particulares mediante pagamento. E Inocêncio, independente  de ser deputado, como cidadão nordestino, pagou o seu”.

Themístocles citou Rachel de Queiroz em seu artigo quando ela diz: “O Dnocs perfurou um poço na minha Fazenda “Não Me deixes”, com a profundidade de 78 metros. E foi a salvação do meu gado; do meu gado só, não; dos moradores da fazenda e de muita gente dos arredores. Não preciso dizer mais nada”.

Outro aspecto que deve ser considerado é o “vale tudo” que determinados setores do Governo do Estado do Ceará está promovendo com o intuito de extinguir o Dnocs, sejam quais  forem  as consequências atuais e futuras, lembrando obviamente que o Dnocs não é só o Estado do Ceará. Portanto, um crime contra a nossa Região.

Jornal O Povo – 26 de novembro de 1998


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