NEM BOLSONARO,
TAMPOUCO HADDAD.
Vianney Mesquita*
Nem ao mar revolto; nem à terra cansada!
Cheguei adiantado numa
das prescrições desta vida – o direito de não votar – e quisera aportar com
atraso na outra – a Eternidade – o que é absolutamente impossível. Este representa,
pois, o primeiro pretexto para não marcar nenhum nome, porquanto atingi a
excelente idade de obter o consentimento da legislação patrial para não ser
mais constrangido – esta é a dicção
em curso hoje – a sufragar no País o nome de ninguém.
Outro pretexto para responder
pela dita determinação deita na responsabilidade cidadã de não sufragar o
crédito de postulantes amorfos de personalidade, desprovidos de projetos e,
acima de tudo, caloteiros de ideias.

Sabe-se, de sobejo, exempli gratia, do imenso mal que os
derradeiros governos fizeram ao Brasil (conquanto tenham desenvolvido,
reconhecidamente, também, bons trabalhos em 13 anos), cujos representantes
estão sobrevivendo, ao deus-dará, em grande parte, reelegidos com os votos no
limite, ao passo que outros restaram derrotados, estando no aguardo, no pensar
deles ajustadas, de nomeações para postos, em secretarias, autarquias e
empresas oficiais diversas de seus municípios e estados, por parte de prefeitos
e governadores eleitos por seu grêmio e partidos apoiadores no dia sete do mês
que corre, bem assim na esperança pouco verde-e-amarelo de que seu candidato
possa vir a ocupar a cátedra presidencial.
Entrementes, sob
providências, em especial, creditadas às moções do Poder Judiciário na contextura
das Elevadas Cortes – em que estão, historicamente, inscritos o Ministro
Joaquim Barbosa e o juiz Sérgio Moro, entre tantos brasileiros exemplares no
âmbito dos tribunais e outros organismos da Justiça – grande quantidade desses
políticos amarga as enxovias, sob condenações de imenso espectro temporal, no ensejo
em que outro ror de politiqueiros de ficha borrada estão na triste expectação
de julgamento dos seus processos, quase todos na iminência de comprida sentença
carcerária.


Saudades, muitas
recordações, tenho dos tempos em que votei – em pessoas, não em grêmios
partidários – como no Prof. Ariosto Holanda, no colega professor e meu docente
Cid Carvalho, em Lúcio Alcântara, em Tasso Jereissati, Roberto Cláudio e (até)
no Professor José Pinheiro e no agrônomo competente e governador reeleito
Camilo Santana! Também, desta feita, angariei votos para o Dr. Elmano Freitas – sem considerar partidos!
Hoje, é deplorável,
não me comprazo mais com o ato de votar, pois desapareceram as razões, apagou-se
o gosto, extinguiu-se a vontade, de mim foi amortecido o ânimo. Deslustrou-se o
frêmito de escolher representantes dos dois poderes. Esgueiraram-se os bons
pretendentes.
Então: Nenhum!
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