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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

CRÔNICA - O Homem e a Lagartixa (JGB)


O HOMEM E
A LAGARTIXA
J. Gusmão Bastos*


Há alguns dias, em alegre bate-papo entremeado de “umas e outras” geladinhas, um companheiro da velha guarda (cujo nome é preservado a seu pedido) contou-me um causo com ele recentemente acontecido.

Objetivando servir de exemplo e evitar que venha a ocorrer com amigos, parentes, ou quaisquer pessoas, causando-lhes graves consequências, como dores intermitentes na coluna vertebral, ter de usar colete e tomar remédios, vamos tentar reconstituir a luta de um homem e uma lagartixa.

Após o breve sono seguido ao almoço, por volta das 15:00h, ele  visualizou, no alto da parede do quarto, um pequeno réptil com a língua de fora, como se estivesse a sorrir, parecendo-lhe um filhote de víbora, mais tarde reconhecido como uma lagartixa. O abestado “aceitou” o combate, tirou a blusa do pijama (ainda bem que não foi a calça) e jogou-a contra o inimigo, na tentativa de derrubá-lo e assim evitar que uma praga viesse a se instalar em sua residência.

O embate prosseguiu por alguns minutos, que lhe pareceram horas, com o inteligente sáurio indo até o fim da parede e voltando, e o nosso herói tentando sem êxito prostrá-lo ao chão, ao final caindo e gritando com as dores, sem mais poder levantar-se e dar prosseguimento à batalha. Felizmente, o filho que estava em casa gozando férias, com uma certeira chinelada pôs no chão o pequenino ser, que não estava a fazer mal a ninguém.

Esta, e as demais croniquetas foram redigidas na velha, mas útil máquina Remington, presenteada pelo irmão mais velho, Nereu Gusmão Bastos, ao término do curso da Faculdade de Direito, em 08 de dezembro de 1958. Nela também escritas as primeiras petições endereçadas aos órgãos judiciais de Fortaleza, seguindo-se os trabalhos na comarca de Pacoti (1961) e nas demais onde exerci o múnus da acusação pública.

Relembro-me, como se hoje fosse, que a luz elétrica, proveniente de um motor movido a óleo Diesel, só funcionava das 18:00hs às 21:00hs. Foi uma festa, a chegada da luz oriunda de Paulo Afonso, em fins de 1964 à serra de Baturité, graças ao governador Virgílio Távora.

... E a vida continua, chegando à aposentadoria o cronista e a máquina de datilografia (foto). Permanecem, contudo, os bons momentos de seminarista, jornalista e membro do Ministério Público, bem como a indagação anotada em Toca-Funda: “Por que não nascemos velhos e morremos crianças, para deixar a vida sorrindo?”

Amando verdadeiramente o próximo, teremos sempre Natais e Anos Novos felizes, e estaremos seguindo as leis de Deus.


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