O EXEMPLO ROOSEVELT!
Por Paulo Maria
de Aragão*
“A preguiça é a
chave da pobreza", “a ociosidade é mãe de todos os vícios”, outros
aforismos populares retratam essa praga disseminadora da miséria, da violência
difusa e desagregadora da sociedade. “Ai, que preguiça!” - dizia, a toda
hora, Macunaíma, herói sem nenhum caráter, de Mário de Andrade. E o seu espírito
continua representando a malandragem no Brasil, fazendo ver que o bom malandro,
além de indolente, nunca para, só “dá um tempo”.
Viver no ócio é
quase tão ilícito quanto roubar, inaceitável pelos macunaímas que não se pejam
quando chamados de sanguessugas; ao contrário, vangloriam-se em dizer que gozam
a vida, sabendo aproveitá-la, dormindo, tomando umas e outras, indo aos forrós,
jogando sinuca e aguardando a ajuda do governo.


Nesse cenário,
avalia-se o progresso de um país pela força do trabalho, moralidade e respeito
às leis, as quais devem ser aplicadas indistintamente. Tal lição os Estados
Unidos aprenderam, e o Brasil ainda precisa aprendê-la para que um dia seja
potência. Em 1933, quando Franklin Delano Roosevelt assumiu o poder, os Estados
Unidos viviam os efeitos da Grande Depressão, solucionada com o plano New Deal.

Nesse primeiro
de maio, comemorando-se o dia internacional do trabalho, merece reflexão o
projeto redentor rooseveltiano. Enfim, a causa mais importante para o ser
humano, depois de Deus, deveria ser o trabalho; só ele nos dignifica,
estabiliza, dá o norte à vida e leva o sustento honesto para a família.
Em
que pese a essa grande lição da história, nosso país permanece carecendo de
timoneiros de bom e sólido feitio moral, dotados de posições estadísticas. É
preciso dar um basta aos politiqueiros sem missão alguma, propensos a baixezas,
já comprometidos com o passado. Para nós, as urnas despontam como uma opção.
Em 01 de maio de 2014 - Dia do Trabalho
Advogado e Professor
Membro do Conselho Estadual da OAB-CE
Titular da Cadeira de Nº 37 da ACLJ
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