ANIMAL FARM
Humberto Ellery*

Vitoriosos, os bichos assumiram o poder e passaram a gerenciar a
granja, já sob as ordens do porco Napoleão (Stalin), depois da morte do porco
Major. Com o banimento do porco Snowball (Trotski), a Revolução degenerou
numa tirania ainda pior que a dos humanos, com expurgos, a instituição de um
“estado policialesco”, a deturpação da História. Com o passar dos dias, os
animais começaram a caminhar sobre duas patas e a ficar cada vez mais parecidos
com os diabólicos humanos.

Minha decepção com os “três porquinhos”, Braga Neto, Ramos e Heleno
se deu quando resolveram mentir descaradamente durante o Inquérito sobre a
pretendida interferência do Bolsonaro na PF.
Esquecendo o “script”, pois certamente combinaram antes, deram
versões conflitantes sobre o episódio, a ponto do “Mito” ter corrigido o
porquinho Ramos dizendo que ele se enganou. O General disse ao Delegado
não lembrar de vários fatos importantes, mas “lembrou” que quando o Bolsonaro
falou em Segurança lançou um olhar ao “porquinho” Heleno. É muito
descaramento!
COMENTÁRIO
Não vá pensar o leitor desavisado que o culto Humberto Ellery, um
dos mais ilustrados integrantes da ACLJ, não esteja ele entendendo o que
se passa no País, em relação à perseguição que se faz contra o Presidente
Bolsonaro, notadamente sobre o episódio em que o ingrato ex-ministro Sérgio
Moro faz uma denúncia vazia, por motivo de vindita, contra o seu recente
benfeitor, que o guindou a Ministro de Estado e o nomearia Ministro do Supremo Tribunal.
Não. Ellery entende perfeitamente o que se passa, mercê de seu
grande descortino e de sua inteligência excepcional. Ele apenas se recusa a admitir
a realidade, acometido por aquilo que Martinho Rodrigues chama “a cegueira dos
paradigmas”. O ódio pessoal que Ellery desenvolveu em relação a Bolsonaro, que já se
percebe na passionalidade da sua retórica, lhe impede de enxergar o óbvio.
Jair Bolsonaro, que é Presidente da República, eleito e empossado segundo
os mais rígidos preceitos democráticos, sendo, portanto, o Comandante em Chefe
das Forças Armadas Nacionais, e que, por conseguinte, segundo os cânones do
Direito Romano, é também o Primeiro Magistrado da República, quis mudar peças
no tabuleiro de xadrez de sua Polícia Federal, na intenção de otimizá-la. Só isso.
E fê-lo por lhe parecer oportuno, conveniente e necessário, nos
parâmetros administrativos da discricionariedade, e a sua elevada posição de
dignitário máximo da Nação lhe confere fé-pública para decidir e realizar. Ele não
estava obrigado a explicar as causas, nem tinha que dar satisfação a nenhum Ministro
de Estado, muito menos aos integrantes dos outros Poderes da República.
Sérgio Moro, este sim, fez ilações graves em âmbito nacional, atribuindo motivos ilícitos à presumida intenção do Presidente, citou fatos e
pessoas de um pretenso quadro probatório, e o Procurador da República ficou na obrigação de
abrir um competente inquérito junto ao Supremo Tribunal. O STF, por seu turno, assim provocado, se viu no dever institucional de mandar ouvir testemunhas e examinar o escopo
fático.
Mas não há um fato típico determinado, uma razão específica para a
pretensa conduta ilícita do Presidente da República. Não há indicação do inquérito federal em que ele pretendesse interferir. Então, o que houve, da parte de
Moro, foi um ato que se subsume às três modalidades de crimes contra honra – a
injúria, a difamação e a calúnia. Só que
esta última, a calúnia, impõe que se conceda ao acusador a “exceção da verdade”, que é o
direito de tentar provar o alegado.
Portanto, na verdade, as ouvidas de pessoas e a análise do tal vídeo da reunião do Governo não buscam
um crime do Presidente, que se presume inocente até trânsito em julgado, mas,
na verdade, tecnicamente, representam a oportunidade, que a lei concede ao acusador, de tentar provar os fatos da sua invectiva – antes de que seja ele denunciado e
condenado por crimes de calúnia e de denunciação caluniosa.
Portanto, quem está com o rabo na ratoeira se chama Sérgio Fernando
Moro. Jair Bolsonaro é a vítima, é o caluniado, que espera tranquilamente seja evidenciado não ter cometido ilícito algum, para então assumir o polo ativo e fazer punir o autor do fato.
Ficar discutindo o que foi dito no vídeo, e dele o teor exato (que é evidente), a partir de detalhes desimportantes que aqui e acolá são deslembrados por quem participou da reunião e foi ouvido, tomando isso por "contradições", é querer concorrer com o fabulismo de George Orwell.
Ficar discutindo o que foi dito no vídeo, e dele o teor exato (que é evidente), a partir de detalhes desimportantes que aqui e acolá são deslembrados por quem participou da reunião e foi ouvido, tomando isso por "contradições", é querer concorrer com o fabulismo de George Orwell.
Reginaldo Vasconcelos
Seu texto me trouxe à memória os cachorros que formavam a estrutura de coerção do porco tirano e mentiroso.
ResponderExcluirParabéns doutor!