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sábado, 11 de janeiro de 2020

SINOPSE - Confluência Método-Saber (VM)



CONFLUÊNCIA
MÉTODO-SABER
(Rapidíssima Sinopse)
Vianney Mesquita*




A ciência nada mais é do que o senso comum refinado e disciplinado. (Gunnar Myrdal, economista sueco – Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 1974. Gagnef, 6.12.1898 – Danderyd, 17.5.1987).




Convém expressarmos, a priori e por necessário, o fato de que saber e método, caminhando sempre juntos, denotam conceitos de requerida aprendizagem liminar, por parte de uma pessoa que intente compreender as duas ideias em ultrapasse às evidências da opinião geral.

Nos dias correntes, é consabido o fato de que, em todo o universo de cultura científica - incluso, evidentemente, nosso País – há muita reflexão acerca dessa matéria, com amparo em filósofos da ciência do passado, bem como, em específico, da centúria fluente.

Pensadores da dimensão intelectual de Karl Raimund Popper, filósofo austríaco e naturalizado inglês, do grão-britano Bertrand Russel e de outros que lhes seguem os passos ou com eles andam em paralelo à demanda de explicações para os eventos científicos, e.g, fazem grande escola e nos deixam como herdade um excepcional acervo librário. Neste passo, ajudam seus continuadores e pesquisadores em geral a, cada vez mais, dessedentar a garganta sequiosa da ciência na sua sede infrene por conhecer, procurando desvesti-la do caráter de mistério que lhe foi imposto pelos terroristas da dificuldade, quais verdadeiros súditos do impossível.

Este curto exercício objetiva carrear aditamentos à compreensão da matéria, constituindo-se como chamamento e convite aos visitantes dos misteres de procura das relativas verdades científicas a conhecerem as teorizações das diversas correntes e dos variados pensadores vinculados ao assunto.

Podem, com efeito, ser instituídas condições, desde os primeiros contatos com os respectivos feitos, para que se trabalhe o evento científico consoante os entendimentos consagrados na diuturna reflexão e pela via da prova em todos os quadrantes da ciência em suas mais distintas taxinomias.

Antes de adentrarmos as considerações e cotejamentos entre a noção de saber vulgar-senso comum e a ideia com teor científico, impende oferecermos um conceito de conhecimento. No jeito mais singelo de se exprimir, é válido dizer que o saber radica na assimilação dos objetos e sua retenção na memória, o armazenamento no espírito.

No ato de conhecer, existe um sujeito – o que conhece – e há um objeto – o conhecido, quando o sujeito retém o objeto e o reflete no entendimento.

Parece fácil depreender, pois, o fato de que sujeito e objeto são absolutamente indispensáveis para a consecução do ato cognitivo. Não havendo um para conhecer e na ausência de outro a fim de ser conhecido, manifestamente, se afigura impossível o conhecimento. Na integralização dessa obviedade, porém, de indispensável expressão a fim de que se aportem às devidas explicações, são convidados à colação dois outros elementos – o pensamento e a verdade.

O primeiro evoca, encadeia e capta as representações da mente, as quais são pretexto do nosso conhecimento. A verdade, in allia manu, é a adequação, a coerência entre a exposição mental do sujeito e do seu objeto. A ideação de verdade, por conseguinte, repousa na consonância entre o que foi refletido e o pensamento.

Ao ser concedido o início do conhecimento, o ser pensante exercita uma seleta, discriminativa, mediante a qual se apercebe das semelhanças e diferenças dos objetos. Quando contemplamos a realidade fatual, ou na oportunidade em que refletimos sobre os objetos, nos quedamos a compará-los, separando os que são análogos daqueles distintos. A compreensão do diferente é procedida no mesmo instante em que se efetiva o alcance dos objetos análogos.

Com efeito, seria inócuo o conhecimento se as coisas fossem todas iguais e se a realidade sobrasse homogênea e imutável. Há em toda cognição, pois – para remate dessas considerações – um status de relação, em que se ligam os objetos, podendo ser os vínculos de analogia ou diferença e de existência concomitante ou sucessão.

Tencionamos, noutro lance que for apropriado, retornar para prosseguir com estas reflexões.


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