HOMEM DO ANO NO CEARÁ

2019

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Reitor da UFC

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DESTAQUE CEARENSE

2019

Mansueto Almeida

Secretário do Tesouro Nacional

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PALAVRA DO ANO NO BRASIL

EM 2019

“PROTAGONISMO”

(COM AS SUAS COGNATAS)

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quarta-feira, 24 de julho de 2019

REUNIÃO NA TENDA ÁRABE E MOMENTO LITERÁRIO - 24.07.2019

REUNIÃO NA TENDA ÁRABE
E MOMENTO LITERÁRIO


Na noite da última terça-feira (23.07.2019) reuniram-se na Tenda Árabe os acadêmicos  Reginaldo Vasconcelos, Rui Martinho Rodrigues, Alana Alencar, Arnaldo Santos, Júlio Soares, Vicente Alencar, Altino Farias,  Márcio Catunda, e o convidado Jackson Albuquerque.


A experiência gastronômica da semana foi uma Moqueca de Peixe, prato clássico da cozinha baiana, uma caldeirada que tem como base o leite de coco, o azeite de dendê e cheiro verde, preparada com rodelas de cebolas, tomates e pimentões, e no caso postas de arabaiana e de sirigado, os mais indicados na receita. É item do repertório culinário da família Vasconcelos. 



Seguiu-se à reunião a sessão de leitura de poesia e de prosa poética, o “Momento Literário da Embaixada da Cachaça”, evento cultural semanal instituído pelo Embaixador Altino Farias, Membro Titular Fundador da ACLJ.

Essa prática artística e performática, internacionalmente designada como poetry slam,  nasceu em Chicago, na Green Mill Tavern, em meados dos anos 80, por inciativa do escritor Marc Kelly Smith, disseminando-se por todo o país e depois pela Europa, e por outras partes do mundo. A palavra inglesa slam refere a poesia produzida para ser lida em público.

Participaram da declamação Altino Farias, Márcio Catunda, Vicente Alencar, Reginaldo Vasconcelos, Luciano Maia, Akemi Ito e Romeu Duarte, que apresentou, com voz e violão, uma canção de sua autoria, em parceria com Luciano Maia. Na self, o casal de poetas da ACLJ, Alana e Júlio.






COMENTÁRIOS

Na reunião da ACLJ desta última terça-feira, na Tenda Árabe, a leitura de um prefácio produzido para o próximo livro do confrade Rui Martinho Rodrigues, obra que está no prelo, suscitou uma sadia discussão sobre a diferença entre as expressões “argumento de autoridade”, em português, e outra em latim, “argumentum ad baculum”, lembrada pelo acadêmico Júlio Soares, que é bem versado no idioma litúrgico eclesiástico. 

Apurou-se que, em ambos os casos, trata-se de postulados dogmáticos, que, portanto, tem-se que aceitar sem discutir.  Mas “argumento de autoridade” é aquele que se pretende consagrado e irrefutável em virtude de ser abonado pela citação de sumidades na matéria. Já “argumentum ad baculum” é a afirmação imposta pela autoridade da Igreja.

Isso levou ao comentário de que a palavra “báculo” é um sinônimo clássico de “cajado”, utilizado geralmente em referência ao “báculo episcopal”, o longo bastão de extremidade encurvada, tradicionalmente portado pelos bispos, ou ao “báculo papal”, empunhado pelos papas.

Entrou-se então por especulações sobre a etimologia da palavra “imbecil”, que viria do latim indicando aquele tão desassisado, tão desatinado, que sequer usava um bastão (ou um báculo) para se defender e se impor socialmente, segundo as necessidades e costumes da Antiguidade.

Porém apurei depois que a acepção da palavra “imbecil”, na sua versão latina, não indicava o idiota, como indica hoje, mas o fisicamente doente, o debilitado, o vulnerável, de modo que seria aquele que não podia prescindir de um bastão para se locomover.

Tudo indica então que, enquanto o termo “báculo” evoluiu semanticamente para significar o cetro que indica  autoridade, o palavra “imbecil” migrou semanticamente da acepção de deficiente físico para a de tolo ou inepto. Esse é o nível das conversas e debates nas reuniões da ACLJ – o que deveria ser também no âmbito das demais academias literárias.  

Reginaldo Vasconcelos


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Após tão eloquente e bem fundamentada tese, nada mais resta senão dizer: Sine glosa. Brilhante. O nível dessa e de tantas conversas resta notado que a Academia Cearense de Literatura e Jornalismo tem prestado uma valorização da cultura, seja local, seja nacional, em todos os tempos.


Júlio Soares
    

Um comentário:

  1. Após tão eloquente e bem fundamentada tese, nada mais resta senão dizer. Sine glosa. Brilhante. O nível dessa e de tantas conversas resta notado que a Academia Cearense de Literatura e Jornalismo tem prestado uma valorização da cultura seja local, nacional e de todos os tempos.

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