HOMEM DO ANO NO CEARÁ

2019

Cândido Albuquerque

Reitor da UFC

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DESTAQUE CEARENSE

2019

Mansueto Almeida

Secretário do Tesouro Nacional

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PALAVRA DO ANO NO BRASIL

EM 2019

“PROTAGONISMO”

(COM AS SUAS COGNATAS)

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domingo, 16 de junho de 2019

ARTIGO - Só Deus na Causa (RV)


SÓ DEUS NA CAUSA
Reginaldo Vasconcelos*


Eu, que tanto tenho contestado a conduta judicante do Ministro Lewandowski, desde o julgamento do mensalão, passando pela sua desastrosa atuação no processo de impeachment de Dilma Roussef – entretanto tenho que louvar o voto que proferiu no julgamento da ação que concluiu pela criminalização da homofobia.

Começando pelo erro etimológico da aplicação do termo “homofobia” na acepção sociológica que se lhe conferiu, tendo em vista que “fobia”, do latim, indica medo, e não aversão moral, e terminando pelo equívoco semântico, porque “fobia” entrou no idioma português pelo jargão médico, pois indica o medo patológico. Sem falar que “homo”, por seu turno, indica “igualdade”, de modo que a palavra termina por significar, de fato, “medo do que é homogêneo”.

Mas retornando ao tema específico do voto do Ministro Lewandowski, que entendeu, com absoluta correção, que o Supremo Tribunal Federal não poderia jamais legislar, criando um novo tipo penal, tendo em vista que o tal crime de homofobia não está positivado no ordenamento jurídico brasileiro, no qual somente o Parlamento tem atribuição constitucional para inovar – nunca o Poder Judiciário.

Como sói acontecer, o STF resolveu dar um “jeitinho brasileiro”, por meio de mais uma das interpretações tortas que perpetra, entendendo que o conceito de “raça” nada tem a ver com “etnia”, e que, portanto, a condição sexual pode também ser predicado da raça de alguém. Assim, suas excelências entenderam que exista a raça das mulheres, a raça dos homens, e a raça LGBT. Tudo isso para introduzir, “na marra”, como crime de racismo, a manifesta aversão de alguém ao homossexualismo.

Ao defender essa aberração ideológica, com toda a sua circunspecção e sua conspícua verborragia jurídica, o decano Celso de Mello foi interrompido por aparte do colega Lewandowski que emendou, com ironia nos olhos: “Eu, Ministro, não vou atravessar esse Rubicon!”. Em outras palavras, disse ele: “Desta vez, vão sozinhos vós todos nessa aventura sofismática, que eu me incluo fora dela”.

E vai o nosso Brasil por vias tortas, quase falido por desmandos dos governos anteriores, uma nau desgovernada tripulada por sandeus – agora os deputados do Centrão e das esquerdas querendo roubar a cena, estorvando de toda maneira o projeto governamental de reforma da previdência social, para bradar que agora são eles os protagonista da medida saneadora.

Enquanto isso a grande imprensa nacional coloca uma lente de aumento sobre todas as bravatas da oposição,  minimizando todas as medidas acertadas do Executivo, fazendo divulgação seletiva de tudo que possa levar ao fracasso do Governo, cuja eleição ela desacreditava e tentou atrapalhar, e cujo sucesso veio de forma absolutamente legítima e democrática, a despeito de uma tentativa de assassinato de permeio, Governo que, em fracassando, deixará o País sob os abutres. 

Que Deus se apiade de nossas almas!


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