A PRESUNÇÃO
MESSIÂNICA
Rui Martinho Rodrigues*

Joseph
Artur Gobineau, intelectual “esclarecido”, ao gosto dos reis filósofos, errou
feio com uma estúpida teoria racista. Foi acompanhado pela intelectualidade do seu
tempo. Cesare Lombroso, errou feio quando pretendeu explicar o crime pelos
traços anatômicos do crânio e da fisionomia, também acompanhado pelos sábios do
seu tempo. O Grande sábio ateniense que concebeu um governo de filósofos,
retratou-se mais tarde, em obra de maturidade, “As leis”, que os intelectuais
divulgadores escondem.
Keynes
falou em efeito manada, ao descrever os erros praticados pela maioria dos
“técnicos” que orientam investimentos em bolsas, nos momentos de crise. Sowell
critica o que ele chama de “intelectual ungido”, imbuído de espírito
messiânico, armado de presunção de superioridade moral e intelectual, por
estarem sempre errados. Isaiah Berlin e Paul Johnson atribuem tais ao fato de
eles se atrelarem a movimentos, perdendo o senso crítico e sofrendo o efeito
rebanho mencionado por Keynnes.

Nenhum comentário:
Postar um comentário