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segunda-feira, 29 de junho de 2020

CRÔNICA - 28 de Junho de 1960 (JGB)

28
DE JUNHO DE
1960
José Gusmão Bastos*

ESSA DATA, à época feriado dedicado aos mártires São Pedro e São Paulo, me parece ter sido ontem, pois inesquecível se tornaria por assinalar meu casamento com Maria Zita Bezerra Gonçalves. Eram oito horas quando o Monsenhor Gerardo Ponte, contemporâneo do Seminário da Prainha, presidiu a cerimônia de casamento com efeitos civis na Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Seguiu-se a recepção a parentes e amigos, na residência dos tios Plácido e Olívia Gonçalves Viana. A lua-de-mel aconteceu na colônia de férias do SESC-SENAC, na praia do Pacheco, então bastante frequentada pela nossa classe média. Viagens ao exterior não entravam “na agenda” dos noivos.

NOSSOS desígnios de união começaram a se concretizar no início das aulas da Faculdade de Direito, no ano de 1954. Antes, cursamos a Católica de Filosofia, localizada no Colégio dos Irmãos Maristas. Ela, no curso de letras anglo-germânicas e eu nas neolatinas, em salas diferentes. O namoro começaria nos recreios das aulas de Direito, quando os colegas se reuniam em grupos para o jogo de formação de palavras: quem colocasse a última letra, perdia. E não é que a Zita e eu fomos os campeões em quase todas as partidas? O namoro prosseguia na residência de dona Maria Eugênia, na Senador Pompeu 1418, a uns dois quarteirões da faculdade, onde uma bem preparada merenda aguardava a loirinha de olhos azuis...

DIFÍCEIS foram os primeiros anos de casório. Havia comprado uma casa no bairro de Fátima pela “tabela price” (oito anos de prestação fixa, sem juros), e o salário de jornalista e advogado principiante não era suficiente para as despesas da família, que começava a se formar. Passaria no concurso para Promotoria de Justiça no 5º lugar, vaga surgida em fins de 1961, e então assumi a comarca de Pacoti. Decorridos alguns anos, Zita passou em 1º lugar no concurso para o cargo de Procuradora Autárquica Federal, e o futuro concretizou-se para a família. Assim, com o esforço conjunto, nossos filhos estudaram em bons colégios, compramos o primeiro automóvel e um apartamento bem localizado nas proximidades da Praça de Imprensa; e pudemos viajar para os “States” e as “Europas”...



DEUS continuou generoso, premiando-nos com quatro filhos e seis netos, cinco deles já formados em cursos superiores, e o caçula fazendo medicina. Se não bastasse tanta felicidade, o primeiro bisneto surgiu: David Filho, que faz a todos sorrir e agradecer ao Senhor dos Universos pela dádiva feliz.


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