VIVA A LEI ROUANET
Humberto Ellery*


Chico Buarque, multimilionário, irmão da (à época) Ministra da Cultura, Ana Holanda, foi agraciado com R$ 10 milhões para fazer um filme sobre um livro seu; sua namorada, Thaís Gulim, com R$ 801 mil para custear um CD e uma Turnê; um documentário “Chico: o Artista e o Tempo”, mais R$ 4,4 milhões; mais R$ 900 mil para traduzir seu livro “Leite Derramado” para o coreano (aí, quem tinha que reclamar eram os coreanos, se é que me entendem...)

A Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, da qual tenho muito orgulho de fazer parte (com toda a humildade), resolveu que era hora de sairmos da torre de marfim, da zona de conforto que construímos para nós, em nossos saraus e tertúlias literárias, e levarmos ao povo ações que nós entendemos importantes para o despertar do interesse por ações culturais, principalmente dos jovens.


Nós já apresentamos o Projeto ao Ministério da Cultura, que o aprovou, e nos autorizou a captar R$ 400 mil das empresas que se dispuserem a investir nesse projeto de grande alcance cultural. Estamos no momento justamente buscando o apoio dos empresários cearenses. No nosso caso, todo o investimento, cem por cento do valor aplicado, será descontado no Imposto de Renda devido anualmente pela empresa.
Por oportuno, e em defesa da continuidade e até ampliação do alcance da Lei Rouanet, vou citar um fato, que reputo importantíssimo, em relação ao fomento das atividades culturais apoiadas basicamente por essa Lei.
Sem desfiar os números e dados oficiais, que podem ser compulsados no livro “A Lei Rouanet – Muito Além dos (F)Atos” (Edições Fons Sapientiae – São Paulo – 2016), do jornalista, produtor artístico e gestor cultural cearense Henilton Menezes, a verdade é que o setor cultural, em termos de geração de empregos e em arrecadação de impostos, movimenta a Economia Nacional em volumes mais expressivos que a telefonia celular! a Lei Rouanet custa aos cofres públicos, em renuncia fiscal, apenas 0,64% do PIB, e devolve, com sua atuação, quatro vezes mais: 2,60% do PIB.
Viva a Lei Rouanet!
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