HOMEM DO ANO NO CEARÁ

2019

Cândido Albuquerque

Reitor da UFC

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DESTAQUE CEARENSE

2019

Mansueto Almeida

Secretário do Tesouro Nacional

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PALAVRA DO ANO NO BRASIL

EM 2019

“PROTAGONISMO”

(COM AS SUAS COGNATAS)

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terça-feira, 2 de abril de 2019

RESENHA - Observatório - 31.03.19

PROGRAMA OBSERVATÓRIO


A edição deste domingo, 31 de março, do Programa Observatório, do jornalista Arnaldo Santos, recebeu como debatedores o jornalista e advogado Reginaldo Vasconcelos e os professores Clésio Arruda e Francisco Moreira, consagrados analistas políticos.






Arnaldo Santos iniciou o debate trazendo o caso do Desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o qual, ao lado do cantor Leonardo, cheio de jocosidade, gravou mensagem erótica a cinco juízas do seu Estado, que ele nomina no vídeo amador postado na Internet. O episódio grotesco depõe, não só contra ele mesmo, mas contra toda a magistratura catarinense. 

Nos dois blocos seguintes, trataram-se das apreensões dos brasileiros, inclusive e principalmente dos eleitores do Presidente Jair Bolsonaro, tendo em vista que já se passaram três meses do Governo e ainda não foram implementadas as suas principais promessas de campanha.

Segundo entende Clésio Arrruda, ao tempo em que pipocam polêmicas, causadas pelas declarações do Presidente na imprensa e nas redes sociais, "ácidas e irônicas", o Governo segue sem um programa definido, ao contrário do que, diz Clésio, ocorreu com FHC e com o próprio Lula, que, bem ou mal, tinha foco muito claro nas política sociais. 

Moreira acrescentou que Bolsonaro instalou a política da "picuinha", através do Twitter. Tratou do desgaste entre o Presidente da República e o Presidente da Câmara dos Deputados,  provocado pelo Chefe do Executivo, por seus filhos e por seus apoiadores na Internet  em relação à recusa de Bolsonaro em atender ao chamamento de Rodrigo Maia para fazer articulações com os parlamentares sobre a ansiada Reforma da Previdência. 
  
Arnaldo pontificou que o Presidente Bolsonaro ainda não saiu do palanque eleitoral, insistindo em combater o que ele chama de "velha política", em referência aos governos de cooptação que o antecederam. Acha o cientista político que continua em vigor a premissa segundo a qual "quem ajuda a eleger, ajuda a governar"  não por meio da barganha de verbas e cargos, mas compartilhando os interesses políticos dos partidos. Arremata com a conhecida frase: "O Brasil não é mesmo para amadores".

Reginaldo Vasconcelos concordou que o Governo realmente ainda não começou a funcionar, talvez esperando a aprovação da Reforma da Previdência, do Ministro Paulo Guedes, e da Lei Anticrime, do Ministro Sérgio Moro, para somente depois implementar as medidas prometidas em campanha. 

Lembrou que já se esperava uma grande quebra de paradigmas deste Governo disruptivo, e criticou o caos instalado em sua pasta pelo novo Ministro da Educação, o colombiano Ricardo Veléz Rodrigues,  e a excentricidade do Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que na solenidade de posse fez falas em tupi e em latim, entretanto não discursou em inglês durante a visita presidencial aos EUA, conforme dele se esperava, a exemplo do que fez o Ministro Paulo Guedes. 

Essa conduta do Ministro Chefe do Itamarati evoca personagens da nossa literatura lusógrafa, como Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, o Conselheiro Acácio, de Eça de Queiroz e Janjão, do conto "Teoria do Medalhão', de Machado de Assis  este lembrado por Arnaldo Santos.    
     
O Observatório, apresentado pelo Jornalista e Sociólogo Arnaldo Santos, titular fundador da ACLJ, vai ao ar todos os domingos, pela TV Fortaleza, canal 6 da Multiplay (canal 61.04 na TV aberta) às 23 horas, com reprises às segundas e sexta-feiras, às 22 horas. 

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