O Direto da Redação, programa que vai ao ar de segunda a
sexta pela TV Cidade, às 8:10h da manhã, apresentado pelos jornalistas e
analistas sociais Alfredo Marques e Freitas Júnior, membros da ACLJ, na edição
desta quarta-feira, dia 19 de junho, tratou dos temas mais atuais e momentosos.
Alfredo Marques iniciou o programa anunciando a grande marcha
popular que ocorrerá na data de hoje em Fortaleza, as 10:00h, a partir do
viaduto do Makro, na BR 116, em protesto contra os gastos governamentais com os
eventos desportivos internacionais sediados no Brasil – a Copa das
Confederações, este ano, e a Copa do Mundo, no ano que vem. Segundo ele, 30.000
adesões estão confirmadas pelas redes sociais.
Freitas Júnior pontuou que Alfredo Marques, também é advogado, comparecerá ao evento
na condição de observador oficial da OAB-Ce, por delegação do Presidente da entidade, Valdetário Monteiro.
Sua missão institucional será de acompanhar o caráter pacífico e
democrático da manifestação, e denunciar, se for o caso, eventuais excessos
contra a cidadania, seja por parte de manifestantes, seja por artes da força
pública. No Rio de Janeiro e em São Paulo as passeatas de protesto degeneraram
para episódios de vandalismo e arrastões.
Freitas registrou que as pautas de reivindicações Brasil a fora
são as mais diversas, como o julgamento do mensalão, até agora sem resultado
efetivo, com políticos condenados ainda legislando no Parlamento brasileiro; o
mínimo salário mínimo e o baixo valor da aposentadoria; a indigência na
educação e da saúde públicas; a segurança pública falida.
Alfredo Marques informou a estatística de que as Copas de
Futebol custarão em média 81 dólares, ou 160 reais, a cada habitante do Brasil
– mesmo aqueles que não apreciam o esporte, e mesmo os que vivem nos mais
remotos recantos do País.

Alfredo lembrou que 55 cidades do Exterior registraram
movimentos populares em solidariedade aos protestos no Brasil, contando,
principalmente, com milhares de brasileiros que residem em outros países.


De qualquer modo,
Alfredo Marques advertiu que dessa fez não vai adiantar querer colher
dividendos políticos dessa onda de protestos. “A vontade popular está
absolutamente insurreta” pontificou o comentarista.



Se isso for
confirmado, aquele governo municipal terá amargado uma gravíssima falha de
comunicação social, que provocou uma revolta popular naquela cidade, com um
grande panelaço que culminou por manter o prefeito sitiado no interior de uma
agência bancária, por muitas horas da noite de ontem, até a madrugada.

O deputado diz ser
amigo do prefeito daquela cidade, e aliado do presidente da Câmara Municipal, e
que, portanto, não teria motivo para praticar esse atentado, que diz repudiar. Mas,
sem demonstrar a indignação natural dos injustiçados, insiste no argumento de
que no processo não há provas robustas contra ele.
Provas são
necessárias no processo, não no exercício da defesa pública de um político. Não
haver provas técnicas nos autos do processo criminal não lhe garante inocência,
no julgamento do povo, pois isso pode ser apenas um golpe de sorte, que lhe proporcione
impunidade. O essencial é convencer as pessoas de sua inocência, pelo seu
caráter, pela sua história, ainda que apareçam provas – ainda que em restando
condenado.
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