AMANHÃ EU TAMBÉM VOU
Precisamos compreender que há um mundo que se desfaz em
suas arrogâncias e certezas, há uma crise civilizatória de um modelo economicista
e predatório que se esgota. Estas manifestações estão acontecendo no mundo todo, não é apenas no Brasil.

É como se maio de 68 fosse apenas um ensaio para o que vivemos hoje, sendo o que vivemos hoje no mundo mais significante e intenso, pois se trata da agonia de uma civilização, de um modelo violento e injusto.

o mundo e a humanidade.


Talvez, estejamos vivendo um momento assim, e ainda não
tenhamos a capacidade do discípulo de Buda para compreender e nos iluminar. O
mundo como está é insustentável e insuportável.
Mesmo que estas manifestações, no Brasil, cessem amanhã, nada será como antes, e o processo continuará, pois o mal-estar é mais profundo e vai além dos discursos políticos tradicionais, de esquerda ou direita, que se uniram achando que "esquerda e direita unidas jamais serão vencidas". Serão sim!
Embora seja um texto antigo, recomendo a leitura do "Mal-estar da Civilização" de Freud. Faz tempo que este modelo de civilização vem apodrecendo... O que foi a primeira guerra mundial com os seus 50 milhões de mortos? Foi um sangradouro armado pelo capitalismo em defesa de seus privilégios.
A esperança é que pipoquem em todo o mundo mil e uma revoltas de indignados, se possível com canções, flores e poesia. Afinal de contas "Há algo de podre no reino da Dinamarca". (Hamlet, pela escrita de William Shakespeare). Achei bonito ver meus filhos e meus netos nas ruas. Amanhã eu também vou.
Como cada um pode se expressar livremente, vou levar um
cartaz dizendo: PAREM DE MATAR ÍNDIOS - ESTE GENOCÍDIO JÁ DURA 500 ANOS.
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Por Rosemberg Cariry
Cineasta e Jornalista
Cadeira de nº 27 da ACLJ
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