BRASIL EM CRISE
Há muito, falar e pensar em política me aborrece e enfada. E não
é só com relação à do Brasil; à do mundo inteiro também. Mas o Brasil é
nosso, e os desmandos daqui doem mais, muito mais em nossos corações.
Então, prefiro os bares. Mas como não tenho sangue de barata, aí vai minha
opinião sobre o momento político atual.
Nossos problemas são tão graves que fica até difícil começar a
falar no assunto. Um puxa o outro, e a gente vai se enfezando mais e mais, com
tanta “sacanagem institucionalizada”.
Um simples boato do fim do Bolsa Família causou pânico e deixou
seus beneficiários de joelhos, assustados e acovardados perante o Governo
Federal. Detalhe: ISSO NÃO É OPINIÃO, É FATO!! Então, há algo de muito
errado nessa história. Muito mesmo.
O programa passou de conquista social a
simples assistencialismo, em algum momento. Parodiando Chico Buarque, e
"ninguém notou, ninguém morou" quando essa fronteira foi rompida. E
criou-se um exército de desvalidos dependentes do benefício, sem outro
rumo ou perspectiva de melhora.
Isso sem falar nas fraudes de fazer corar qualquer um. Nenhum
município passaria por uma auditoria mediana séria no programa do Bolsa
Família. Nenhum!! Basta investigar.
Por outro lado, há senadores comprometidos desde a campanha.
Eles são acompanhados de uma figura chamada "suplente", que não
recebe um voto sequer, mas que, quando o chefão se afasta para ocupar um cargo
relevante, previamente acertado, diga-se, eis que num passe de mágica o
suplente, que na maioria das vezes o eleitor nem sabe quem é, assume, pronto
para servir ao seu senhor, o titular. Que aberração!! Isso é democracia? Diga-me!
Então, o negócio tem que partir de uma ampla reforma política,
com o voto distrital como bandeira mor. Precisamos saber em quem votar, e de
quem cobrar resultados. Atualmente, é comum o político de uma região apoiar
financeiramente um candidato a prefeito de outra, e faturar muitos votos a
reboque, sem nunca ter prestado quaisquer serviços ao povo do lugar. Pura
negociata!!
As questões tributária e trabalhista emperram o progresso,
atrapalham a vida do cidadão, inviabilizam o pequeno empreendedor (hoje em dia,
até chefe de família é considerado empreendedor). Mas a quem interessa mexer no
sistema político, tributário e trabalhista? A mim, a você, e àquele ali,
mas os políticos acham que em time que tá ganhando (o deles) não se mexe.

Tem mais. Lula mobilizou todo o Estado Brasileiro para
viabilizar um investimento do apostador Eike Batista. Governador de Estado,
BNDES, Governo Federal. Todos a postos para dar uma ajudazinha ao Eike, que
estava aperreado... Pergunto: A troco de que? Talvez alguém do porte de um
Paulo Maluf responda fácil-fácil essa questão.

Mas, deixemos esses assuntos de lado e vamos falar do HOJE. Hoje
vivemos num regime de exceção. Não podemos ir e vir, senão somos assaltados na rua
e até mortos queimados por termos somente R$ 30,00 na conta.
Não podemos possuir armas de fogo para defender nossos lares,
que são, segundo a Constituição, invioláveis. Ou seja, cobrador não pode bater
à sua porta, mas marginal pode entrar e matar. Então poderemos esboçar alguma
reação de defesa com a faca da cozinha em punho e já com a alma noutro mundo.

As minorias politicamente corretas (ou ridículas) tolhem nossa
liberdade de expressão. Não pode dizer isso, não pode falar aquilo. Isso é
discriminação, isso dá cadeia...

Voltando ao assunto "Justiça", nem todos são iguais
perante à lei. Mais uma aberração democrática. O próprio ex-presidente
afirmou que Sarney, quando acossado por mil denúncias, "não era uma pessoa
comum", portanto, demandava tratamento especial. Ou seja, a lei não vale
para todos. Mais uma exceção ao regime democrático.
Então, sem proteção da lei, sem o direito de ir e vir, sem nos poder
expressar livremente, sem termos a mínima proteção de nosso território...
Estamos vivendo numa espécie de "Estado de Sítio" branco.
Espero que essa mobilização nacional popular ache o fio condutor
para expressar essas e outras insatisfações da sociedade e consigamos,
enfim, o comprometimento dos nossos governantes, dentro da normalidade
democrática e institucional, pois não podemos abrir mão desses valores.
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