EXEMPLO DE ESTADISTA
Por Paulo Maria de Aragão*

Numa dessas
comunicações, um indivíduo fez-se de importante, identificando-se pela patente.
Juscelino simplesmente replicou:
“Companheiro, você aqui não é coronel, porém o
cidadão radioamador”. O fato ganhou corpo. Noutra oportunidade, surgiu um
graduado que, na tentativa de intimidade com JK, extrapolava ao anunciar-se:
“Alô, Juça! Aqui, Botina Preta; somos da irmandade”. Ao que se sabe, Juscelino
sorriu e manteve a fleuma.

O exemplo de JK merece
ser lembrado nos tempos atuais, em razão inversa ao comportamento prepotente de
muitos políticos. O mineiro boêmio e seresteiro ascendeu ao poder sem sede, sem
perseguir nem desprezar os menos favorecidos, notabilizando-se nas fases
ascendente e descendente da vida pública. Não perseguiu adversários, a exemplo
dos militares revoltosos de Aragarças; ao contrário, desarmou-os,
concedendo-lhes anistia.

*Paulo Maria de Aragão
Advogado e
professor
Membro do
Conselho Estadual da OAB-CE
Titular da
Cadeira de Nº 37 da ACLJ
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