quinta-feira, 6 de setembro de 2018

COLUNA VICENTE ALENCAR - 1318 (06.09.18)


VICENTE ALENCAR
COLUNA 1321
06 DE SETEMBRO DE 2018
QUINTA-FEIRA

Estamos em Fortaleza, 
Capital do Ceará, 
no Nordeste do Brasil.

FOI BRILHANTE
a reunião de ontem da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo – ACLJ, sob o comando do presidente Reginaldo Vasconcelos, nesta terça-feira, dia 04 de setembro. Foram muitos os acadêmicos presentes e aconteceu a votação para escolha do Homem do Ano, importante promoção da entidade.  Foi colocado em primeiro lugar o nome do Diretor-Geral do Dnocs, Engenheiro Ângelo Guerra.

CONTINUA
a luta contra a maré, dos professores da UECE, UVA e URCA, as três Universidades Estaduais, cujos professores há 26 anos lutam por seus Direitos  (Precatórios...) e não têm nada a seu favor. Estão comendo o pão que o diabo amassou e nada se resolve.

O SINDICATO
dos Docentes do Ensino Superior Público, que tem à frente o Professor  Gilberto Telmo Sidney Marques, luta desesperadamente para que os seus colegas  possam receber os seus atrasados, mas nada se resolve. E já são passados 26 anos...

DIA 11 DE SETEMBRO
no horário de sempre – 9:30h às 11:30h – a realização de mais uma Terça-Feira em Prosa e Verso, na Academia Cearense de Letras. São convidados poetas, escritores, trovadores e todos aqueles que gostam de Cultura. Nos dê o prazer da sua presença.

NESTE SÁBADO,
dia 8 de Setembro, mais uma reunião da Associação dos Rádio Ouvintes do Ceará, sob a presidência da Pesquisadora e Historiadora do Rádio, Advogada Verônica Fontenelle, às 9 horas e 30 minutos na Casa de Juvenal Galeno – Rua General Sampaio, 1128.

PARA TRANQUILIDADE
e satisfação de todos os seus amigos, a Escritora Francinete Azevedo, que sofreu um incomodo de saúde no final da última semana, encontra-se plenamente recuperada. Continuará alguns dias sob cuidados médicos, como é de praxe. O nosso grande abraço de recuperação a destacada amiga, defensora intransigente de nossas Letras.

ÂNGELO OSMIRO BARRETO,
que preside o Grupo de Estudos do Cangaço-GECC no Ceará, sendo Vice-Presidente da Sociedade Cearense de Geografia e História foi homenageado no último final de semana em Mossoró, Cidade norte Riograndense. Recebeu o título de AMIGO DO MUSEU DO SERTÃO. Muito merecido.



quarta-feira, 5 de setembro de 2018

NOTA ACADÊMICA - Eleição do Homem do Ano


BEM SUCEDIDA
A REUNIÃO INFORMAL DA ACLJ
PARA A ELEIÇÃO
DO HOMEM DO ANO NO CEARÁ
EM 2018


Foi coroada de êxito a primeira reunião geral mensal da ACLJ, no descontraído recinto da Embaixada, nesta terça-feira, 04 de setembro, em que se procedeu a votação e a apuração no processo de eleição do Homem do Ano no Ceará em 2018 – título de que já são detentores o Empresário Beto Studart, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (2016), e o Senador Eunício Oliveira, Presidente do Senado (2017).

Na oportunidade discutiu-se a eventualidade de uma mulher vir a ter maior destaque no âmbito estadual, o que aparentemente entraria em conflito com o nome da comenda, que se reportaria a pessoa do sexo masculino.

O presidente Reginaldo Vasconcelos esclareceu que a palavra homem está aplicada neste caso de forma genérica quanto ao ser  refere à pessoa física, o ser humano, sem definição de gênero quanto ao sexo. Como na linguística portuguesa a mulher ainda ocupa a condição de ser especial, um título que tivesse o nome de Mulher do Ano denotaria destaque exclusivo entre as mulheres, enquanto o Título de Homem do Ano conferido a uma mulher lhe dará relevo na sociedade como um todo – superando qualquer preconceito quanto a isso, e sem atender à chamada ideologia de gênero, que tem o fito canhestro de dividir seres iguais em sua essência.

A escolha este ano recaiu sobre o nome do Engenheiro Ângelo José de Negreiros Guerra, atual titular do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o qual vem sendo considerado, pela sua comunidade profissional, o melhor Diretor-Geral da autarquia ao longo dos últimos 30 anos. Ele revelou que estava honrado com a sua prévia indicação ao título, demonstrando-se sinceramente surpreso com a sua eleição, agradecendo aos que sufragaram o seu nome. 

Dr. Ângelo Guerra, jovem profissional da área de engenharia, sem quaisquer relações político-partidárias, surpreendeu-se quando foi comunicado que assumiria a Diretoria-Geral do Dnocs, indicado que fora como grande estudioso no campo dos recursos hídricos, em sondagem realizada pelo Governo Federal entre especialistas nessa área.

Havia muitos anos a autarquia vinha sendo comandada por afilhados políticos, de modo que uma administração indicada sob absoluto critério técnico só poderia representar um grande contraste entre o seu desempenho e o dos seus antecessores.

Contou também para a escolha de Ângelo Guerra ao título Homem do Ano o fator superação, pois é notório que o Dnocs, de extensa folha de serviços prestados ao Nordeste Brasileiro ao longo de 90 anos – no campo da açudagem, da irrigação, da piscicultura – tem sofrido grande desapreço por parte dos últimos governos, inclusive ameaças frustradas de extinção.

Todavia, mesmo recebendo menos verbas que outras instituições federais criadas para rivalizar com ele e o substituir, o Dnocs tem apresentado números prodigiosos sob a administração do Dr. Ângelo, mercê do empenho que ele consegue obter do reduzido corpo funcional da autarquia, de alta qualidade profissional, que se tem desdobrado para entregar o melhor resultado.

Nessa reunião, além da eleição do Homem do Ano, a ACLJ inovou, fazendo uma pesquisa eleitoral interna para conhecer, estatisticamente, qual a posição majoritária da nossa instituição nestas eleições gerais, especialmente quanto aos candidatos à Presidência da República, ao Senado e ao Governo do Estado – obviamente, de forma secreta quanto à opção de cada um, anonimamente registrada em urna lacrada. 

A ACLJ é estatutária e regimentalmente proibida de tomar qualquer posicionamento ou exercer qualquer atuação político-partidária-eleitoral – como instituição laica, que comporta entre seus membros pessoas de todas as colorações ideológicas e de ampla diversidade social.

Porém, sendo essencialmente uma entidade jornalística, que tem compromisso com a informação, a ACLJ precisa estar bem informada sobre si mesma, tanto quanto sobre o que se passa no País e pelo Mundo. O resultado dessa pesquisa não é público, pois estará disponível apenas aos acadêmicos que o quiserem conhecer.

Compareceram – ou justificaram sua ausência de forma antecipada, com direito à urna itinerante para participarem da eleição do Homem do Ano – os acadêmicos Adriano Vasconcelos, Alana Girão, Altino Farias, Aluísio Gurgel, Arnaldo Santos, Augusto Borges e Cândido Albuquerque.

Também disseram presente, ainda por ordem
alfabética, Cássio Borges, Cid Carvalho, Dorian Sampaio, Geraldo Jesuino, Humberto Ellery, João Pedro Gurgel, José Augusto Bezerra, Marcos Gurgel, Nirez, Paulo César Norões, Reginaldo Vasconcelos, Vianney Mesquita, Vicente Alencar e Ulysses Gaspar.







Congraçamento final na Tenda Árabe, com direito a ceia e ao tradicional brinde de Vinho do Porto.




terça-feira, 4 de setembro de 2018

POEMA - Corpo Sem Alma (AA)


CORPO SEM ALMA
(AO MUSEU NACIONAL)
Alana Alencar*


Quem dera, nesse momento, apenas corpo sem alma…
a “Notícia”, misto de asco e pânico, devorou tudo o que poderia ser metáfora.

E da língua histórica nada restou, senão pó.

As cinzas, enquanto símbolo do descaso, não refletem as cores da nação empobrecida de si mesma...

Um corpo sem alma não chora.

O fogo sem ar, não respira…

E, num lamento, seu “incinerário” se apercebeu que nada era areia… e foi… queimou… ardeu... flamejou todo oxigênio da história viva que sobrevivia ao caos dos dias brasileiros…

Quem dera, nesse momento, apenas corpo sem alma...








COMENTÁRIOS

Belíssima percepção da realidade. Seu poema é um convite a indagar as contradições da existência humana. Parabéns, belo poema.

Julio Cesar Martins Soares

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As cinzas do Museu Nacional representam a cor do nosso País desgovernado... já o oxigênio absorvido representa o povo Brasileiro sem expectativa de dias melhores, ante a desonestidade dos nossos dirigentes... parabéns Alana Alencar, para você que sabe transformar fatos em poesia!

Edna

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Belo texto, palavras incríveis sobre um fato imensurável. Parabéns!

Wagner Girão






segunda-feira, 3 de setembro de 2018

ARTIGO - A Crônica de Uma Crise Anunciada (RMR)


A CRÔNICA DE
UMA CRISE ANUNCIADA
Rui Martinho Rodrigues*


Temos uma eleição para o Legislativo e Executivo. É esperada uma renovação menor do que a série histórica. Temos promessas cuja execução depende do Legislativo. As finanças públicas não suportam mais o presidencialismo de cooptação.

Candidatos se dividem quanto ao equilíbrio das contas públicas. Há quem diga que sobra dinheiro na previdência; que verbas para saúde, educação, pesquisa, segurança pública e estrutura logística não devem sofrer cortes e devem ser majoradas. Há quem reconheça a necessidade de cortes em todas as áreas. Todos prometem mudar a prática da improbidade.

Gabriel José Garcia Márquez (1927 – 2014) publicou, em 1981, “A crônica de uma morte anunciada”. Estamos vivendo a crônica de uma crise anunciada. Partidos, que eram federações de lideranças dos Estados, estão se desagregando. A aliança entre os chefes das unidades federadas se desfaz. Cada estado forma um palanque federal diferente. Vinculações orçamentárias e equiparações causam despesas em cascata.

A judicialização da política limita as opções de quem governa. Corporações poderosas desafiam a governabilidade. A tutela jurisdicional, criada por uma constituição analítica e programática, que positivou princípios de alcance ilimitado, leva a indeterminação das competências dos poderes.

O Congresso pouco renovado, desmoralizado pelos escândalos, e um Executivo fragilizado, é o que temos. A conjuntura internacional está ameaçada por guerras econômicas. Éramos o país do futuro. Atraíamos imigrantes e não pensávamos em emigrar. Agora recebemos refugiados que não escolheram viver aqui, mas aqui vieram apenas por não ter outra escolha. Temos ainda uma onda emigratória que leva parte da nossa população mais qualificada profissionalmente e mais dotada de recursos para investir.

O eleito poderá tentar governar conforme o prometido. Caso a promessa tenha sido seguir economia ortodoxa, além do sacrifício próprio da austeridade fiscal, teremos o conflito com as corporações poderosas cujos privilégios precisarão ser cortados. O Congresso não renovado tentará fazer o velho jogo da distribuição de benesses inexistentes. Caso a promessa tenha sido restaurar a economia pela via da “nova matriz econômica”, teremos a volta da inflação, menos investimento, mais crise, mais emigração. A escolha pode ser descumprir promessas.

Quem prometeu distribuir verba para todas as áreas carentes poderá dizer que descobriu que isso é impossível ou poderá nomear algum Levy para aplicar o remédio amargo e fingir que a culpa é do ministro e do Congresso. Mas este caminho levou a destituição da Dilma. O Congresso não aceita o papel de bode expiatório. Teremos crise, cumpram ou descumpram promessas. A governabilidade será desafiada no momento de escassez de líderes com estatura de estadista.



NOTA JORNALÍSTICA - Incêndio no Museu Nacional

INCÊNDIO
NO MUSEU NACIONAL
FAZ
209 MILHÕES DE VÍTIMAS DIRETAS
E 8 BILHÕES DE VÍTIMAS INDIRETAS

As reportagens têm anunciado que o incêndio no bicentenário Museu Nacional, no Rio de Janeiro, na noite deste domingo (02.09.18), não fez nenhuma vítima, considerando o fato feliz de que o lamentável sinistro não lesionou e nem matou ninguém.

As pessoas morrem, necessariamente, ao cabo de algumas décadas de vida, mas a memória de um povo não deveria morrer nunca – entretanto as chamas da referida tragédia consumiram séculos de documentos físicos singulares da História Nacional.

Desse modo, morre um acervo histórico de valor inestimável, que o País legaria às suas futuras gerações, restando mutilado, de forma reflexa, o patrimônio cultural da Humanidade. A Nação Brasileira está em chamas, e o Estado do Rio de Janeiro é a origem moral do terrível fluxo piroclástico.

A desgraça brasileira atual não pode ser considerada uma tragédia aleatória, inclusive este incêndio, pois as suas causas são a incúria política que espoliaram e faliram o Estado do Rio e as finanças nacionais, em detrimento das verbas e dos cuidados com a educação e com a cultura, com a saúde e com a segurança. 

Os culpados de nossa desdita têm nomes e sobrenomes, institucionalmente sediados em Brasília, a partir de uma cultura anárquica, leniente, “ixpierta”, corrupta, que historicamente deflui da antiga Capital, e de lá se espraia pelo território nacional.  Foi ali que surgiram e de onde reinam as facinorosas facções e as milícias ilegais, Estado cuja casta política está presa, assim como os seus apoiadores federais. 

Mas o momento eleitoral é propício para o povo brasileiro dar um BASTA!, não sufragando nenhum nome envolvido nos escândalos morais e econômicos da velha política ainda vigente. 

  

COMENTÁRIO

Visitei o museu quando era rapazinho, conduzido por meu pai. Em 2015 fiz uma visita demorada, detalhada, acompanhado de minha esposa. A notícia é triste. Há coisa de dois anos visitei o Museu do Ceará, próximo à Praça dos Leões. As características e estado de conservação de ambos, a meu ver, eram bastante assemelhadas. Portanto, cuidado e precaução com o Museu do Ceará.

Luiz Rego (Membro Correspondente no Rio de Janeiro)

  

domingo, 2 de setembro de 2018

CRÔNICA - Carteiras Escolares (TL)

CARTEIRAS ESCOLARES
Totonho Laprovitera*



Lembro demais das carteiras escolares do Colégio Christus, onde me alfabetizei e cursei o primário. De madeira escura e encerada, cada uma delas acomodava um par de estudantes. 

Com uma leve inclinação, o seu tampo possuía uma fenda para o repouso de lápis, e dois recortes circulares para encaixe dos tinteiros, que no meu tempo não tinham serventia, pois as canetas já eram esferográficas. Abaixo do tampo, existia uma espécie de prateleira, para guardarmos livros e cadernos. O assento era composto de réguas espaçadas e o encosto, a 90 graus, formado por uma única e larga peça.

Curiosamente, quando nos movíamos com maior intensidade, a carteira deslizava pelo chão da sala de aula, desalinhando todo o seu conjunto.

A despeito das proibições e intimidações de severos castigos, quase todo mundo registrava seu nome na madeira, talvez para marcar sua existência, ou mesmo espantar o enfado das monótonas lições. Ora, ninguém gostava de estar recolhido em uma sala, quando lá fora o sol convidava todos para atividades mais simpáticas à infância que cópias, tabuadas ou ditados.

Daí, era esperar a Dona Núbia, com a sineta à mão, bater a hora do recreio ou do final do dia de aula. 

Ah, ia me esquecendo, em uma outra oportunidade eu contarei sobre os ônibus do colégio, que tinham como um dos motoristas o Seu Domingos, também técnico de futebol da gente.


COMENTÁRIO

Maravilhosas as memórias trazidas pelo Totonho, nesse gostoso texto. No Instituto São Pedro, pequeno colégio na Praia de Iracema em que estudei, as  carteiras eram semelhantes às fielmente descritas pelo nobre confrade.

Como estudava no turno da tarde, era comum encontrarmos, na prateleira abaixo do tampo principal, objetos esquecidos pelos alunos da manhã, assim como eles certamente encontravam o que havíamos esquecido na tarde anterior. E havia sempre a expectativa diária de achar algo.

Os mais honestos e probos para entregar o achado à direção da escola, e assim auferir algum prestígio, enquanto que os menos dados à honestidade intentavam apoderar-se de alguma “valiosa” res nullius ou derelicta.

Adriano Vasconcelos. 
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Também tomei assento em uma dessas.

Jorge.



sábado, 1 de setembro de 2018

CRÔNICA - Varjota (RV)


VARJOTA
Reginaldo Vasconcelos*

Talvez fosse o tempo em que minha mãe dava aulas na escola de datilografia de minha avó, quando ficavam em nossa casa durante as tardes duas belas caboclas, uma delas encarregada dos serviços domésticos, a outra cuidadora de crianças – meus irmãos pequenos, que eu, aos sete anos, já era considerado independente.

A primeira, mais madura, passada dos vinte, uma matrona mameluca corpulenta, cinturada, pernas grossas, busto e quadris fartos. Esta medrara nas areias do Mucuripe, na colônia de pescadores, criada com os frutos do mar do Rostro Hermoso. Tinha longa cabeleira ondulada de cigana.

A outra, mais jovem, mais magra, oriunda dos cajueirais pré-sertanejos, ou dos pés-de-serra próximos, exuberavam no decote do vestido os peitos grandes.

Tomei-me de paixão pela mais velha, que enchia os meus sentidos de delícia – as formas rotundas de Botero, o cabelo bem untado com óleo do coco, a voz meiga, o perfume barato, que a mim rescendia à melhor fragrância francesa.

Como toda paixão infantil, aquela era feita de adoração platônica e de sonhos coloridos, em que o objeto venerado adquire essência etérea e hipnótica, inspirando uma atração sublime, alimentada de presença física e de  misteriosa saudade; um transe de lascívia ingênua que se funda em si mesma, sem requerer resgate, sem pressupor nenhum resultado.


Não lembro mais o nome dela, mas lembro o nome do bairro exposto na legenda do ônibus que a levava todo dia, da porta de casa – “Varjota” – das primeiras palavras que li, na euforia alfabética pueril.

Certo dia as duas iniciaram uma brincadeira corporal, que consistia em tentar levantar o vestido uma da outra, sendo que somente eu havia em casa, a quem pudesse interessar a exibição. Se o jogo consistia em cada uma buscar revelar as intimidades feminis da oponente, entre correrias, risos e gritinhos, eu era a somente plateia e portanto a meta única da lúdica impudicícia.

Por fim, a mais jovem e mais frágil perdeu a peleja porque a outra lhe puxou o decote e fez entrever uma das mamas, comemorando em seguida com ofegante gargalhada.

A perdedora sentou-se contrafeita, quase chorosa, mas em seguida, como para desvalorizar a vitória da outra ou demonstrar superação, baixou as alças do próprio vestido e me apresentou o busto inteiro, os dois pomos mais claros de fremente gelatina, enfeitados pelo chocolate dos mamilos.



NOTA FÚNEBRE - Jonas de Icapui


CINEMA CEARENSE
VESTE LUTO
MORRE JONAS LUIZ


Faleceu ontem em Fortaleza, aos 67 anos, o cearense Jonas Luiz da Silva, nas artes, Jonas de Icapui, vítima de câncer no pâncreas. Era professor,  teólogo e jornalista, com mestrado em Ciências da Educação. Era ainda pesquisador, escritor, apresentador de TV e cineasta. 

Jonas, que trabalhou no Sistema Verdes Mares, era Diretor de Comunicação da Faculdade Grande Fortaleza, em cuja emissora de televisão universitária, FGF TV, de que foi fundador, havia muitos anos mantinha um programa de entrevistas, que recebia players das artes e das ciências no Estado.


Sua obra-prima é a peça de cinema intitulada “Sedição de Juazeiro”, de 2012, que trata de um dos fatos mais importantes da história política de Juazeiro do Norte, ocorrido na segunda década do Século XX, quando forças políticas declararam  uma dualidade de poderes legislativos no Estado do Ceará, que teve participação ativa do Padre Cícero Romão Batista.



Dirigido por Daniel  de Abreu  e com produção de Jeane Feijão, o roteiro do longa-metragem foi elaborado por  Jonas Luis da Silva de Icapui, que para tanto realizou uma longa pesquisa sobre o tema. No elenco, Ary Sherlok (Padre Cícero), Magno Carvalho (Floro Bartolomeu) e Fernando Cattony (Bezerra de Menezes), dentre outros.





Pela concepção e roteirização desse trabalho Jonas recebeu inúmeras homenagens – na imagem sendo cumprimentado por Bill Klinton, ex-presidente dos EUA, em visita ao Ceará, o qual conheceu e apreciou a sua obra.  

Jonas de Icapui deixou concluída a obra cinematográfica “Chico da Matilde – O Dragão do Mar”, e em fase de formação de parcerias, já com verba de 3.500.000 reais aprovada pela Ancine, a peça de cinema “Em Nome de Deus”, contando a história de Dom Helder Câmara.



A cultura cearense perde, portanto, um de seus grandes pesquisadores contemporâneos, que vinha tentando levar para as telas de cinema lances épicos e personagens maiúsculos da História do Estado. 

Ele, que tinha quatro filhos (Samantha, Rebeca, Nícolas e Steven), deixa viúva Ângela Maria Tavares.




Gostaria agora, neste instante, de abolir todas as guerras e de semear nas almas dos homens de todas as raças o amor pelos animais da terra e que todos cantassem em um mundo transformado de uma nova era pela paz e pelo amor. Seria tão bom se eu pudesse. 

EU SOU JONASLUIS da silva, de icapui”.





COMENTÁRIOS

Inúmeras vezes fomos entrevistados por ele. Mais que perguntas e respostas, uma viagem de curiosidade e partilha... Um ser sensível. Perdemos um poeta que amava a vida. Um pessimista risonho...

Zilma e Mourão Cavalcante

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Realmente lamentável!

Luiz Rego



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Jonas Luiz, acreditamos na constância da vida que por vezes segue silenciosa a fim de nos acolher em novas extensões e possibilidades pelo movimento, rumo ao amor maior. Segue em paz.

Sílvia Freitas

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“Da morte apenas nascemos infinitamente”.

Pelopez

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Tive a honra de estar ao lado desse gênio em alguns trabalhos. Vá em paz para os sets celestiais, um dia lá nos encontramos...

Ricardo Meira Arruda

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Lamentável o Ceará perde um grande homem estudioso pesquisador da história brasileira ,bela homenagem.


Hagaenefilmes

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Meus sentimentos.

Maria Valduezia Rodrigues de Sousa

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Grande cineasta, não será esquecido!!
Adail Silva

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Meu tio querido pela família e por todos. Uma mente de gênio, uma disposição e coragem para o trabalho que poucas pessoas têm, uma capacidade incomparável. Será uma perda irreparável ao cinema e a arte de uma forma geral, no Estado do Ceará e no Brasil.

Anônimo