Já faz é tempo que moro aqui
Wilson Ibiapina*
Foi o físico Rodger
Rogério que me trouxe do Rio para Brasília, em 1970. Nessa época, os físicos
cearenses José Evangelista Moreira, Josué Mendes Filho, Flávio Torres, Newton
Teophilo, Cesar Bezerra, a exemplo de Rodger, faziam mestrado e davam aulas na
UnB.
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Rodger Rogério, José Evangelista Moreira, Josué Mendes Filho, Flávio Torres |
A comunidade cearense
só crescia. Encontro o Fernando César Mesquita, que me arranjou o primeiro emprego, e
outros amigos começam a chegar. Augusto Pontes, Fausto Nilo, Fagner, Lustosa da
Costa, Rangel Cavalcante, Dário Macedo, Tomás Coelho, Álvaro Augusto Ribeiro.
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Augusto Pontes, Fausto Nilo, Fagner, Lustosa da Costa, Rangel Cavalcante, Dário Macedo, Álvaro Augusto Ribeiro, Fernando César Mesquita |
Não vi Brasília nascer,
mas peguei na mão dela para atravessar as largas avenidas quando ela tinha dez ano.
Alcancei os redemoinhos de vento que levantavam a poeira amarela a alturas que
se perdiam de vista. Hoje aos 54 anos, a cidade continua recebendo levas de
nordestinos.

Hoje, já somos mais de
600 mil nordestinos vivendo no Distrito Federal. O que tem mais é piauiense.
Eles são 152 mil. Depois vêm os maranhenses: 143 mil. Em seguida, 136 mil
baianos e, em quarto lugar, os 97 mil cearenses. Moram, também, no DF 34 mil
pernambucanos; 31 mil potiguares; 7 mil alagoanos e 6 mil sergipanos.
É como diz o Correio
Brasiliense, principal jornal da cidade, fundado e dirigido por nordestinos: “Nós
não apenas deixamos o Nordeste, como fincamos nossas raízes por aqui”. Na
matéria de capa “O Nordeste mora aqui” a revista do Correio afirma que, além de
ajudar a construir Brasília, os nordestinos, com suas tradições e referências, tornam
a cidade muito mais interessante.”
*Wilson Ibiapina
Jornalista
Diretor da Sucursal do Sistema Verdes Mares de
Comunicação
em Brasília - DF
Titular da Cadeira de nº 39 da ACLJ
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