
Estranhamente, algumas
pessoas se demonstram perplexas e inconformadas com esse fato, como se a dama
suprema da televisão brasileira, ao morrer, houvesse experimentando algo estranho, e raro,
e inédito na rotina do Universo.


De mim, há muito tempo
instituí com clareza o lugar hermético aonde hão de estar indo essas pessoas –
as que me comovem a mim na convivência mais direta, as que comoveram o mundo
com o seu brilho esfuziante.

Susto, lágrimas,
espanto, tristeza, tudo isso manifestam as pessoas pranteando a Hebe, como se não
estejamos todos lá em algum tempo, seguindo para o mesmo incógnito destino, que
se não for auspicioso, não poderá ser torturante.
As dores, as
angústias, os medos, a ansiedade, tudo isso são agonias da matéria, coisas do
carne, males que acometem os corpos enquanto navegam para a morte. A vida é o
mar – ora plácido, ora revolto; ora alegre, ora tenebroso. A morte é a praia e
a terra firme. A morte é a inteira paz de espírito. Até um dia, Hebe Camargo.
Por Reginaldo Vasconcelos
Nenhum comentário:
Postar um comentário