domingo, 2 de outubro de 2011

ACLJ NA 5ª EDIÇÃO DO TWEETFOR


O Tweetfor, megaevento anual promovido pelos advogados Alfredo Marques e Lindival de Freitas Júnior, apresentadores de televisão, membros da ACLJ, associados ao publicitário Sávio Queiroz, alcançou grande êxito na sua quinta edição, na tarde do último 1º de outubro, sábado, no aprazível bosque do Hotel Marina Park.

O fito inicial do encontro era reunir freqüentadores das redes sociais da Internet, notadamente o Tweeter, que era novidade naquele primeiro momento. Como de lá para cá os sites de relacionamento se multiplicaram, e seu uso se generalizou, as edições recentes do encontro vêm cumprindo a função de aproximar fisicamente pessoas que utilizam a Internet para fazer e manter amizades de modo não presencial.

A participação na festa era acessível a qualquer um, bastando adquirir um voucher por 40 reais, com direito a uma camisa promocional e uma tarde inteira de refrigerante, cerveja e feijoada de consumo ilimitado, em serviço de bufê de alta qualidade, com shows de pagode e de samba entrando pela noite, no paradisíaco ambiente do bosque ajardinado, entre coqueiros gigantes, junto ao mar tranqüilo e ao píer do Hotel Marina Park.

Não obstante, os mais de mil convivas desta quinta edição do Tweetfor eram, na sua quase totalidade, políticos, empresários, profissionais liberais e jornalistas de grande destaque na sociedade cearense, que se confraternizaram, na companhia de seus familiares.


O ponto alto da festa foi a entrega do troféu Tweet a sete colaboradores especiais do evento - os jornalistas Paulo Cesar Norões, Eliomar de Lima, Luiz Sérgio Santos, Pompeu Vasconcelos e Roberta Filomeno, o advogado Leandro Vasques e a Banda O Verbo.

Estavam presentes, entre outros, o Deputado Roberto Cláudio, presidente da Assembléia Legislativa, o Vereador Acrísio Sena, presidente da Câmara Municipal, além de diversos outros parlamentares e secretários de governo. Compareceram ao evento, como convidados, o ator José de Abreu e a Ex-Ministra Marina Silva.
A paracadêmica Graça Leandro e o ator José de Abreu
Os organizadores da festa disponibilizaram um confortável espaço vip para a participação dos nossos acadêmicos, o lounge da Academia, a que compareceram alguns dos imortais mais sociáveis.
O acadêmico Dorian Sampaio Filho
Acadêmicos dão entrevista à TV Mais
O Presidente Rui Martinho Rodrigues
entre outros acadêmicos



Lounge da Academia




  

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MÚSICA JOVEM CEARENSE


A jovem Marina, filha da acadêmica Inês Mapurunga, ocupante da Cadeira de nº 35 da ACLJ, herda de sua mãe o grande talento literário e musical.


É musicista, compositora e fundadora de um grupo musical denominado Desidéria, que lembra o estilo operístico do tecladista inglês Rick Wakeman, criador do chamado Rock Sinfônico.

A bela Marina Mapurunga, entre outras coisas, estuda latim, o que nos remete ao sábio brocardo que melhor se aplica na nossa língua-mãe: arbor ex fructu cognoscitur (pelo fruto se conhece a árvore).

Abaixo um exemplo de sua obra, a música Sagrada Luz Divina, com que ela participa de concurso promovido pela Rádio Universitária.




SAGRADA LUZ DIVINA

Marina Mapurunga entrou no mundo musical com o violino em 1998, passando depois a estudar técnicas vocais e ingressar no universo da composição. Participou, nos anos de 2002 e 2003, do Festival Eleazar de Carvalho, onde teve aulas com Mariana Mihai, Marcelo Okay e com o maestro Emílio César de Carvalho. Em 2003, fundou o grupo musical Desidéria com o violonista e compositor Dalvi Vidal Bernardino. 

AUTOR: DALVI VIDAL BERNARDINO
INTÉRPRETE: GRUPO MUSICAL DESIDÉRIA
PROPONENTE: MARINA MAPURUNGA
Sagrada luz divina - Marina Mapurunga by radiouniversitariafm 

domingo, 25 de setembro de 2011

PROGRAMA VISÃO POLÍTICA


O programa Visão Política, do jornalista e sociólogo Arnaldo Santos, ocupante da cadeira nº 13 da ACLJ, que vai ao ar pela FGF TV Canal Universitário 14 da NET, terá produção e apresentação do também jornalista e acadêmico Reginaldo Vasconcelos, pelos próximos meses. Arnaldo estará ausente para mais um curso no exterior, no caso um pós-doutorado em ciência política, em Nova York.



sábado, 24 de setembro de 2011

5º TWEETFOR

A quinta edição do Tweetfor ocorrerá na tarde do próximo dia 1º de outubro, um sábado, no Hotel Marina Park, em Fortaleza, evento que tradicionalmente reúne centenas de tuiteiros.

Para ter acesso a essa grande confraternização basta adquirir uma camisa, por 30 reais, com direito a feijoada, regada a chope, de consumo ilimitado, e a diversos shows musicais.

A Academia Cearense de Literatura e Jornalismo terá um lounge próprio, onde os imortais poderão se encontrar e ser encontrados.

Os organizadores da festa são os comunicadores Alfredo Marques e Freiras Júnior, ambos integrantes da ACLJ.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

RESENHA

 CORDEL ENCANTADO

Chega aos seus capítulos finais o mais bem elaborado folhetim da teledramaturgia brasileira, Cordel Encantado, que ocupa o horário das seis na grade de programação da Rede Globo, e que fugiu à mesmice dos dramalhões açucarados que costumam freqüentar o horário, quase sempre variações sobre o mesmo tema, as paixões e as intrigas contemporâneas da classe média carioca, ou as recorrentes futricas comezinhas da vida social e política da província.  

Curiosamente, não é em si a trama da novela Cordel Encantado que faz dela uma verdadeira obra prima. A história é deliberadamente banal, o roteiro é propositadamente simplório, e nisso já reside o inspiradíssimo enfoque artístico que esse trabalho recebeu.

Se a novela se inspira na literatura de cordel, a profundidade psicológica e a complexidade filosófica da narrativa não seriam o foco principal, pois a estética da arte naïfe se concentra mesmo no onírico imaginário popular.

O novelista tentou uma alquimia perigosa e por sorte chegou a um resultado mágico, combinando a elegância épica que se relaciona à monarquia, a riqueza étnica do ambiente nordestino, o clima romântico que envolve a vida no cangaço, finíssimas pitadas de humor, um pouco de religião e misticismo, tudo imerso na delicadeza da belle époque – sem descurar da fórmula básica de todo folhetim.

Obrigatoriamente, os folhetins têm que versar sobre ricos cruéis que empobrecem, ou se redimem, e pobres virtuosos que evoluem, ou enriquecem, e precisa ter um par romântico, pelo menos, que depois de muita dificuldade conquista a paz e a união definitiva, via de regra em um pomposo casamento, naquilo que no jargão do cinema se convencionou chamar “final feliz”.

Em Cordel Encantado tudo isso está presente, e tudo isso involucrado em temas musicais bem selecionados, que vão de Gilberto Gil a Djavan, passando por Alceu Valença, em belíssimo figurino, em primoroso trabalho de fotografia artística, e no mais perfeito sotaque sertanejo já obtido por um elenco da TV e do cinema brasileiros, por mérito dos especialistas em prosódia da emissora platinada.

Tamanhos foram os cuidados líricos e a bravura artística dos autores da novela que eles tiveram a ousadia de concentrar referenciais importantes, em primorosas adaptações estéticas, como, por exemplo, a adoção de vistosos gibões de vaqueiros na indumentária dos cangaceiros, com magnífico resultado. Se isso fosse feito por ignorância antropológica seria inaceitável, todavia tudo foi deliberadamente programado, em busca do melhor efeito, dentro de um clima de fetiche.

Mais ou menos de trinta em trinta anos a linha de produção da teledramaturgia brasileira marca um tento como esse - lá atrás Irmãos Coragem, mais na frente O Bem Amado, depois Roque Santeiro, em seguida Pantanal, a única que não teve o logotipo global, mas o símbolo da Manchete.


Reginaldo Vasconcelos

sábado, 17 de setembro de 2011

NOVO LIVRO SOBRE A ACI

Lançado no terraço da ACI, na cobertura do Edifício Perboyre e Silva, no centro da cidade, o livro Associação Cearense de imprensa – 85 Anos na Pauta do Ceará, da jornalista Ângela Barros Leal.



A concorrida noite de autógrafos, a que compareceu um grande número de intelectuais, artistas e pessoas da mídia local, foi na noite do dia 15 de setembro, com apresentação do jornalista Ítalo Gurgel.

Esse livro e o terceiro trabalho de resgate e registro histórico sobre a veneranda entidade de classe cearense, completando a trilogia que se iniciou com o trabalho de Geraldo Nobre, em 1976, e foi continuada com a pesquisa dos jornalistas Stênio Azevedo e Adísia Sá.

O ponto alto do livro é a narrativa da longa saga do jornalista Gilberto Câmara, presidente da ACI entre 1926 e 1929, para levantar fundos e erigir a estátua de José de Alencar, na praça do mesmo nome, no centro de Fortaleza, inaugurada em 1º de maio de 1929.

A estátua foi esculpida em São Paulo pelo artista plástico Humberto Cozzo, que cobrou 130 mil reis pelo trabalho. “O que parecia impossível fora alcançado em apenas 15 meses, o tempo decorrido desde a primeira e tímida apresentação da idéia até da data festiva de maio”, diz a autora.  


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

FORTALEZA - CAPITAL MÁGICA DO BRASIL

Dos dias 16 a 18 deste mês de setembro transcorre em Fortaleza, no Teatro do Shopping Via Sul, o VIII FENOMA – Festival Nordeste Mágico, evento que reunirá ilusionistas amadores e profissionais do Brasil e do exterior.

O encontro é organizado pelo Núcleo de Amigos Mágicos do Ceará – NUAMAC, ente filiado à Federação Latino Americana de Artes Mágicas e presidido pelo jornalista e advogado Fernando Dantas, acadêmico da ACLJ, que tem a prestidigitação entre seus hobbys, adotando o nome artístico de Danntys, pois a tradição da atividade requer que cada praticante crie e assuma um personagem.

Do Brasil participarão os mágicos Ryan Rodrigues (PE), Joe Márbel (RS), Willians (SP), Klauss (MG), Bill Morélix (MG), e Kellys (MG), que se apresentarão para o público cearense e ministrarão oficinas aos demais mágicos inscritos no Festival.

O FENOMA 2011 também contará com artistas internacionais, que já confirmaram presença para os shows e conferências. O público poderá acompanhar apresentações dos mágicos Argentinos Henry Evans, Diego Raskin e Héctor Carrión, do japonês Shoot Ogawa e do chileno Zyro.


Fernando Dantas entre Rui Martinho Rodrigues e
Reginaldo Vasconcelos
PROGRAMA FENOMA 2011

DIA HORA EVENTO

16    14:00   Credenciamento/Feira Mágica
        21:00   1º Show de Gala

17    08:00   Feira Mágica
       09:00   1ª Conferência (Hector Carrion)
       10:30   2ª Conferência (Henry Evans)
       12:00   Almoço
       13:30   3ª Conferência (Ryan)
       18:00   2º Show de Gala
       21:00   3º Show de Gala

18   08:00   Feira Mágica
       09:00   4ª Conferência (Bill Morelix)
       10:30   5ª Conferência (Shoot Ogawa)
       12:00   Almoço
       13:30   6ª Conferência (Williams)
       15:00   7ª Conferencia (Ziro)
       16:30   Leilao
       20:00   4º Show de Gala
       22:00   Coquetel de Encerramento

LOCAIS:
Teatro ViaSul: Shows de Gala e Coquetel
Casa de Cultura Juvenal Galeno: Credenciamento-Feira Mágica-Conferências e Competição Close Up 

POESIA

É pena  

É pena eu ter que dormir,
Quando as sombras da noite
Encontram-se e falam entre si.
Quando as árvores escuras
Estão alegres e dançam com o vento.
Quando um cão late e outro responde...
É pena eu ter que dormir,
Quando um carro dentro de noite
Produz uma onda sonora.
Quando uma coruja branca faz um apelo
Que sinto ser a humanidade inteira.
É pena eu ter que dormir,
Quando sinto a alma tão leve,
Quando na noite tudo é vida...

Concita Farias

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CRÔNICA

O QUE FAZER COM A POESIA

Reginaldo Vasconcelos


A poesia não é de quem faz; a poesia é de quem precisa dela” – diz o carteiro ao poeta, no premiado filme que dramatiza episódio italiano da vida de Pablo Neruda. Vou ao lançamento do duovigésimo livro de poemas do nosso vate maior, Luciano Maia – Claroscuro. 
O POETA LUCIANO E A MUSA ANA
Saboreio a obra, e novamente me deparo com o esfíngico enigma sobre as razões ontológicas da poesia: de novo, perscruto comigo mesmo todos os porquês que envolvem o verso, quanto a sua utilidade.
Concluo inicialmente que a poesia é antes de tudo uma imperiosa necessidade do poeta, cujo estro se impõe como épica missão lírica, que o compele a indômita catarse filosófica. O poeta penetra de repente no onírico ambiente dos sentimentos refinados e precisa traduzir a experiência em especial linguagem sinestésica, que logra perfumar as cores, edulcorar as dores, colorir as sensações.
Perguntado certa vez o que quisera dizer o poeta João Cabral de Melo Neto ao fazer determinada peça poética, de aguda expressão conotativa, ele respondeu serenamente, após alguns segundos de reflexão, que não quisera “dizer”, mas apenas “fazer” aquele poema. Ou seja, na melhor exegese, o exercício da verve criativa, prosaica ou poética, é absolutamente compulsivo, arbitrário, intuitivo, sem qualquer elaboração racional – foi o que timbrou em sua resposta o velho bardo.
Uma vez graficamente registrada, aquela subjetiva aventura estética do poeta é apenas constatada pelo leitor eventual, para depois permanecer em “estado de dicionário” nas estantes e nos arquivos virtuais, até que precise dela algum usuário apaixonado, como aquele ingênuo carteiro do cinema, que assume o poema de Neruda para impressionar a namorada.
Até aqui não se tem ainda um uso próprio, ou uma aplicação ampla e útil para algo tão precioso como o verso – a exemplo de uma jóia de raro lavor em marfim de mamute, em lápis-lazúli egípcio antigo, em dinástico jade chinês, que a pessoa detém no cofre para lobrigar em solitude, sem a poder compartilhar com a humanidade. Então, persiste a dúvida sobre o que fazer para melhor utilizar esse tesouro – se não se o pode transformar em boa música, como fez o compositor Fagner com peças poéticas de renomadas poetisas.
Sim, livros de poesias não são objetos de consumo vulgar, de modo que eles não são encontradiços nas mesas de cabeceira nem nas estantes dos banheiros. Quem queira se precatar dos tédios de viagem, ou preencher o ócio de uma estância de repouso, por exemplo, muita vez se mune de um bom romance, ou de uma coletânea do contos, ou de uma antologia de crônicas, dificilmente de um livro de poemas.
Mas então – eureca! – já sei agora de que forma pode me servir a poesia, e a mim e a quantos, uma vez entregue seja ela ao mundo pela fina inspiração dos menestréis. Assim como o vinho caro, que não se presta a ser preciosamente mantido para sempre em adega fria, pois melhor se destina a ser ritualmente consumido com os amigos em ocasiões especiais, assim também o poema não é feito para o silêncio das estantes. O poema eleito deve ser memorizado e trazido de cor pelo seu melhor consumidor, para de inopino ser recitado no jantar a luz de velas, na roda social, no momento solene das festas, no fecho dos discursos, conforme a cada evento cada versejo se adequar. Minha indagação se resolveu.

sábado, 27 de agosto de 2011

RICARDO GUILHERME É CANDIDATO À CADEIRA Nº 38 DA ACLJ




Proposta pela acadêmica Mônica Silveira, a candidatura de Ricardo Guilherme à Cadeira de nº 38 da ACLJ obteve a adesão dos confrades Reginaldo Vasconcelos e Paulo Ximenes, nos termos do art. 4º do Estatuto Social, e foi bem acatada pela Diretoria da entidade. Vai abaixo um breve memorial biográfico do proposto, para conhecimento dos futuros eleitores.

Ricardo Guilherme é contista, cronista, poeta, ator de teatro, televisão e cinema, radialista, dramaturgo e diretor teatral, e roteirista de cinema e de TV.

Escritor de 16 livros, obra publicada pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, pela Fundação Cultural de Fortaleza e pela Fundação Demócrito Rocha.

Jornalista, com reportagens premiadas pela Fundação Nacional de Artes Cênicas. Articulista e Membro do Conselho de Leitores do Jornal O POVO (2010-2011).

Professor das disciplinas História do Teatro Brasileiro e Apreciação Teatral e Culturas Dramáticas Populares, na Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Ceará.

Historiador, com livros sobre a história do teatro cearense, premiado pelo Ministério da Cultura, nos anos setenta, por seu trabalho de pesquisador.

Fundador do Grupo Pesquisa (Teatro, 1978).

Integrante da equipe fundadora da Televisão Educativa do Ceará (hoje TVC) e da Rádio Universitária.

Criador do Museu Cearense de Teatro (1975, atual DOC-Teatro da UFC) e organizador do Museu dos Teatros de Estudantes do Brasil, criado por Paschoal Carlos Magno (Rio de Janeiro/1977).

Formulador da teoria e do método do Teatro Radical (1988), objeto de dissertação de mestrado e tese, nas Universidades Federal de Minas Gerais e Uni-Rio (Rio de Janeiro/RJ).

Crítico teatral do Jornal Hoje, da TV Verdes Mares, Canal 10 (1978).

Ator da novela Final Feliz, da Rede Globo (1982).

Produtor e Apresentador do programa de entrevistas “Diálogo”, produzido pela TV Ceará, ex- TVE (1996/1997, 2008/2011).

Produtor do Projeto Ouvir Dizer, do Centro Cultural Banco do Nordeste, com realização de recitais e gravação de livros sonoros a partir da obra de escritores cearenses.

Comentarista na área do Teatro no Programa Studio 22, da TV Diário Canal 22.

Especialista em Comunicação Social e em Arte-Educação, reconhecido como Notório Saber em cursos de pós-graduação da Universidade Federal da Paraíba e Universidade Nacional de Brasília.






sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CRÔNICA

DES...CONSTRUINDO

Vita brevis, ars longa, occasio praeceps, experimentum periculosum, iudicium difficileA vida é breve, a ciência é grande, a ocasião é fugaz, a experiência é perigosa, o julgamento é difícil.  (Hipócrates).

Madrugada agitada no mar da Barra da Tijuca. O vento bate com força na minha janela, me fazendo acordar para o que estou sentindo.
Talita, Kume!

Há dias um sentimento estranho de fim, de tristeza, partida e despedida me invade com a mesma força desse vento de furacão.

Tem sido difícil demais remar contra a maré, então me rendo finalmente ao fluxo natural das ondas de emoções da minha arrebentação.

A minha insônia tem o mesmo fundo musical das cenas do enterro da filha da ficção, e agora me dou conta de que me confundo com meu personagem.

O que resta à Anecy? A filha morreu, perdeu a guarda do neto e, agora, o que ainda restava de alegria e consolo a essa mulher simples que saiu do Nordeste para “vencer” na vida também vai embora com a outra avó.

Duro demais ter que aceitar sem poder lutar, a partida da única lembrança de sua continuidade, seu neto.

Resignação, resistência, renúncia... resiliência! É o que o exercício da arte tem tentado me ensinar.

Vai-se findando um trabalho maravilhoso no Sul Maravilha. E agora?
Aceitar o fim sem querer que acabe? Dura de aprender, essa lição!
O que me resta a fazer? Não fazer nada de concreto é o certo?
Tentar fazer algo seria contraproducente? Nessa profissão há que se cuidar do melindre.

Difícil para quem herda no sangue a vontade de vencer, a necessidade da luta declarada pela sobrevivência.

Superar os complexos, fingir naturalidade, quando o tufão interno está prestes a eclodir.
Aprenda-se a lidar com a ciência das máscaras! Mostre-se a persona!

Desconstrua-se, então, o costume ancestral e aprenda-se o novo!
Fazer de outro jeito, quase sem parecer fazendo. Deixando-se refazer e recomeçar.
Honrando o que foi feito e confiando no processo da seleção natural, este, sim, imutável e independente das resistências.

Vida longa à minha arte!

Que sopre com força esse vento e que arrebentem as ondas do mar lavando e restaurando a minha alma. Que nasça o sol, brilhe sobre as ondas e que o mestre me erga dos sonos da morte em vida!!!

Que assim seja!

Karla Karenina – Em 26.08.2011 às 05:15h.

A CRONISTA E POETISA ENTRE MINO E PC NORÕES

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

CRÔNICA




IMORTALIDADE ACADÊMICA

Por Reginaldo Vasconcelos

Eu sempre achei que a chamada “imortalidade acadêmica” fosse um mito, assim como também achava que a “fonte da juventude” fosse mera ficção – até que um cientista me explicou a íntima relação entre o envelhecimento da pessoa e a qualidade da água que, ao longo da vida, ela consome.
Os antigos que conceberam a ideia da fonte da juventude, portanto, intuíram que ao repor os fluidos do corpo é possível remoçar, conforme sejam os insuspeitados tônicos naturais que eles infundam, ou avelhantar, se a água que se bebe transporta secretos inimigos bioquímicos.
Analogamente, os que tiveram a sutileza suprema de instituir para os homens de letras um salvo conduto imaginário contra Thánatus, advertiram-se de que realmente o dom de registrar a imaginação e os sentimentos plasma um corpo etéreo que é imune à morte extrínseca. Os acadêmicos são os que, uma vez fisicamente mortos para os íntimos, nunca morrem efetivamente para o mundo.
O pré-homem que matou o mamute, assim como aquele que o pintou na parede da caverna, estão ambos imortalizados na gravura rupestre, pela sua obra, pela sua arte”, disse certa vez este cronista há muitos anos, antecipando a convicção que depois lhe assomaria ao espírito, ao se lhe avizinhar a “juventude da velhice”, e ao se reunir ele a outros escribas na academia literária.
Na perspectiva da extinção física, o homem comum se ressente daquilo que deixará, de tudo que se perderá nas cinzas inúteis do passado. Inversamente, o homem de letras se ufana de seu legado, pois aquilo que produziu na mente e transferiu para o papel é chama eterna.
Ninguém caminha para a glória física, pois que tudo se degrada no corpo logo que seja transposta a meia idade. Mas o espírito do beletrista capitaliza o tempo, enquanto marcha célere para o éden do intelecto, que, porquanto intangível como todas as metas humanas, os seus acessos são ladrilhados de esplendor, e os seus eflúvios já gratificam imensamente.

Academia Cearense de Literatura e Jornalismo


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ACADÊMICO LUCIANO MAIA LANÇA LIVRO


O poeta Luciano Maia, da Academia Cearense de Letras e da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, lançará livro no Ideal Clube, e convida os confrades a se fazerem presentes à noite de autógrafos. Abaixo, a foto de sua posse na ACLJ, em 29 de junho deste ano. Sobre a obra fala o crítico literário carioca Antonio Carlos Secchin, da Academia Brasileira de Letras: 




Claroscuro reafirma a consistente vocação lírica de Luciano Maia;
não por acaso, do livro constam poemas-homenagem a Manuel Bandeira
e a Gonçalves Dias. Seja em versos livres, como no conjunto das “odes eólicas”, seja no domínio das formas fixas, como no belo soneto “Um navio dando adeus”, Luciano Maia circula à vontade entre registros diferentes, tendo a uni-los a qualidade da sua poesia”.

Antonio Carlos Secchin

CONVITE

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

ACLJ 89 - Encontro Informal de Confrades

Aproveitando uma estada de Karla Karenina em Fortaleza, Reginaldo Vasconcelos convocou alguns  confrades para um encontro informal no Parque Recreio, na sexta feira, 12/08. Atenderam à convocação Rui Martinho, Paulo Ximenes e Altino Farias.

Karla, muito satisfeita com a fase atual de sua carreira, compareceu acompanhada da amiga Magda, que participou ativamente do papo entre acadêmicos.

A conversa foi bem variada, não deixando de constar, claro, assuntos inerentes à Nova Academia, principalmente no que diz respeito à captação de recursos para o desenvolvimento das atividades culturais e intelectuais a que se propõe.

Nas despedidas decidiram marcar para breve novo encontro informal, desta vez tornando público a todos os membros da Nova Academia dia, local e hora. Assim, quem tiver interesse em participar mais ativamente dos destinos da ACLJ terá ampla oportunidade.

Altino Farias

PRESIDENTE OU PRESIDENTA




Circula na Internet há algum tempo um texto explicativo das razões pelas quais não está correto forçar uma forma feminina para a palavra “presidente”, a qual seria “comum-de-dois”, ou seja, invariável, no que se refere ao gênero-sexo. E foi essa linha mais escorreita que adotaram a imprensa livre, os jornalistas independentes dos ditames do Planalto, os órgãos que seguem cartilhas de correção gramatical.

Todavia, o mestre Aurélio consigna o verbete equivocado – presidenta – embora o mesmo dicionário ensine assim sobre o que é comum-de-dois: "comum-de-dois / Adj. Gram. / Diz-se de substantivo que tem só uma forma para os dois gêneros, como, p. ex., artista, pianista, regente, selvagem; comum de dois gêneros, sobrecomum, uniforme".

Na verdade, dicionários não servem como tira-teima de gramática. Eles registram usos da língua, tanto cultos quanto populares, de modo que o fato de constar nos léxicos não significa que uma palavra esteja certa, na sua melhor forma ortográfica. Indica apenas que aqui e acolá ela tem sido utilizada, com ou sem abonação das regras gramaticais.

O particípio ativo do verbo presidir é presidente, assim como do verbo atacar é atacante, de modo que a jogadora Marta do nosso futebol nunca seria uma “atacanta”. Pela mesma razão, a atual dignitária da República Brasileira não pode ser referida como “presidenta”, sem que o belo idioma luso verta sangue.

Dúvida semelhante surgiu entre nós quando as duas primeiras mulheres assumiram funções de gerentes de instituições financeiras em Fortaleza, pelo fim dos anos 70: Eugenia Camarão, do Bradesco, e Semíramis Becco, do extinto BEC. Elas seriam gerentes ou gerentas? Os intelectuais do Banco do Estado se dividiram na época, tendo ao final da discussão prevalecido o uso uniforme: A gerente.

Diz-se que a própria Presidente Dilma Roussef teria revelado sua preferência pessoal pela aplicação do uso errôneo. Se isso é verdade, parece justo e legítimo que os que se dirijam diretamente a ela a chamem com o vocativo por ela mesma preferido: Presidenta Dilma. As pessoas têm direito de escolher a maneira pela qual querem ser chamadas, mormente uma administradora pública que tem exercido o cargo com tanta correção e dignidade, até porque agnomes e nomes nada têm a ver com a língua pátria. Isso não significa que estejam obrigados os doutos e os jornalistas a trucidar a gramática quando aludirem à Presidente.

No momento, a aplicação do termo presidenta se tornou a pedra de toque do puxa-saquismo federal. Quem houve os locutores da Voz do Brasil, e os apresentadores da TV Brasil, que são empregados de emissoras públicas, nota que eles obedecem aos áulicos que os chefiam, chamando de presidenta a Presidente da República.

Por outro lado, no rádio e na televisão em geral, pelo modo de aludir à Dilma Roussef, os entrevistados se dividem claramente entre os que respeitam a língua e os que se esmeram em agradar a situação. Esse estado de coisas levou a uma interessante patacoada lingüística, durante a sessão do Senado Federal deste dia 15 de agosto.

Na referida sessão do Senado, senadores da oposição anunciavam uma frente parlamentar de apoio à faxina ético-administrativa que Dilma Roussef iniciou. Então, na presunção de que se dirigia diretamente a ela para lhe manifestar solidariedade, cada orador alternava o tratamento, no mesmo discurso, ora Presidente Dilma, mais na frente, Presidenta.

Reginaldo Vasconcelos      

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ACLJ 86 - Parabéns para Narcélio Limaverde



NARCÉLIO SOPRA 80 VELAS


Hoje, 08 de 08 de 2011, completa 80 anos de idade o radialista Narcélio Limaverde, um dos mais tradicionais homens de imprensa em Fortaleza, herdeiro de longa tradição familiar na atividade. Narcélio é Membro Honorário da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, que aqui lhe presta especial homenagem, com a crônica abaixo, publicada na coluna Cá Entre Nós do extinto jornal Tribuna do Ceará, em 1981, na qual o cronista Reginaldo Vasconcelos, de forma carinhosa, flagra o homem em seu ofício.

CHUVA NA ESTRADA

Com as chuvas, acometeu-me a mesma sede das aves, das arribações que voltam sequiosas ao sertão, na entrância do período invernoso. Manhazinha de sábado, chovera a noite toda e a água sobrava, desmanchando-se na cidade. O automóvel roncou na garagem, um ronco abafado por uma manifesto chuá. Nele saí a procura do sertão, rumo à fazenda, pela estrada encharcada em pequena torrante, e quase não se enxergava adiante, de tanta chuva e de tanta bruma.
Já longe da cidade encontrei pelo vidro milimetrado do rádio a voz do Narcélio Limaverde. Sintonizei em seu programa, porque ainda pelo rádio posso ouvir-lhe o coração, ponderado e amigo, saudosista e afetuoso. Fui acompanhando pelo éter as traquinagens da enxurrada cometidas na cidade, enquanto dela me afastava para deitar os sentidos na paisagem.
Mantive um vagar por todo o itinerário, pois nenhuma pressa me acossava.
A viagem em si fazia a sua parte, me fazendo espairecer da visão estreita e de toda a canseira dos dias da semana, das horas estáticas e dos dias suarento de um longo verão. A certo ponto chequei a ter pena do Narcélio – exótico sentimento, pois ninguém dá importância humana às vozes do rádio – por estar ele trabalhando naquela hora de sábado, na melhor hora da chuva.
Depois imaginei a reconfortante companhia daquele microfone, que o fazia estar a um só tempo, inclusive ali no meio do sertão, na intimidade do meu carro.
E assim fui ter dois dias de repouso, simplicidade e anonimato, a terra molhada e o céu tão baixo de quase poder tocar com a mão. O supra-sumo trivial como tomar cachaça na rede depois do banho de riacho, ouvir a rã rapando e a orquestra de sapos na lagoa.
No frio hibernal a tépida companhia das pessoas estimadas, poucas palavras para o ouvido e linha direta para o coração. Meu carro na estrada era um bólido vagaroso incendiando de alegria, rumo ao país dos passarinhos, os proprietários do arrebol.

Reginaldo Vasconcelos

sábado, 6 de agosto de 2011

ACLJ 85 - Academia em luto pelo óbito do Confrade Armando Vasconcelos

LUTO ACADÊMICO

Morreu neste dia 03 de agosto o jornalista veterano Armando Ponte de Vasconcelos, um dos pioneiros da televisão no Ceará. Impedido de compor o grupo de fundação da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, em virtude de sua doença, Armando foi aclamado Patrono Perpétuo da Cadeira nº 9, a qual é ocupada pelo acadêmico emérito Evaldo Gouveia.


O Povo
03.08.2011| 16:55

Aos 85 anos, morre jornalista Armando Vasconcelos



Faleceu, na tarde desta quarta-feira, 3, o jornalista Armando Vasconcelos, vítima de  pneumonia, aos 85 anos. Um dos pioneiros da TV cearense, esteve no comando do programa de entrevista que levava seu nome, por 23 anos ininterruptos, pela TV Cidade.

O corpo de Armando será velado na tarde desta quarta-feira, no Ápice Velório. O sepultamento está previsto para as 10 horas da próxima quinta-feira, 4, no Cemitério São João Batista.


Diário do Nordeste
Publicado em 4 de agosto de 2011 

Morre o jornalista Armando Vasconcelos
  

O comunicador apresentou o popular ´Programa Armando Vasconcelos´ durante mais de vinte anos
TUNO VIEIRA (02/12/1999)
O apresentador é considerado um dos pioneiros em programas de auditório no rádio e na televisão cearense

Faleceu, no fim da manhã de ontem, aos 85 anos de idade, o jornalista Armando Vasconcelos. A morte do também apresentador de televisão teve como motivo complicações causadas por conta de uma pneumonia.

De acordo com familiares, Armando Vasconcelos era portador da Doença de Parkinson, patologia degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva e ainda sem causa conhecida. Segundo a família, o jornalista havia sofrido há pouco tempo um acidente vascular cerebral (AVC).

Armando Vasconcelos é considerado um dos jornalistas pioneiros da televisão do Ceará. O profissional cearense apresentou durante mais de duas décadas, na emissora de canal aberto TV Cidade um programa que levava o seu nome: "Programa Armando Vasconcelos", no qual o apresentador entrevistava grandes personalidades locais. A atração foi ao ar todos os dias initerruptamente.

Seriedade

Armando Vasconcelos é lembrado e admirado por muitos pela sua seriedade e por ser um profissional compenetrado e completamente dedicado. Além do pioneirismo na televisão do Ceará, o jornalista também foi um dos percussores de programas de auditório do rádio cearense.

Armando Vasconcelos atuou ainda no meio impresso, deixando a sua marca e a sua experiência no Diário do Nordeste. O jornalista trabalhava na editoria de Política e, na época, realizava a cobertura no Palácio da Abolição.

O corpo do jornalista Armando Vasconcelos será sepultado hoje, às 10h, no Cemitério São João Batista.