O PAPA DOS POBRES


Um sacerdote tem
função pastoral para com ricos e pobres, para com humildes e poderosos – assim
como o médico, que não pode discriminar os pacientes, nem mesmo para distinguir
polícia e bandido, ao aplicar a medicina. Quem quer resolver problema
socioeconômico deve seguir outras carreiras, não a medicina, tampouco o
sacerdócio.
O fato de ser o Papa
dos pobres, que de fato é virtuoso, degenerará totalmente caso ele pretenda investir
contra os ricos, na contramão do eloquente ensinamento de Cristo, “Dai a César
o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

Idealmente, riqueza se
produz, e se reproduz; não se transfere ou distribui a fina força. Tudo se
resolve, quanticamente, pela mobilidade social, na via meritocrática, pela
evolução cultural, pelo empreendedorismo, pelo trabalho. Não aritmeticamente,
pelo garrote ideológico. As teorias em
contrário já se exauriram pela experiência.
Enfim, tomara que
Francisco I seja mesmo voltado à pobreza – mas não no sentido de a querer
reverenciar e manutenir. Tomara que ele seja atencioso com os pobres, mas na
perspectiva de que saiam da pobreza. Pobreza é condição negativa eventual, a
ser socorrida, a ser revertida, e não uma casta social a ser estimulada e cultuada.
Por Reginaldo
Vasconcelos
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