PINGA-FOGO
Alfredo referiu inicialmente que o Estádio Governador Plácido
Castelo, hoje batizado de “Arena Castelão”, será a primeira praça de esporte no
Brasil a ter a sua reforma concluída, dentre as tantas que estão sendo
construídas ou reformadas com vistas à Copa de Mundo, em 2014.
Pontuou que o equipamento público estaria recebendo grama de
origem inglesa, “nunca experimentada por um jumento cearense”, acrescentou com
bom humor – e louvou o Governador do Estado, Cid Gomes, bem como o Secretário
Ferrúcio Feitosa, pela proeza da sua administração.
Considera este resenhista, no entanto, que somente não é louvável
a adoção do termo “arena” para denominar o novo estádio, uma erronia vernacular
que segue o modismo mais canhestro.
O vocábulo “arena” significa “areia”, adequado portanto aos
coliseus e às praças de touros, pois estádios de futebol são sempre gramados. Ademais,
essa palavra ainda evoca a violência dos embates sangrentos, e o nosso futebol
precisa ser pacificado, tratado como uma festa, e não uma guerra.
Na sequência, Alfredo Marques comentou o questionamento feito
por Elmano de Freitas, o candidato do PT à Prefeitura de Fortaleza, derrotado
nas últimas eleições, o qual ingressou na Justiça Eleitoral com denúncias de
uso da máquina pública pelo seu opositor. O comentarista considera que isso
tumultua a política estadual, pois Roberto Cláudio, antes da posse, já tem sub judice a sua eleição.


Por fim veio à baila a sucessão para a presidência da Assembleia
Legislativa cearense, que transcorre com serenidade, já despontando um nome de
consenso, que seria o do Deputado Zezinho Albuquerque, do PSB.

ENTREVISTA
Alfredo iniciou a entrevista apresentando o seu convidado, o
Coronel Costa e Silva, já certificando ser “um Costa e Silva do bem”, certamente
em referência ao General de mesmo sobrenome que foi um dos Presidentes da
República no período de exceção, o qual ficou marcado por pertencer à chamada “linha
dura”.
Ressalvando a mera coincidência na profissão e no nome de
família, o Cel. Costa e Silva, que é cearense e ex-aluno do nosso Colégio
Militar, relatou que até quatro meses atrás conhecia a Cruz Vermelha do cinema,
que tanto exibe a sua benemérita atuação, mormente socorrendo as vítimas de
guerras e catástrofes, até que foi convocado pelo Conselho de Genebra, Órgão da
Cruz Vermelha internacional, para assumir como Secretário-Geral da instituição
no Brasil, que então se afundava numa crise.
A crise era administrativa e financeira, refletindo socialmente
quando revistas de circulação nacional divulgaram um escândalo de desvio de
verbas da diretoria anterior.



Em suma, o Coronel Costa e Silva deixou claro que todos os
grandes problemas que o Dr. Nicio Lacorte e ele próprio encontraram na
administração da Cruz Vermelha já estão equacionados, afastados os suspeitos, adotado
o critério da “lei da ficha limpa” doravante, todas as dívidas negociadas, as
despesas bem escalonadas, contratada uma auditoria internacional para constatar
os resultados, de modo que a veneranda entidade volta a contar com o mesmo
prestígio de antes, pronta para prestar os serviços relevantes que sempre
prestou à sociedade brasileira, no socorro às vítimas humanas de toda ordem de tragédias,
sinistros e infaustos naturais.
Reginaldo
Vasconcelos
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